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CREF2/RS repudia matéria veiculada no programa Encontro com Fátima Bernardes
26/11/2020
Fonte: CREF2/RS

O Conselho Regional de Educação Física da 2ª Região, através desta nota, repudia a matéria veiculada no programa “Encontro com Fátima Bernardes”, exibida na Rede Globo, no último dia 24 de novembro. O CREF2/RS não compactua com reportagens jornalísticas rasas, que tem apenas o objetivo de desinformar e criar pânico na população. O jornalismo sério exige, no mínimo, que todas as partes envolvidas sejam consultadas. Falar de academias e de atividade física sem ouvir o profissional de Educação Física e/ou o seu Conselho Profissional é um grande equívoco.

O programa exibiu uma matéria que colocava o exercício físico como uma atividade de risco para o contágio do COVID-19. Equiparar as academias a bares e restaurantes ignoram diversas pesquisas sérias sobre o tema e a existência de um rigoroso protocolo de segurança, elaborado pelo CREF2/RS em parceria com o Comitê Estadual da Educação Física do Rio Grande do Sul, que visa a proteção do profissional de Educação Física e dos praticantes da atividade física orientada.

Além de desconsiderar tais protocolos, a matéria também ignorou toda a comprovação científica de que a atividade física orientada melhora a resposta imunológica do corpo, além de contribuir para o controle do IMC, fator de risco para o COVID-19. A atividade física orientada por um profissional de Educação Física registrado tem um papel fundamental na promoção da saúde física e mental e na recuperação dos pacientes do COVID-19.

O profissional de Educação Física, como profissional da área da saúde, está capacitado para lidar com a pandemia e contribuir com a melhora dos pacientes. O CREF2/RS, ao lado dos demais órgãos que compõem o Comitê Estadual da Educação Física do Rio Grande do Sul, auxiliou o Governo Estadual e diversas Prefeituras a elaborar um manual técnico com procedimentos para a reabertura de academias e locais de práticas de atividade físicas, contendo recomendações científicas para o funcionamento seguro destes locais, inclusive escolas.

No Rio Grande do Sul, estes protocolos são seguidos pelas empresas registradas no CREF2/RS e há uma constante fiscalização da vigilância sanitária, assim como do próprio Conselho. Não há notícias de um único caso de contaminação comprovadamente ocorrido em academias ou locais de prática de atividade física orientada, desde que as empresas da área foram autorizadas a retomar as suas atividades. Isto só comprova que os protocolos adotados e a fiscalização realizada tornam segura estas práticas nestes locais.

A matéria, da forma que foi veiculada, acaba desestimulando a prática da atividade física, além de desprestigiar o profissional de Educação Física e os seus conhecimentos. Atribuir às academias como fonte de contaminação é um equívoco que vai na contramão da ciência e da realidade que vivenciamos diariamente.


nota de repudio