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CREF2/RS adere à campanha #ZikaZero
Postado em 09/03/2016
Fonte: CREF2/RS

A epidemia do zika já atingiu pelo menos 20 Estados brasileiros e tem se espalhado pela América Latina de maneira rápida e alarmante. O vírus, que é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, está sendo relacionado aos cerca de 3,4 mil casos suspeitos de microcefalia investigados no Brasil e, por isso, o Governo Federal lançou uma megaoperação para combater a doença.

A campanha #ZikaZero, que tem a partir de agora o apoio do CREF2/RS, tem o intuito de conscientizar a sociedade sobre a necessidade de acabar com os focos do mosquito (locais de água parada). Não há vacinas ainda para prevenir o zika, mas é possível fazer algumas coisas para “fugir” do vírus – e das outras doenças causadas pelo Aedes aegypti, como a dengue e a febre chikungunya. Confira:

1) Elimine todos os focos de água parada

As autoridades brasileiras têm afirmado que a principal forma de combater o zika é acabar com o mosquito que transmite o vírus. Para fazer isso, é necessário eliminar todos os possíveis focos de reprodução do Aedes aegypti.

O mosquito precisa da água parada para colocar seus ovos, então qualquer lugar que possa acumular o mínimo de água pode virar um foco da doença. Isso inclui vasos de plantas, que às vezes ficam com água acumulada no prato, potes de água de animais domésticos, garrafas – elas devem sempre ser mantidas com a boca para baixo, assim como baldes –, e até poças de água da chuva no quintal ou na calçada. Privadas sem tampa também podem ajudar a proliferar o mosquito: é sempre preferível deixá-las com a tampa abaixada.

Os ovos do Aedes aegypti podem ficar até um ano em local seco apenas à espera de um pouco de água para que as larvas possam sair e virar mosquitos. Por isso, é preciso cuidado para não deixar a água acumular em nenhum lugar da casa. É recomendável também limpar calhas várias vezes por semana e cobrir os reservatórios de água e piscinas, a não ser que eles sejam devidamente clorados (o cloro impede a reprodução dos mosquitos).

2) Use repelente

Para evitar ser picado pelo mosquito, a melhor estratégia é passar repelente em todas as partes expostas do corpo. A orientação é que se aplique o repelente regularmente, seguindo as instruções na própria embalagem. Caso se utilize também o filtro solar, é importante passar o repelente depois porque o protetor pode “mascarar” seus efeitos.

Mulheres grávidas também podem utilizar o repelente – mas é sempre bom conversar com o médico para ver qual seria o mais adequado. Por conta do risco de microcefalia, é importante que as grávidas em especial façam muito uso do repelente para evitar a picada do mosquito.

3) Use roupas compridas

A orientação dos especialistas – principalmente para mulheres grávidas – é que utilizem roupas que deixem poucas partes do corpo expostas ao mosquito. Calças, blusas de manga comprida e roupas grossas para evitar que a picada por cima delas. Há também algumas roupas especiais que contêm permetrina, um inseticida sintético incorporado ao tecido, mas isso só está disponível para comprar em alguns países.

4) Casa "à prova de mosquito"

Sempre que possível, especialistas recomendam dormir atrás de "barreiras físicas", como portas fechadas, janelas vedadas e telas para mosquito. Durante a noite, um mosquiteiro pode oferecer uma proteção extra. Mas é bom lembrar que o Aedes aegypti costuma agir mais durante o dia, então o cuidado deve ser permanente. Há também os sistemas de repelentes ligados na tomada e de nebulização de mosquito, com bicos que borrifam inseticida.

5) Lixo

O lixo doméstico também pode se tornar um terreno fértil para os mosquitos, porque é fácil acumular água nele. Especialistas alertam para que pessoas em áreas de risco tomem precauções extras ao manusear o lixo. É importante mantê-lo em sacos plásticos sempre fechados. Pneus velhos e materiais de construção devem ser removidos de quintais – eles são um foco muito comum das larvas do mosquito.

6) Evitar viagens

Para os que vivem fora das áreas mais afetadas, é aconselhável evitar ir para regiões com maior incidência do mosquito e da doença – Pernambuco, Paraíba e Bahia são os Estados brasileiros mais afetados por enquanto, com mais casos de microcefalia reportados.

Alguns governos chegaram até a recomendar que a população não viaje para os países que estão sofrendo mais com o problema. Nos Estados Unidos, por exemplo, o Centros de Controle e Prevenção de Doenças pediu às mulheres grávidas que evitem viajar para a América Latina e para o Caribe por enquanto.

A Organização Mundial da Saúde, porém, não adotou a mesma recomendação. “Baseado em evidências concretas, a OMS não está recomendando nenhuma restrição de viagem ou de negócios relacionada ao zika vírus. Como medida de precaução, alguns governos podem fazer recomendações de saúde pública para a população local baseados em suas avaliações próprias”.

7) Impedir a propagação

Se uma pessoa está infectada, precauções extras deveriam ser tomadas para evitar a propagação ainda maior da doença para outras pessoas. Isso porque o vírus fica no sangue e pode ser passado para os outros por meio de picadas.

Sendo assim, mesmo que a pessoa já tenha tido a confirmação de que está com zika, ela deve seguir passando repelente principalmente na primeira semana e tomar os devidos cuidados para evitar outras picadas – que poderão contaminar outras pessoas por intermédio do mosquito picador. Além disso, apesar de não haver nenhuma confirmação oficial de que há risco de transmissão sexual do zika, alguns especialistas recomendam o uso de camisinha pelo menos por duas semanas durante a recuperação da doença.

Para mais informações, acesse http://combateaedes.saude.gov.br.


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