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Profissionais de Educação Física conquistam reconhecimento na CBO
28/02/2020
Fonte: CREF1/RJ

Os profissionais de Educação Física foram reconhecidos pela Classificação Brasileira de Ocupações (CBO), sob o código 2241-40, como “Profissional de Educação Física na Saúde”. A nova descrição foi adicionada no sistema em 17 de fevereiro deste ano. Com ela, a categoria passa a ter maior visibilidade dentro do Sistema Único de Saúde (SUS), podendo desenvolver as suas atividades com a respectiva remuneração, da mesma forma que as demais profissões da área da saúde.

Junto ao novo termo, há outras sete classificações: Avaliador Físico, Ludomotricista, Preparador de Atleta, Preparador Físico, Técnico de Desporto Individual e Coletivo (exceto futebol), Técnico de Laboratório e Fiscalização Desportiva, Treinador Profissional de Futebol. Com a inclusão da classificação número 2241-40, a descrição primária foi ampliada com a seguinte informação: “estruturam e realizam ações de promoção da saúde mediante práticas corporais, atividades físicas e de lazer na prevenção primária, secundária e terciária no SUS e no setor privado”.

Importante ressaltar que nas características do trabalho consta que “o exercício das ocupações da família requer formação superior em Educação Física, com registro no Conselho Regional de Educação Física”.

Entre as competências descritas na letra G do Código 2241-40, estão: realizar ações de promoção da saúde mediante práticas corporais, atividades físicas e lazer, que englobam realizar atendimento individual; realizar atendimento em grupos; realizar consultas compartilhadas; participar de eventos, campanhas, ações e programas de educação em saúde; promover atividades de educação permanente; promover ações em práticas integrativas e complementares; desenvolver ações de saúde nas escolas e centros culturais; promover atividades de lazer e recreação; realizar visitas domiciliares; trabalhar em rede de serviços; matriciar equipes; desenvolver ações de atividade física e práticas corporais inclusivas na saúde; estruturar ações de atividade física e práticas corporais na prevenção primária, secundária e terciária no SUS; estruturar ações de atividade física e práticas.

Sobre a CBO

A estrutura básica da CBO foi elaborada em 1977, resultado do convênio firmado entre o Brasil e a Organização das Nações Unidas – ONU, por intermédio da Organização Internacional do Trabalho – OIT, no Projeto de Planejamento de Recursos Humanos (Projeto BRA/70/550), tendo como base a Classificação Internacional Uniforme de Ocupações – CIUO de 1968.


CBO



Práticas Integrativas e Complementares é um novo campo para profissionais de Educação Física
15/05/2017
Fonte: CREF2/RS

A construção da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS (PNPIC) iniciou-se a partir do atendimento das diretrizes e recomendações de várias conferências nacionais de saúde e das recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS). Em junho de 2003, representantes das associações nacionais de Fitoterapia, Homeopatia, Acupuntura e Medicina Antroposófica reuniram-se com o então ministro da Saúde, ocasião em que, por solicitação dele, foi instituído um grupo de trabalho, coordenado pelo Departamento de Atenção Básica, da Secretaria de Atenção à Saúde (SAS), e pela Secretaria-Executiva, com a participação de representantes das secretarias de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos e de Gestão do Trabalho e Educação na Saúde, do Ministério da Saúde (MS); Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa); e associações brasileiras de Fitoterapia, Homeopatia, Acupuntura e Medicina Antroposófica, para discussão e implementação das ações, no sentido de elaborar-se a política nacional.

Em setembro de 2003, o grupo gestor responsável pela ordenação dos trabalhos e formulação da política nacional definiu, entre outras coisas, a criação de quatro subgrupos de trabalho, respeitando as diversas áreas, em virtude das especificidades de cada uma delas. Como estratégia de elaboração da política, o grupo gestor elaborou um plano de ação a ser adotado pelos subgrupos para, posteriormente, a ser consolidado em documento técnico único relativo à política nacional.

Em 2006 foram criadas no Brasil as Políticas Nacionais de Práticas Integrativas Complementares, partindo da orientação da O.M.S., para fortalecer ações e serviços de PICS (Práticas Integrativas e Complementares) na rede de atenção à saúde e comunidade. A M.T.C. (Medicina Tradicional Chinesa), através de um modelo transdisciplinar foi acrescentado a essas práticas, aqui no Brasil, e abrindo possibilidades aos profissionais de Educação Física para atuação tanto em empresas, comunidades, escolas, academias de rua, NASF (Núcleo de Apoio a Saúde da Família) entre outros.

Marco Aurélio Scharcow (CREF 002463-G/RS) foi um dos profissionais de Educação Física que aderiram às novas modalidades. “Na minha prática e convivência na Educação Física, tive a felicidade de conhecer pessoalmente o criador do método “Lian Gong” em 18 terapias, uma prática corporal elaborada na década de 70 pelo Dr. Zhuang Yuan Ming, médico ortopedista da Medicina Tradicional Chinesa que viveu em Shangai na China”, explica.

Marco afirma que esta prática foi escolhida pelo governo de Shangai para ser amplamente divulgada para a população e o Dr. Zhuang, o seu criador, recebeu o prêmio de “Pesquisa Cientifica de Resultado Relevante”. “O Doutor Zhuang, uniu conhecimento da MTC – Medicina Tradicional Chinesa e a Moderna Medicina Ocidental, com as artes guerreiras e os antigos exercícios terapêuticos”.

Segundo Scharcow, o objetivo principal do Lian Gong em 18 Terapias é a de tratar e prevenir dores no corpo, inúmeros problemas osteosmusculares, articulações, etc. hoje tão freqüente nas condições da vida moderna, além de atuar nas disfunções dos órgãos internos e problemas respiratórios. São exercícios preventivos e curativos, cujas práticas põe em movimento o “Chi” (energia vital) através dos meridianos, em especial ao “Zhen Chi” ou “Chi Verdadeiro” no organismo, termos encontrados nos fundamentos da MTC, Medicina Tradicional Chinesa, que diz “Quando o Zhen Chi esta pleno no interior do corpo humanos fatores negativos não podem invadir”. A prática ajuda na circulação do sangue, dissolve aderências e inflamações dos tendões. Restaura a movimentação natural, melhorando a resistência e a vitalidade do organismo. O sistema completo do Lian Gong em 18 terapias é composto de 3 partes, totalizando 54 exercícios.


Práticas Integrativas e Complementares



Arrastão da Saúde leva sete conselhos profissionais a Tramandaí no último sábado
30/01/2017
Fonte: CREF2/RS

No último sábado, dia 28, a orla marítima  da praia de Tramandaí recebeu mais uma edição do Arrastão da Saúde, ação realizada durante o veraneio pelo Fórum dos Conselhos Profissionais do Rio Grande do Sul (Fórum/RS). A caminhada, com duração das 9h30min às 11h, teve início na Tenda do SESC-RS, entidade que tradicionalmente apoia o evento. O Arrastão é promovido pela Câmara da Saúde do Fórum/RS com o objetivo de incentivar a cultura da saúde na comunidade e esclarecer à população quanto a importância dos Conselhos na defesa da saúde coletiva.

Participaram cerca de 25 funcionários e conselheiros representando os Conselhos de Administração (CRA-RS), Biologia (CRBio-03), Educação Física (CREF2/RS), Fonoaudiologia (CREFONO7), Farmácia (CRF-RS), Fisioterapia e Terapia Ocupacional (CREFITO-5) e Medicina Veterinária (CRMV-RS). Entre as informações e materiais repassados na ação, foram demonstradas práticas integrativas e complementares da saúde, a atuação do fonoaudiólogo no estímulo à amamentação, dicas sobre diabetes, envelhecimento ativo, a prática de atividade física para o bem-estar e a saúde, dicas para pets, vida sustentável e câncer de pele.

O vice-presidente do CREF2/RS Lauro Aguiar (CREF 002782-G/RS) esteve presente representando os profissionais de Educação Física. Segundo Lauro, o Arrastão traz vivo o conceito de interdisciplinaridade, como uma das ideias nucleares para consolidação da área da saúde. “Aqui podemos praticar o foco na perspectiva dos profissionais que estão com o desafio de concretizá-la na prática, entendida como uma competência que resulta de um conjunto de conhecimentos, habilidades e atitudes”, explica.


FÓRUM RS - Câmara da Saúde



Encontro reúne Câmara da Saúde do Fórum/RS, Defensoria Pública e representante da saúde suplementar
21/07/2015
Fonte: CREF2/RS

O CREF2/RS esteve presente, nesta segunda-feira (20), na reunião ampliada da Câmara da Saúde do Fórum dos Conselhos Regionais e Ordens das Profissões Regulamentadas do RS (Fórum/RS), realizada na sede da Defensoria Pública do Estado, com a participação de representante da saúde suplementar. Na pauta, debateu-se políticas públicas de prevenção e promoção da saúde, a inclusão e ampliação da oferta de serviços oferecidos por profissionais da saúde, promovendo a multidisciplinariedade, interdisciplinaridade e transdisciplinaridade nos planos de saúde, bem como a oferta de práticas integrativas e complementares destes, além do direito do consumidor na escolha de serviços e profissionais disponibilizados, entre outros temas.

Durante o evento, Enir Madruga de Ávila, defensor público e subdirigente do Núcleo de Defesa da Saúde (NUDS) da Defensoria Pública, avaliou que atualmente a Defensoria Pública trata as consequências, e não as causas dos problemas da saúde. "A cultura da receita médica com força de lei lotou os fóruns com ações de saúde. Vemos casos em que pessoas têm condições de pagar o medicamento, mas pelo meio judicial obrigam que o Estado o faça, prejudicando as pessoas carentes. Temos que abandonar estas práticas paternalistas e diminuir consideravelmente a judicialização da saúde”, ressalta.

A presidente do CREF2/RS Carmen Masson (CREF 001910-G/RS) avaliou que a construção da Câmara da Saúde demonstrou o quanto há de desconhecimento por parte de um profissional da saúde em relação a área de atuação de outra profissão da mesma área. “Quando comecei a dialogar com os fonoaudiólogos, percebi que eu atribuía equivocadamente várias de suas incumbências à prática médica”. Carmen também ressaltou o trabalho multidisciplinar como uma característica da prevenção e da promoção da saúde. "Somente as práticas integradas e complementares darão resultado na área da saúde. Cabe enfatizar que dados científicos demonstram que de cada dólar investido em atividade física, reduz-se 4,2 dólares em potenciais gastos na saúde".

Carmem Franco, vice-presidente do Conselho Regional de Nutricionistas (CRN2), ressaltou que o grande objetivo dos conselhos é a proteção da sociedade por meio do efetivo serviço profissional, e não a mera ação corporativa, como muitas vezes é veiculado. "Por isto, acho importante os conselhos mostrarem tanto suas ações como suas limitações, trazendo luz as questões de fundo da nossa saúde. Isto pode proporcionar economia aos cofres públicos, o que vem a ser um argumento muito convincente para adesão dos governantes".

Já o representante da Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil (CASSI-RS), Everton Silva, afirmou que mesmo após 12 anos de atuação em forma de autogestão, a operadora ainda tem dificuldades em identificar espaços de atuação dos profissionais. "A questão da interdisciplinariedade propriamente dita ainda é complexa, e nos deparamos cotidianamente com ela”, explica. Silva trouxe dados de pesquisas que demonstram que cerca de 70% dos usuários dos serviços de saúde respeitam a prescrição médica, mas apenas 40% obedecem a orientação do médico para modificar hábitos não saudáveis. "Sabendo que a prescrição médica é lei e detém todo um peso cultural inculcado, o que sobra para as prescrições dos nutricionistas ou terapeutas ocupacionais? Esta autoridade é que tem que ser balanceada", pondera.

Na ocasião, o conselheiro do CREF2/RS Lauro Aguiar (CREF 002782-G/RS) afirmou que não resta opção aos trabalhadores da saúde que não seja a união, mesmo que na forma de cooperativas. "Existe uma cultura no Brasil em que os médicos, engenheiros e advogados são sobrevalorizados. Temos que mostrar a sociedade e aos outros profissionais a nossa centralidade na questão da promoção da saúde e na prevenção de doenças. Vamos estreitar laços com a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e traçar estratégias para enfrentar os problemas da saúde no país”.

Também estiveram presentes à reunião representantes dos conselhos profissionais de Biomedicina, Enfermagem, Farmácia, Fisioterapia e Terapia Ocupacional, Fonoaudiologia e Psicologia.


FÓRUM RS - Câmara da Saúde



Prática de atividade física no Brasil aumenta 11%
05/05/2014
Fonte: Portal Brasil/Ministério da Saúde

O percentual de pessoas que praticam atividades físicas durante o tempo livre passou de 30,3% para 33,8% nos últimos cinco anos, revelou a pesquisa Vigitel 2013 (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônica). Isso representa um crescimento de 11% no número de pessoas que no tempo livre praticam exercícios. "O aumento da atividade física é um fator determinante para uma sociedade mais saudável", comentou o ministro da Saúde, Arthur Chioro. Os dados da pesquisa Vigitel foram divulgados pelo Ministério da Saúde na última quarta-feira (30).

Esse aumento é expressivo e estatisticamente significativo: 11% entre 2009 e 2013 é muito", afirma Deborah Malta, diretora da Coordenação-Geral de Doenças e Agravos Não Transmissíveis (CGDANT) do Ministério da Saúde. Apesar de os homens praticarem mais exercícios - 41,2% praticam atividades no seu tempo livre -, as mulheres tiveram um aumento maior nesses cinco anos, passando de 22,2% para 27,4%.

O principal programa do Ministério da Saúde para a promoção de atividades físicas tem sido a Academia da Saúde. Criado em 2011 a partir de experiências municipais, o programa hoje conta com 491 polos funcionando e 3.234 espaços em construção. "O SUS tem dado uma importância significativa para a Academia da Saúde, mostrando a necessidade de criar uma estrutura dentro da rede de Atenção à Saúde que pense na prática de atividade físicas", explica Thaís Silva, coordenadora do programa Academia da Saúde.

O coordenador da Academia da Saúde da cidade Recife (PE), Leonardo Delgado, relata ter percebido um crescimento no interesse das pessoas em participar do programa. "No começo, nós tínhamos cerca de 20 polos e hoje são 40", ressalta. Ele diz que quando uma comunidade vê outros locais com esse serviço, eles também pedem para implementar a Academia da Saúde no seu próprio bairro.

Leonardo acredita que a sociedade de uma maneira geral está mais consciente em relação aos benefícios das atividades físicas e tem priorizado mais a prevenção na saúde. "Há um aumento quantitativo e um aumento do conhecimento da população sobre a atividade física. Hoje isso está mais latente, sai mais na mídia, a população busca mais", completa o profissional de Educação Física.

Academia da Saúde

Para estimular a prática de exercícios físicos nas cidades brasileiras, o Ministério da Saúde incentiva municípios a implantar polos com infraestrutura, equipamentos e quadro de pessoal qualificado para a orientação de atividade física e de lazer e modos de vida saudáveis. Nos polos, os participantes têm acesso a práticas corporais e atividade física com orientação, promoção de atividades de segurança alimentar e nutricional, promoção da alimentação saudável; práticas artísticas e culturais (teatro, música, pintura e artesanato), práticas integrativas e complementares, educação em saúde e mobilização da comunidade.