Notícias




Data Inicial:
(dd/mm/aaaa)  

Data Final:
(dd/mm/aaaa)  
Título:
Palavras na Notícia:



Fórum dos Coordenadores de Curso de Educação Física reúne representantes de 30 instituições de ensino
29/05/2017
Fonte: CREF2/RS

A Comissão de Ensino Superior e Preparação Profissional do CREF2/RS realizou, nos dias 26 e 27 de maio, o VII Fórum dos Coordenadores de Curso de Educação Física do Rio Grande do Sul. O evento, que ocorreu pela primeira vez na FADERGS, em Porto Alegre, reuniu cerca de 30 representantes de instituições de ensino de todo o Estado, para debater assuntos relacionados ao estágio e à fiscalização, bem como ao empreendedorismo e à educação a distância.

A abertura do evento, que contou com a presença do presidente do CONFEF Jorge Steinhilber (CREF 000002-G/RJ), foi feita pela presidente do CREF2/RS Carmen Masson (CREF 001910-G/RS). A sua fala, além de destacar o trabalho feito pelo Sistema CONFEF/CREFs visando o fortalecimento da profissão, que atualmente conta com 500 mil registrados em todo o país, foi complementada por Eduardo Merino (CREF 004493-G/RS), presidente da Comissão de Ensino Superior e Preparação Profissional. “O Fórum, que surgiu com a demanda de debater assuntos importantes para o dia a dia das faculdades, chega ao seu sétimo ano, com um histórico de grandes discussões, sobre temas como políticas públicas, tecnologia e saúde mental, entre outros mais”, comentou.

Já Steinhilber aproveitou a sua saudação inicial também para destacar o número significativo de coordenadores presentes no Fórum. “Isto mostra que o nosso ensino está nas mãos de pessoas preocupadas em discutir o futuro dos profissionais que estão sendo formados pelas faculdades. O Conselho, atuando politicamente, enfrenta os mesmos desafios dos professores, que é solidificar a Educação Física em todos os seus âmbitos”.

Palestras e debates

A primeira apresentação foi feita pela assessora jurídica do CREF2/RS Cristiane Costa e pela coordenadora do Departamento de Fiscalização e Orientação Fernanda Rodrigues (CREF 009604-G/RS). Elas explicaram o funcionamento do procedimento de fiscalização, do momento da visita aos trâmites jurídicos finais, e como a lei de estágio é inserida neste contexto. “O Conselho só verifica se há o termo de estágio assinado e já tivemos casos em que a pessoa autuada colocou a culpa na Universidade por estar fora da sua área. Eles alegaram que não tiveram a informação sobre a divisão entre a Licenciatura e o Bacharelado e que sempre tiveram autorização para fazer estágio fora do seu curso”, relatou a dupla.

O assunto, complementado por tópicos relacionados à responsabilidade técnica de academias e à disputas judiciais que o Sistema CONFEF/CREFs enfrenta atualmente quanto às lutas, ao futebol e à dança, teve prosseguimento com a palestra de Steinhilber. O Presidente do CONFEF numerou as parcerias que existem entre as instituições de ensino e os Conselhos Profissionais e apresentou um breve panorama da Educação Física e da sua evolução enquanto curso superior. “Os professores universitários precisam, mais do que nunca, auxiliar os acadêmicos para que eles criem uma identidade profissional desde o primeiro semestre”, analisou.

O segundo dia de evento, no sábado pela manhã, teve início com a palestra de Marcelo Curth (CREF 011605-G/RS), que trouxe para discussão o empreendedorismo na Educação Física. Com larga experiência na área, ele destacou que muitos egressos do curso de Educação Física têm o perfil empreendedor e que, por causa disto, as faculdades deveriam explorar mais este tema em seus currículos. “A maioria das instituições de ensino tem disciplinas de gestão, mas ainda não se dá aula com ênfase no empreendedorismo. As ferramentas necessárias para quem pretende abrir o seu próprio negócio ainda são pouco estudadas nos cursos de Educação Física”.

A última parte do Fórum foi marcada pela mesa redonda “Educação a Distância”, com as presenças de Steinhilber e de Dari Göller (CREF 002469-G/RS), da UNIJUÍ. Neste momento, todos os coordenadores puderam relatar as experiências que vivenciam em suas faculdades e o Presidente do CONFEF ainda pode reforçar o entendimento que a Educação Física não pode ser transformada em um curso totalmente a distância. O “CONFEF, junto ao Conselho Nacional de Saúde, já se movimenta na Câmara de Deputados para barrar esta ideia”, adiantou. “O EAD só pode existir se tiver qualidade, com estágios obrigatórios, material didático bem elaborado e exigências avaliativas. O desafio é fazer com que os alunos estabeleçam uma relação de troca com os outros estudantes e uma identidade profissional, mesmo longe da sala de aula”, complementou Göller.


Fórum de Coordenadores Ensino Superior