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Reunião contra a extinção do bacharelado tem presença do presidente do CONFEF e de 13 coordenadores de curso
24/02/2016
Fonte: CREF2/RS

Em um encontro considerado histórico pelos coordenadores das instituições de ensino superior presentes, a Comissão de Ensino Superior do CREF2/RS reuniu-se ontem, dia 23 de fevereiro, para estudar formas de sensibilizar a Comissão de Ensino Superior (CNE) do Ministério da Educação para não aprovar a proposta de extinção dos cursos de bacharelado em Educação Física. De acordo com os artigos 7º e 8º do projeto do CNE, os cursos de bacharelado deixariam de existir a partir do ano letivo seguinte à publicação da resolução.

Os coordenadores, que definiram a proposta como arbitrária e unilateral, vão lançar em breve um documento alertando sobre as consequências da extinção do curso às instituições de ensino, aos profissionais de Educação Física e à população. A reunião também contou com a presença do presidente do CONFEF, Jorge Steinhilber (CREF 000002-G/RJ), e da presidente do CREF2/RS, Carmen Masson (CREF 001910-G/RS), que no mesmo dia haviam se encontrado com Sérgio Roberto Kieling, pró-reitor da UFRGS e vice-presidente da Câmara de Educação Superior, para tratar do tema.

Durante a reunião, o coordenador do bacharelado da Univates, Leonardo de Ross Rosa (CREF 006576-G/RS), relatou que os maiores problemas com a divisão dos cursos estão na falta de clareza das diretrizes e da própria interpretação das mesmas, além das regras de transição. “A solução para isso é, sim, definir novas diretrizes, mas especificando adequadamente as duas formações e seus respectivos campos de atuação com regras claras de transição, convocando instituições de ensino formadoras e os Conselhos de Educação Física, entidades que não podem ser alijadas da discussão pois é, por Lei, quem regulamenta a profissão”, afirmou.

Álvaro Reischak de Oliveira (CREF 001714-G/RS), docente da UFRGS, discorreu sobre quem atuaria nos campos que hoje são espaço dos bacharéis, caso haja a extinção do bacharelado. “Certamente não seriam os licenciados, que não têm as competências nem desenvolvem as habilidades necessárias para a atuação no campo do bacharelado. Esta lacuna naturalmente será preenchida por acadêmicos de outros cursos mais próximos da área da saúde, o que enfraqueceria por demais a profissão, restringindo o campo de atuação unicamente para o ensino na educação básica”, concluiu.

O presidente do CONFEF, Jorge Steinhilber (CREF 000002-G/RJ), avaliou que o movimento está se fortalecendo e terá condições de alertar ao CNE sobre a impropriedade da extinção do curso de bacharelado, demonstrando os prejuízos que o projeto provocará na área da saúde, onde hoje o profissional de Educação Física está inserido. “Sendo apenas licenciado, haveria perda na qualidade no serviço por falta de uma formação adequada, hoje muito bem atendida pelos cursos de bacharelado”, constatou.

Já Eduardo Merino (CREF 004493-G/RS), presidente da Comissão de Ensino Superior do CREF2/RS e professor do bacharelado da UFPel, destacou o papel do Conselho como aglutinador deste processo, que contou, na segunda reunião sobre o tema, com a presença significativa dos coordenadores de curso. “Além disso, com a adesão de alguns reitores, o movimento contra a extinção do bacharelado toma vulto. A partir da publicação do documento, mobilizaremos também a sociedade".


Extinção do Bacharelado