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CREF2/RS repudia proposta de extinção dos cursos de bacharelado em Educação Física
20/01/2016
Fonte: CREF2/RS

O repúdio à proposta do Conselho Nacional de Educação (CNE), que preconiza a extinção dos cursos de bacharelado em Educação Física, foi a tônica da reunião da Comissão de Ensino Superior e Preparação Profissional do CREF2/RS, nesta terça-feira (19), que contou com a participação de 15 representantes de instituições de ensino superior. De acordo com os artigos 7º e 8º do projeto do CNE, os cursos de bacharelado deixariam de existir a partir do ano letivo seguinte à publicação da resolução.

Segundo o presidente da Comissão de Ensino Superior e professor do bacharelado da UFPel, Eduardo Merino (CREF 004493-G/RS), o CRE2/RS apoia a posição tomada pela maioria das instituições, que é de veemente repúdio ao projeto. “A proposta é perigosa do ponto de vista da formação do profissional de Educação Física, pois ao mesmo tempo que extingue o bacharelado, enfraquece a licenciatura”. Merino afirmou que a próxima medida da Comissão será elaborar um documento conjunto assinado por todos os coordenadores de bacharelado do estado, ressaltando as consequências da extinção do curso para as instituições de ensino, para os profissionais de Educação Física e à sociedade em geral.

Para o coordenador do bacharelado em Educação Física da Unisinos, Cláudio Gutierrez (CREF 014210-G/RS), o projeto extinguirá o curso que possui um forte vínculo com a promoção da saúde, além de ter maior procura em todas as universidades em que são oferecidos os dois cursos. "Não teremos uma participação efetiva na saúde se não mantivermos currículos que contemplem as especificidades da área. Todo o avanço que se construiu a partir da separação dos cursos será perdido, e os ganhos conquistados pela licenciatura na área pedagógica retrocederão, enfraquecendo seu compromisso com a escola básica".

De acordo com Álvaro Reischak de Oliveira (CREF 001714-G/RS), docente da ESEF/UFRGS, mais de 150 estudantes da Faculdade se posicionaram contra a extinção do curso em um recente abaixo-assinado. “Este expressivo número de assinaturas sinaliza que os próprios alunos querem a separação dos currículos e, acima de tudo, precisam ser ouvidos na formulação das políticas de ensino”. Álvaro também ressaltou a existência de movimentos no meio acadêmico que reiteradamente defendem a extinção do bacharelado e do Sistema CONFEF/CREFs. “O que faz mais urgente uma ampla articulação política na defesa do bacharelado, currículo essencial na formação do profissional de Educação Física”.

Um documento elaborado pelo conselheiro Federal do CONFEF Emerson Silami Garcia (CREF 000046-G/MG), com considerações à proposta do CNE, alerta que a extinção do bacharelado provocará a demissão de centenas ou até milhares de docentes qualificados, pois nenhuma licenciatura de 3200 horas acomodaria tantas disciplinas quanto as que existem atualmente nos dois currículos. “Como o único curso seria licenciatura, hoje regulada pela Resolução CNE 2/2015, é natural que sobrevivam principalmente os conteúdos próprios de licenciatura. Não existe nenhum arranjo possível para acomodar todas as disciplinas na mesma carga horária. É utopia dizer que a educação continuada suprirá todas as necessidades”, sustenta o documento.

Estiveram presentes à reunião representantes da UNISC, Ulbra Canoas e Gravataí, Unijuí, Univates Lajeado, FACOS, Fadergs, Sogipa, ESEF/UFRGS, Unilasalle, Unisinos.


Comissão de Ensino Superior e Preparação Profissional