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CREF2/RS faz alerta em audiência pública sobre os graves prejuízos da possível extinção da Fundergs
15/09/2015
Fonte: CREF2/RS

Caso extinga a Fundergs, o governo estadual onerará a saúde pública em, no mínimo, R$ 6 milhões, além de comprometer o desporto gaúcho. O alerta foi lançado pela presidente do CREF2/RS Carmen Masson (CREF 001910-G/RS) na audiência pública da Comissão de Segurança e Serviços Públicos da Assembleia Legislativa, realizada ontem (14), que tratou dos Projetos de Lei 299/2015 e 301/2015, ambos do Executivo. A primeira proposta extingue a Fundação Estadual do Esporte e do Lazer do Rio Grande do Sul (Fundergs), e a segunda, a Fundação Estadual de Produção e Pesquisa em Saúde (FEPPS). A audiência foi solicitada pelos deputados Stela Farias (PT) e Nelsinho Metalúrgico (PT). O deputado Altermir Tortelli (PT) presidiu a reunião. Os PLs serão votados hoje.

Falando para um auditório lotado de servidores, a presidente do CREF2/RS observou que o governo não vê a prevenção da saúde pelo viés econômico, e ressaltou que os investimentos em projetos de atividades físicas e esportes reduzem significativamente a quantidade de despesas hospitalares. “Estudos internacionais demonstram que para cada dólar investido em atividade física, se obtém uma economia de 3,20 dólares em custos médicos”, defendeu. "Estamos todos reunidos aqui para proteger duas áreas da saúde. A pesquisa, representada pela FEPPS, e a promoção e prevenção, gestada pela Fundergs”. O Centro Estadual de Treinamento Esportivo (CETE) também foi lembrado pela presidente. "Quem vai garantir que a verba provida pelo Governo Federal será aplicada no CETE?", indagou. "Esta verba cairá no Caixa Úníco do governo, com destinação incerta", arrematou. O CETE mantém seis centros de excelência no esporte e mais dezenas de atividades, em uma oferta de alta qualidade, com 5 mil usuários dia.

O ex-presidente da Fundergs Cláudio Gutierrez (CREF 014210-G/RS) sustentou que não haverá economia com a extinção da Fundergs, pois dos 20 milhões previstos para seu orçamento em 2015, 16,5 milhões vêm do Governo Federal e da Lei Pelé. "São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais fazem esporte com fundações, órgãos mais ágeis e baratos que as secretarias. E quando todo o país discute o Sistema Nacional de Esporte e Lazer, que visa a integração nacional das políticas públicas deste setor, o governo gaúcho extingue a secretaria de Esportes", lamentou. Dida observou que este é um péssimo sinal aos possíveis investidores esportivos nacionais e estrangeiros. “Quem irá investir em um estado que fecha seus canais políticos?", questionou.

Gutierrez alertou que sem a Fundergs, reabre-se o caminho para privatizar o CETE. "Para mim, que sou sócio do Grêmio Naútico União, a privatização do CETE poderia ser apenas uma notícia no jornal. Para o jovem excluído, porém, é a oportunidade de inclusão que se fecha. Isto tudo vai explodir mais adiante em violência social".

O conselheiro do CREF2/RS e presidente da Federação Universitária Gaúcha de Esportes João Guilherme de Souza Queiroga (CREF 000839-G/RS) afirmou que o governo tem a delegação legítima para implementar sua política econômica, mas não pode extinguir fundações aleatoriamente e sem prévio estudo. "A Fundergs é fruto de muito luta dos profissionais de Educação Física no estado. Há um profundo desconhecimento por parte do governo em relação às atividades deste órgão".

Foto: Mariana Carlesso/Agência ALRS


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