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CREF2/RS promove palestra sobre BNCC com mais de 100 participantes
06/10/2020
Fonte: CREF2/RS

No dia 2 de outubro, a Comissão de Ensino Superior e Preparação Profissional do CREF2/RS promoveu a palestra online "A BNCC e as novas diretrizes curriculares para a Educação Física", proferida pelo vice-reitor de Pós-Graduação, Pesquisa e Extensão da UNIJUÍ, Dr. Fernando González. Cerca de 100 professores e coordenadores de cursos participaram do evento, realizando um debate profícuo sobre a Base Nacional Comum Curricular, a fim de garantir o conjunto de aprendizagens essenciais aos estudantes brasileiros.

Gonzáles explicou que organizara sua apresentação em perguntas, com a contribuição de docentes, como meio de conduzir as discussões sobre a BNCC. A primeira delas, disse Fernando, é a “Localização da BNCC no campo da teoria”, que se localiza no campo dos debates sobre currículos. Em relação à segunda pergunta, “BNCC no posicionamento em relação às discriminações”, o professor crê que ficou aquém às duas primeiras. Fernando relata que a tensão política era enorme do momento, e o documento realizado perdeu força neste sentido.

A terceira pergunta versa se “Ainda entre o Não Mais e o Ainda Não: pensando saídas do não lugar da Educação Física Escolar 1 e 2”. Na oportunidade, relata Fernando, foi defendida a tese de que a Educação Física estava situada pedagogicamente em uma espécie de “limbo”, na medida em que os professores e a comunidade acadêmica "não mais" a identificavam como uma prática restrita treinamento e ao rendimento esportivo. “Embora, por outro lado, "ainda não" a viam consolidada enquanto um componente curricular da área das linguagens e com enfoque teórico na cultura corporal”.

O quarto questionamento indaga se a “A BNCC pode mudar as práticas escolares?”. Fernando verificou que, passados 23 anos de sua vigência, estes não conseguiram levar para dentro das escolas as lutas e as danças. Gonzáles ressalta que houve algo muito interessante em relação às danças e às lutas. “Porque quando se fez a consulta nacional em relação aos objetivos da Educação Física, as que tiveram menor porcentagem foram as lutas e os esportes na natureza, ficando a dança em terceiro lugar. Se a BNCC for objeto estudo, se abre a pertinência, ou não, da possibilidade do ensino das lutas e as danças”, avalia.

Mas a BNCC, prossegue Fernando, traz uma grande novidade em descontextualizar a cultura esportiva, que é muito dissonante das organizações esportivas mundiais das Federações Esportivas. Por fim, Fernando questionou se os professores de IES, principalmente de Licenciatura, terão obrigatoriamente de se debruçar na BNCC para o desenvolvimento das competências superestimadas na mesma. "Competências estas que eles mesmos não dominam na sua integridade. Aliás, quem tem atualmente as competências previstas na BNCC na Educação Física?".


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