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Câmara Técnica de Corrida de Rua avança na elaboração da Cartilha de Trail run
17/08/2018
Fonte: CREF2/RS

A Câmara Técnica de Corrida de Rua, presidida por Cláudia Ramos Lucchese (CREF 002358-G/RS), realizou sua reunião mensal no dia 15 de agosto, na sede do CREF2/RS, contando com representantes de empresas organizadoras de Trail run e membros das equipes de corrida desta modalidade. Na reunião, prosseguiu-se aprofundando a discussão dos tópicos que estarão presentes na Cartilha de Trail run, que será editada pelo CREF2/RS, e dirigida à divulgação aos praticantes, à sociedade e aos profissionais de Educação Física das noções de boas práticas para competir nesta modalidade, respeitando o meio ambiente e, principalmente, permitindo uma prática segura do esporte.

Anderson Freitas (CREF 025561-G/RS), membro da equipe Winners, explicou que durante a reunião os integrantes analisaram os itens obrigatórios que constarão na publicação. “Entre os objetos usados nas trilhas, constarão apitos localizadores, mochila ou cinto de hidratação, mantas térmicas e indicações de modelos adequados de tênis. Num primeiro momento, estes itens não serão obrigatórios, mas sim recomendados". Freitas argumenta que como no Rio Grande do Sul o esporte não está consolidado, e as empresas que organizam estes eventos ainda estão captando clientes, a imposição de muitas restrições prejudicaria a difusão do Trail run. “A solução encontrada pela Câmara foi a publicação desta cartilha de boas condutas, com o intuito de iniciar uma cultura de segurança nos competidores", acrescentou.

Segundo Anderson, outros tópicos da cartilha abordarão são a conduta dentro da trilha, o condicionamento físico adequado para a prática do Trail Run, qual a orientação correta a ser dada pelos profissionais de Educação Física aos competidores nestas provas, como se postar corretamente com o bastão da caminhada, qual o procedimento para a entrada e a descida nas trilhas, pois no ambiente em que ocorre o Trail Run, haverá pedras, limo, buracos e outros obstáculos naturais. Também será abordado qual o comportamento adequado ao avistar cobras, aranhas, escorpiões, colmeias de abelhas e outros animais silvestres nas trilhas Outro ponto debatido e que será incluído no documento é a sugestão ao competidor que informe seu Responsável Técnico no momento da inscrição nas provas. “Como ainda estamos num processo de migração de atletas de rua para o Run Trail, tentamos demonstrar que esta informação lhes dará segurança tanto física como legal, e será uma referência importante para que os organizadores saibam que o competidor está apto para a prova, chancelado por um profissional de Educação Física”, assegurou.

Anderson ressaltou que todos estes cuidados visam a implantação do esporte com o máximo de profissionalismo, cuidados pessoais e preservação ambiental no nosso estado. "Como a cultura do Trail run não está consolidada, já houve casos de risco para os competidores, como no caso em que uma mãe queria fazer uma trilha com seu filho acomodado em um carrinho de bebê, atitude barrada pelo organizador, dado o grau de riscos à que a criança estaria exposta. Ficando em apenas um exemplo hipotético, um incidente com abelhas no meio da trilha poderia provocar óbito do bebê rapidamente”, exemplificou. Anderson prevê que essa Cartilha, que visa a orientação dos novos esportistas e conscientização da sociedade e dos profissionais de Educação Física, reflete o esforço inicial, e que deverá ser constante, na educação e orientação dos participantes da modalidade, permitindo a assimilação desses bons hábitos que são sugeridos, permitindo aos competidores que ponderar qual a atitude mais recomendada às situações que ocorrem durante os percursos.

“Neste sentido, colocamos às empresas que neste primeiro momento eles até podem perder clientes, mas que isto será um filtro que revelará quais competidores estão realmente aptos para praticar o Trail Run, fato que trará mais segurança, tanto física dos competidores como jurídica dos organizadores. Neste sentido, já estamos planejando que a Câmara de Corrida de Rua institua um ranking para estas provas, que indicariam o nível de segurança e organização, baseados nos tópicos da cartilha”, complementa.

“A explosão do segmento Trail Run acontecerá a partir do momento em que as empresas se tornarem altamente profissionalizadas, o que me leva a crer que em dois anos teremos empresas de altíssimo nível no Sul do país. No momento, percebo que as equipes ainda não têm segurança em relação às exigências das empresas, pois os grupos de corrida estão no processo de migração do asfalto para a trilha”. Anderson constata que as empresas gaúchas ainda trabalham com um público restrito, com competições girando em torno de 200 atletas, e que podem alcançar 500 competidores em provas de maior destaque no calendário. No Rio Grande do Sul, o profissional cita alguns pontos mais conhecidos para competições de Trail Run locais como o Morro da Borússia, em Osório, o Salto Ventoso, em Farroupilha, o Ninho da Águias, em Nova Petrópolis, algumas trilhas de Taquara e o Morro da Apamecor, em Porto Alegre.

Freitas também analisou o processo de transição dos atletas de corrida de rua da capital gaúcha para as competições nas trilhas. "Pelas características urbanas de Porto Alegre, com sua geografia plana, ao percorrerem trilhas, o cliente inicialmente desfruta mais o meio ambiente e as belezas das trilhas, do que propriamente a competição, que demandaria fazer o trecho no menor tempo, levando equipamento para necessidades básicas de sobrevivência”, esclarece. Anderson acredita que este contato inicial com o esporte tende a ser mais lúdico porque em determinadas competições em trilhas exigem do atleta uma demanda de energia que pode chegar ao dobro ou até mesmo o triplo da utilizada em corridas de rua, trabalhando outro tipo de musculatura e outra rota metabólica, inclusive com passadas diferentes para cada tipo de terreno.

A próxima reunião da Câmara Técnica de Corrida de Rua está marcada para o dia 13 de setembro na sede do CREF2/RS. Na pauta serão estudados detalhadamente todos os tópicos da cartilha, com novas inserções de informações e orientações e adaptações de texto.

Câmara Técnica de Corrida de Rua