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Reabertura do CREF Serra é capa da nova edição da revista do CREF2/RS
08/05/2019
Fonte: CREF2/RS

A nova CREF2/RS em Revista, que teve a sua edição digital lançada hoje, dia 8 de maio, traz na capa uma matéria sobre a reabertura do CREF Serra. Nesta reportagem principal, explicamos como está funcionando o atendimento no posto avançado em Caxias do Sul e quais são os benefícios para todos os profissionais da região.

Além deste conteúdo, a nova publicação atual também traz o perfil de Eduardo Grumann (CREF 000043-G/RS), bicampeão mundial de supino e de levantamento terra; e um especial sobre saúde, em que compilamos três matérias que foram publicadas anteriormente na revista, sobre obesidade infantil, diabetes e doenças respiratórias, em edições revistas e atualizadas.

Você ainda pode acessar a edição online da nossa publicação diretamente pela plataforma Issuu, cujo aplicativo gratuito está disponível para download em tablets e em smartphones. A revista impressa é enviada para todas as Pessoas Jurídicas registradas no Conselho e para os profissionais que solicitarem recebê-la. Os pedidos devem ser feitos pelo e-mail contato@crefrs.org.br.

Todas as edições da CREF2/RS em Revista estão disponíveis para download em PDF aqui.

revista CREF Serra



CREF2/RS abre ciclo de palestras sobre os 20 anos de regulamentação da profissão em Santa Maria
02/05/2018
Fonte: CREF2/RS

O CREF2/RS realizou na última quarta-feira, dia 25 de abril, o primeiro encontro do Ciclo de Palestras “20 Anos de Regulamentação da Profissão de Educação Física”, em Santa Maria. O evento, que ocorreu na Faculdade Metodista (FAMES), reuniu cerca de 100 participantes, entre profissionais e estudantes. A atividade contou com duas apresentações, conduzidas pelos conselheiros Alessandro Gamboa (CREF 001534-G/RS) e Marcia da Cruz (CREF 007545-G/RS).

Integrando a programação da 9ª Jornada Acadêmica do Curso de Educação Física da FAMES, o primeiro evento sobre os 20 anos da regulamentação da profissão contou ainda com a presença da presidente do CREF2/RS Carmen Masson (CREF 001910-G/RS) e do conselheiro Clery de Lima (CREF 000297-G/RS), que foi o mestre de cerimônias. Na abertura das palestras, os dois destacaram os avanços do Sistema CONFEF/CREFs, nas últimas duas décadas, e a importância da união de todos os profissionais. “A Educação Física está sempre sendo ameaçada e cabe ao CREF2/RS lutar para que os espaços já conquistados não sejam perdidos”, analisou Carmen. “São vocês que devem fazer a diferença, apropriando-se de conhecimento e fazendo um trabalho correto”.

No primeiro momento, Gamboa ministrou a palestra “Educação Física: Legislação e Perspectivas”. Integrante da Comissão de Orientação e Fiscalização do CREF2/RS, o conselheiro falou sobre a criação do Sistema CONFEF/CREFs, as atribuições do Conselho e as suas diferenças em comparação com o Sindicato. “O CREF2/RS tem uma função fiscalizatória e normatizadora da profissão. Não cabe a nós as questões trabalhistas, que são de responsabilidade do Sindicato”, explicou.

A palestra de Gamboa ainda tratou da Lei do Estágio e da importância do trabalho de Fiscalização. Respondendo as perguntas dos presentes, o conselheiro tirou dúvidas sobre o Termo de Compromisso de Estágio, sobre as atribuições do Responsável Técnico e sobre as consequências de quem é flagrado em exercício ilegal da profissão. “O CREF2/RS encaminha uma denúncia-crime para o Ministério Público, sempre que os agentes fiscais dão o flagrante. O exercício ilegal da profissão que mais buscamos combater”.

A segunda palestra, com o tema “A Importância da Atividade Física na Formação do Ser Humano”, destacou o papel fundamental que o profissional de Educação Física desempenha diante da sociedade. “Trabalhamos com todas as faixas etárias e precisamos pensar a nossa atuação da gestação ao envelhecimento”, sublinhou Marcia. “Por conta disto, não podemos dizer que o Bacharel é mais ou menos relevante do que o Licenciado. Todos são importantes para valorização da atividade física entre as crianças, fazendo disto um hábito para o futuro”, acrescentou.

Os desafios expostos pela palestrante, ao longo da sua apresentação, dizem muito respeito às consequências da obesidade entre o público infantil. “Cada vez mais vemos crianças com problemas cardíacos e diabetes, que antes eram comuns somente em adultos. O sedentarismo é um dos grandes inimigos da Educação Física”, sentenciou. Paralelamente a isso, Marcia também citou os benefícios proporcionado pela atividade física. “As aulas de Educação Física melhoram o desenvolvimento motor e promovem a socialização”, pontuou.

O Ciclo de Palestras “20 Anos de Regulamentação da Profissão de Educação Física” ainda terá outras duas edições em 2018. A atividade será realizada ainda em Caxias dos Sul, no dia 7 de junho; e em Pelotas, no dia 17 de outubro. Compareça!

Eventos palestras



Santa Maria é a primeira cidade visitada pelo ciclo de palestras sobre os 20 anos de regulamentação da profissão
11/04/2018
Fonte: CREF2/RS

A primeira cidade a celebrar os 20 anos da regulamentação da profissão de Educação Física pela Lei 9696/98 e da criação do sistema CONFEF/CREFs será Santa Maria, que receberá no dia 25 de abril o ciclo de palestras “20 anos de regulamentação da profissão de Educação Física”. O horário do evento será das 19h às 22h, no auditório da FAMES - Faculdade Metodista de Santa Maria. O ciclo, em conjunto com o CongregaCREF – Seminário Sul Brasileiro de Educação Física, estarão entre os eventos comemorativos programados pelo Conselho para celebrar o legado de duas décadas da regulamentação da profissão.

O interesse pelos exercícios físicos têm aumentado no país. Mesmo assim, dados do Ministério da Saúde demonstram uma verdadeira epidemia de obesidade, diabetes e hipertensão, todas doenças associadas ao sedentarismo que assolam a população brasileira. Diante deste quadro, cresce também a responsabilidade do CREF2/RS em demonstrar à sociedade de que a boa orientação faz a diferença, e que sob a instrução de um profissional habilitado aumenta a eficiência dos exercícios, os benefícios dos praticantes e previne problemas de saúde, garantindo bem-estar e melhoria da qualidade de vida. Imbuídos desta missão, o Conselho percorrerá o interior do estado promovendo um diálogo aberto e democrático com a sociedade, estudantes, profissionais e docentes sobre os 20 anos da regulamentação da profissão de Educação Física, suas conquistas e seus desafios.

Em Santa Maria, haverá duas palestras. A primeira, como início às 19h, será ministrada por Alessandro Gamboa (CREF 001534-G/RS), tendo como tema "Educação Física: legislação e perspectivas". Alessandro é graduado em Educação Física pelo IPA. Possui pós- graduação em Administração e Marketing Esportivo, pela Universidade Gama Filho, e em Ciências do Esporte, pela PUC-RS. Atua como personal trainer e realiza consultoria em diversas academias. É conselheiro do CREF2/RS desde 2015 e integra a Comissão de Orientação e Fiscalização do Conselho.

A segunda palestra da noite terá início às 20h40min, com o tema "A importância da atividade física na formação do ser humano: desafios do profissional de Educação Física", ministrada por Marcia Rohr da Cruz (CREF 007545-G/RS). Marcia é graduada em Educação Física pela UCS e bacharel em Administração pela Unisinos. Possui pós-doutorado em Administração e atua no Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção e em Administração da UCS. É conselheira do CREF2/RS desde 2015 e faz parte de diferentes Comissões e Câmaras Técnicas do Conselho, relacionadas à Educação Física Escolar, Fiscalização, Finanças, Planejamento Estratégico e ao Esporte Educacional.

Após Santa Maria, as próximas cidades visitadas pelo ciclo de palestras serão Caxias do Sul, no dia 6 de junho, no Auditório da Anhanguera, e Pelotas, em 17 de outubro, no Auditório da UFPEL.

Ciclo de palestras “20 anos de regulamentação da profissão de Educação Física” - Santa Maria

Data: 25 de abril, quarta-feira, das 19h às 22h Local: Auditório da FAMES - Faculdade Metodista de Santa Maria Endereço: Rua Dr. Turi, 2003 - Santa Maria Carga horária: 4 horas. O evento terá a emissão de Certificado online aos participantes Inscrições gratuitas até o dia 23/04/2018 pelo site http://crefrs.org.br//eventos/ciclo_santa_maria/

Ciclo de palestras “20 anos de regulamentação da profissão de Educação Física



CREF2/RS percorre o interior com o ciclo de palestras “20 anos de regulamentação da profissão de Educação Física”
23/03/2018
Fonte: CREF2/RS

Em comemoração aos 20 anos da regulamentação da profissão de Educação Física pela Lei 9696/98 e da criação do sistema CONFEF/CREFs, o CREF2/RS lança o ciclo de palestras “20 anos de regulamentação da profissão de Educação Física”, que percorrerá os municípios de Santa Maria, Caxias do Sul e Pelotas durante os meses de abril, junho e outubro. O ciclo, em conjunto com o CongregaCREF – Seminário Sul Brasileiro de Educação Física, estarão entre os eventos comemorativos programados pelo Conselho para celebrar o legado de duas décadas da regulamentação da profissão.

A Educação Física, desde que virou uma profissão regulamentada em 1998, vem conquistando espaço ano após ano. Se antes a imagem do profissional de Educação Física era associada ao professor da disciplina nas escolas, ou a instrutores nas academias de ginástica e clubes, hoje a visão das atribuições desse profissional é mais ampla: a de um especialista também capacitado e qualificado na promoção da saúde, seja de crianças, jovens, adultos ou idosos.

O interesse pelos exercícios físicos também tem aumentado no país. Mesmo assim, dados do Ministério da Saúde demonstram uma verdadeira epidemia de obesidade, diabetes e hipertensão, todas doenças associadas ao sedentarismo que assolam a população brasileira. Diante deste quadro, cresce também a responsabilidade do CREF2/RS em demonstrar à sociedade de que a boa orientação faz a diferença, e que sob a instrução de um profissional habilitado aumenta a eficiência dos exercícios, os benefícios dos praticantes e previne problemas de saúde, garantindo bem-estar e melhoria da qualidade de vida. Imbuídos desta missão, o Conselho percorrerá o interior do estado promovendo um diálogo aberto e democrático com a sociedade, estudantes, profissionais e docentes sobre os 20 anos da regulamentação da profissão de Educação Física, suas conquistas e seus desafios.

Ciclo de palestras “20 anos de regulamentação da profissão de Educação Física”

Santa Maria
Data: 25 de abril, quarta-feira, das 19h às 22h
Local: FAMES – Faculdade Metodista de Santa Maria

Caxias do Sul
Data: 6 de junho, quarta-feira, das 19h às 22h
Local: Auditório da Anhanguera

Pelotas
Data: 17 de outubro, quarta-feira, das 19h às 22h
Local: Auditório da UFPEL

Instituições apoiadoras

- FAMES – Faculdade Metodista de Santa Maria
- Universidade Anhangüera
- Universidade Federal de Pelotas (UFPel)

20 anos da regulamentação da profissão de Educação Física



CREF2/RS apresenta projeto de combate à obesidade infantil ao deputado Maurício Dziedricki
27/02/2018
Fonte: CREF2/RS

A presidente do CREF2/RS Carmen Masson (CREF 001910-G/RS) e o vice-presidente do CREF2/RS Lauro Aguiar (CREF 002782-G/RS) visitaram ontem (27/02) o gabinete do deputado estadual Maurício Dziedricki (PTB). Eles estavam acompanhados do presidente mundial dos Professores de Educação Física Sem Fronteiras da FIEP, Almir Grunh (CREF 000001-G/PR), e do delegado regional da FIEP, Everton Deiques (CREF 008538-G/RS). Também estava presente à reunião o vereador do município de Guaíba, Everton Silva Gomes (CREF 002615-G/RS). Carmen e Lauro foram apresentar o projeto de inserção da população infantojuvenil nas academias registradas ao CREF2/RS, visando combater a obesidade nesta faixa etária.

Segundo Lauro, o Brasil é segundo país em número de academias, com centenas de milhares de frequentadores. "Contudo, temos poucos dados referentes aos resultados obtidos pela atividade física referentes à obesidade e ao sobrepeso. A academia poderia ser um ponto de referência para articularmos projetos de saúde", explicou. Para Lauro, atualmente as pessoas buscam um posto de saúde, sendo ali tratados e atendidos. "Se tivéssemos dados das doenças associadas ao sedentarismo na infância e juventude, teríamos subsídios para tratá-los em academias", raciocina.

O vice-presidente afirmou que o projeto prevê o credenciamento de academias em programas do Ministério da Saúde e secretária da Saúde do estado. Com isto, analisa Aguiar, pretende-se oportunizar avaliações com foco no grau elevado de obesidade. “Tudo isto integrado às demais profissões da saúde. Conseguiríamos, então, uma visão sistêmica na saúde no estado, em uma ação validada pelo Ministério da Saúde, o que permitiria uma coleta de dados regional, valorizando cientificamente a importância da atividade física no combate à obesidade infantojuvenil”.

Segundo a presidente do CREF2/RS, já existe um projeto semelhante em Minas Gerais. "Lá, a secretaria de Esportes e Saúde criou uma bolsa saúde que cadastra algumas academias registradas no CREF mineiro". Carmen explicou que a secretaria paga cerca de R$70,00 por criança obesa. Com este valor, ela passa a fazer atividade três vezes por semana em uma academia cadastrada. “Este estabelecimento tem obrigação de gerar relatórios sobre suas condições físicas. Esta ação é a garantia de que esta criança não será o obeso de amanhã”. Carmem complementou que o projeto operou de 2012 a 2015, abrangendo 93 municípios, e que o secretário de Esportes e Saúde de Minas Gerais está à disposição para colaborar na consolidação do projeto gaúcho.

O deputado Maurício Dziedricki, que é presidente da Comissão Especial de Combate à Obesidade Infanto Juvenil na Assembleia Legislativa, mostrou-se interessado com o projeto, pois na sua concepção, as crianças atualmente despendem um tempo exagerado em frente a tela de TV, computadores, smartphones e videogames. Dziedricki afirmou que aliado ao sedentarismo, existe um excesso de oferta de carboidratos, refrigerantes, fast food, farináceos e gorduras trans, que contribuem para o sobrepeso e obesidade, uma das doenças crônicas não transmissíveis mais comuns na infância, podendo gerar hipertensão, problemas cardíacos e diabetes tipo 2, dentre outras doenças. "Existe um prognóstico de que nos próximos dez anos o Brasil será o país com a maior número de obesos do mundo. Frente a este diagnóstico assustador, na maioria das vezes são adotadas políticas de cura ou busca desta cura, mas com a doença já presente, ao passo que a lógica deveria ser a prevenção, muito em especial da criança e do adolescente, no que diz respeito ao trato nutricional e atividade física”, ponderou. "Este projeto vem ao encontro de uma solução preventiva contra esta epidemia", concluiu.

Dia Estadual dos Profissionais de Educação sem Fronteiras

Em outro momento da reunião, o presidente mundial Professores de Educação Física Sem Fronteiras da FIEP, Almir Grunh apresentou o trabalho da organização ao deputado, e colocou a pretensão de tornar, por força de lei, o dia 20 de abril a data comemorativa dos Professores de Educação Física Sem Fronteiras no Rio Grande do Sul. Já o delegado regional da FIEP, Everton Deiques, explicou que de 15 a 22 de setembro de 2019 serão comemorados os 70 anos de existência da organização, quando serão recepcionadas delegações de todos o Brasil e do estrangeiro. “Gostaríamos de contar com apoio da Casa do Povo para recepcionar as delegações nestas comemorações”, explicou o delegado.

Segundo o deputado, a Assembleia Legislativa, via de regra, produz muito mal sua legislação no que se refere à vida da sociedade gaúcha. “Precisamos enxugar o número de leis , pois há excesso de legislação, fazendo com que exista um represamento de leis importantes para o estado.”, ressaltou. “Contudo”, prosseguiu o deputado, “muitas vezes não se reconhece uma simples positivação de uma data comemorativa e a sua inclusão no calendário de eventos de estado”. Para exemplificar sua fala, Dziedricki argumentou que Porto Alegre já dera uma bela lição ao criar a Lei que instituiu o Dia do Profissional de Educação Física, de autoria do ex-vereador Professor Garcia (CREF 000002-G/RS). “Colocarei a proposta da criação da data comemorativa à apreciação dos meus pares e faço questão de apoiar às comemorações dos 70 anos de existência dos Professores de Educação Física Sem Fronteiras”, finalizou.

Foto: Pablo Vini Fotografia

Obesidade infantil



CongregaCREF reúne profissionais e acadêmicos para debater temas da Educação Física
28/08/2017
Fonte: CREF2/RS

O CREF2/RS realizou no último sábado, dia 26 de agosto, o CongregaCREF – III Seminário Sul Brasileiro de Educação Física. O evento, que ocorre desde 2015 e integra as comemorações pela passagem do Dia do Profissional de Educação Física, celebrado em 1º de setembro, reuniu profissionais registrados e acadêmicos do curso, para assistir palestras e para debater diversos temas relacionados à profissão.

A abertura do evento, feita pela presidente Carmen Masson (CREF 001910-G/RS), destacou as conquistas recentes do Conselho e o crescimento da Educação Física, em todo o Brasil, nos últimos anos. “No momento, o CREF2/RS está engajado para garantir a presença do profissional de Educação Física no Sistema Único de Saúde, de maneira permanente. Para que isto ocorra, nós precisamos estar unidos, orgulhosos e conscientes de que representamos uma grande profissão”, comentou.

Na sequência, o CongregaCREF teve a sua primeira palestra, chamada “Gestão no Esporte: Os Desafios do Profissional de Educação Física Contemporâneo”, ministrada por Antônio Cimirro (CREF 004716-G/RS), instrutor dos cursos CBF Academy e docente no Ensino Superior. Além de apresentar o cenário do esporte mundial, ele salientou que no Brasil tem um grande potencial de crescimento na área. “O mercado fitness teve um aumento de 22% somente em 2016, atingindo a marca de 2% do PIB”, pontuou. “Os grandes esportistas são experts em vender a nossa profissão e precisamos aproveitá-los desta forma, para que possamos movimentar 40 bilhões de reais todos os anos – como os países desenvolvidos fazem – e gerar mais de 300 milhões de empregos”.

A gestão esportiva, o planejamento e a execução de projetos também foram assuntos abordados por Alexandre Greco (CREF 004204-G/RS), na segunda palestra do CongregaCREF. Consultor de academias e empreendedor digital, Greco falou sobre a evolução das ferramentas digitais ao longo do tempo e reforçou a necessidade que os profissionais de Educação Física têm de estarem sempre antenados a tudo o que surge de novo. “Nós não podemos ter receito de utilizar e de gerar conteúdo em plataformas como Youtube, Facebook e Instagram. Quem está aproveitando estes espaços deixados em aberto, mostrando como a Educação Física pode mudar a vida das pessoas para melhor, está tendo sucesso”.

Os assuntos mais atuais do dia a dia da profissão também ganharam repercussão na apresentação de Fabio Saba (CREF 000007-G/SP), sócio-diretor da IHRSA Fitness Brasil e diretor-executivo da Saba Consultoria. Dando exemplos de um bom marketing para profissionais de Educação Física e para academias, o palestrante resumiu que a excelência do serviço prestado na área da atividade física depende muito mais do envolvimento dos profissionais com as pessoas do que com os esportes. “Não podemos ficar presos somente aos aspectos estéticos. Quem foi que disse que uma academia não pode contratar um profissional com sobrepeso?! Na nossa área, não pode haver preconceito e sempre há uma parcela da população que se identifica com este tipo de profissional, não com os sarados”, explicou.

O encerramento do CongregaCREF foi com uma mesa-redonda sobre obesidade infantil, que contou com a presença de Miria Burgos (CREF 001566-G/RS), conselheira federal e professora da UNISC; e Roberto da Costa (CREF 000137-G/SP), pós-doutor em Ciências do Movimento Humano pela UFRGS. Em uma conversa com a participação da plateia, os palestrantes mostraram os principais resultados de suas pesquisas sobre o tema, que revelaram que cada vez mais crianças estão desenvolvendo doenças como hipertensão e diabetes, típicas da vida adulta. “As crianças ficam cerca de sete horas pro dia em frente a telas, como computador e televisão, e o sedentarismo é o grande fator para o aumento do risco de doenças crônicas”, frisou Costa. “A gente viu que a atividade física regular, além de melhorar a aptidão física e corrigir eventuais problemas de postura, também implica diretamente na melhora da saúde desta parcela da população”, complementou Miria.

CongregaCREF



Obesidade cresce 60% no Brasil e colabora para maior prevalência de hipertensão e diabetes
24/04/2017
Fonte: Ministério da Saúde

O brasileiro está mais obeso. Em dez anos, a prevalência da obesidade passou de 11,8% em 2006 para 18,9% em 2016, atingindo quase um em cada cinco brasileiros. Os dados inéditos, divulgados na última semana, fazem parte da Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), realizada pelo Ministério da Saúde. O resultado completo da pesquisa está aqui.

Segundo a pesquisa, o crescimento da obesidade é um dos fatores que pode ter colaborado para o aumento da prevalência de diabetes e hipertensão, doenças crônicas não transmissíveis que piora a condição de vida do brasileiro e podem até matar. O diagnóstico médico de diabetes passou de 5,5% em 2006 para 8,9% em 2016 e o de hipertensão de 22,5% em 2006 para 25,7% em 2016.

Excesso de peso e obesidade

A obesidade aumenta com o avanço da idade. Mas mesmo entre os mais jovens, de 25 a 44 anos, atinge indicador alto: 17%. Excesso de peso também cresceu entre a população. Passou de 42,6% em 2006 para 53,8% em 2016. Já é presente em mais da metade dos adultos que residem em capitais do país.

A pesquisa também mostra a mudança no hábito alimentar da população. Os dados apontam uma diminuição da ingestão de ingredientes considerados básicos e tradicionais na mesa do brasileiro. O consumo regular de feijão diminuiu 67,5% em 2012 para 61,3% em 2016. E apenas um entre três adultos consomem frutas e hortaliças em cinco dias da semana. Esse quadro mostra a transição alimentar no Brasil, que antes era a desnutrição e agora está entre os países que apresentam altas prevalências de obesidade.

Vigitel obesidade



Arrastão da Saúde leva sete conselhos profissionais a Tramandaí no último sábado
30/01/2017
Fonte: CREF2/RS

No último sábado, dia 28, a orla marítima  da praia de Tramandaí recebeu mais uma edição do Arrastão da Saúde, ação realizada durante o veraneio pelo Fórum dos Conselhos Profissionais do Rio Grande do Sul (Fórum/RS). A caminhada, com duração das 9h30min às 11h, teve início na Tenda do SESC-RS, entidade que tradicionalmente apoia o evento. O Arrastão é promovido pela Câmara da Saúde do Fórum/RS com o objetivo de incentivar a cultura da saúde na comunidade e esclarecer à população quanto a importância dos Conselhos na defesa da saúde coletiva.

Participaram cerca de 25 funcionários e conselheiros representando os Conselhos de Administração (CRA-RS), Biologia (CRBio-03), Educação Física (CREF2/RS), Fonoaudiologia (CREFONO7), Farmácia (CRF-RS), Fisioterapia e Terapia Ocupacional (CREFITO-5) e Medicina Veterinária (CRMV-RS). Entre as informações e materiais repassados na ação, foram demonstradas práticas integrativas e complementares da saúde, a atuação do fonoaudiólogo no estímulo à amamentação, dicas sobre diabetes, envelhecimento ativo, a prática de atividade física para o bem-estar e a saúde, dicas para pets, vida sustentável e câncer de pele.

O vice-presidente do CREF2/RS Lauro Aguiar (CREF 002782-G/RS) esteve presente representando os profissionais de Educação Física. Segundo Lauro, o Arrastão traz vivo o conceito de interdisciplinaridade, como uma das ideias nucleares para consolidação da área da saúde. “Aqui podemos praticar o foco na perspectiva dos profissionais que estão com o desafio de concretizá-la na prática, entendida como uma competência que resulta de um conjunto de conhecimentos, habilidades e atitudes”, explica.

FÓRUM RS - Câmara da Saúde



CREF2/RS defende Secretaria Municipal de Esportes, Recreação e Lazer na Câmara de Vereadores de Porto Alegre
22/12/2016
Fonte: CREF2/RS

Na manhã desta quinta-feira, dia 22 de dezembro, o vice-presidente do CREF2/RS Lauro Aguiar (CREF 002782-G/RS) esteve na Câmara Municipal de Porto Alegre para buscar o apoio dos vereadores contra a proposta de extinção da Secretaria Municipal de Esportes, Recreação e Lazer (SME). A votação está prevista para ocorrer hoje à tarde e os representantes do Plenário receberam uma carta, que apresenta os motivos para a continuidade do trabalho da SME e os benefícios que são proporcionados pelo órgão para toda a sociedade. O texto na íntegra segue abaixo:

O Conselho Regional de Educação Física da 2ª Região (CREF2/RS), representando cerca de 10 mil profissionais de Educação Física e 800 empresas registradas apenas em Porto Alegre, vem ratificar a importância da manutenção da Secretaria Municipal de Esportes, Recreação e Lazer (SME), que tem sido referência na execução e na propagação de políticas públicas de esporte e de lazer, constituindo significativos programas e projetos na área do esporte escolar e da saúde.

Desde a sua criação nos anos 1920, a SME vem cumprindo o seu papel institucional com excelência, cuja função para a sociedade porto-alegrense é fundamental e imprescindível, gerando ações que oportunizam a prática da atividade física e do esporte, nas suas mais diversas modalidades e dimensões, além de fomentar a formação de novos profissionais de Educação Física.

Através do esporte e do exercício físico, a população de Porto Alegre tem demonstrando uma grande melhora na sua qualidade de vida, mesmo diante de números preocupantes apresentados em 2016 pelo Ministério da Saúde, em que relaciona 50% da população brasileira ao sobrepeso e a algum tipo de doença relacionada à obesidade, como hipertensão e diabetes. De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde, para cada R$ 1,00 investido em esporte e em atividade física são poupados outros R$ 5,00 em saúde.

Diante desse quadro, somente com a permanência da SME será possível desonerar a Prefeitura e os postos de saúde, solidificando as políticas públicas das quais a sociedade vem sendo beneficiada por meio do esporte e da atividade física. O CREF2/RS, seguro de contar com o vosso apoio na busca constante dos interesses da sociedade, está à disposição para esclarecer eventuais questionamentos.

Porto Alegre



CREF2/RS atende população durante edição do Desobesa Brasil na Redenção
12/09/2016
Fonte: CREF2/RS

No último domingo, dia 11 de setembro, o CREF2/RS esteve presente na 9ª edição do Projeto Desobesa Brasil, realizada pela Associação Brasileira de Apoio aos Operados Bariátricos (ABAOB), no Parque da Redenção, em Porto Alegre. No local, a equipe do Conselho realizou cerca de 100 avaliações antropométricas, com medição do Índice de Massa Corporal (IMC), e concedeu informações gerais sobre o trabalho realizado e sobre a importância da atividade física orientada.

De acordo com Jussara Tessele, vice-presidente da ABAOB, a obesidade é o segundo maior fator de risco para diversas doenças, como câncer, hipertensão e diabetes. “Isto é muito preocupante, pois uma pesquisa divulgada recentemente pelo IBGE mostrou que o Rio Grande do Sul tem o maior percentual do país de pessoas com excesso de peso”, comentou. O Brasil está em segundo lugar na lista de países que mais realizam procedimentos de redução de estômago no mundo, perdendo apenas para os Estados Unidos – conforme dados apresentados pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM).

Realizado das 9h às 15h, o Desobesa Brasil ainda teve oficinas sobre alimentação saudável, aulas de dança e terapias holísticas à disposição, de forma totalmente gratuita. Com grande presença de público, o CREF2/RS também pode esclarecer a população sobre a atuação do Conselho, que fiscaliza e defende a sociedade do exercício ilegal e dos maus profissionais. “As aulas de Educação Física precisam ser, obrigatoriamente, ministradas por pessoas devidamente habilitadas, com formação superior e registro. Quem frequenta academia deve exigir a Cédula de Identidade Profissional do instrutor”, complementou Fernanda Rodrigues (CREF 009604-G/RS), coordenadora do Departamento de Fiscalização e Orientação (DEFOR) do CREF2/RS.

Desobesa Brasil eventos



CongregaCREF reúne profissionais e estudantes para debater diversas áreas da Educação Física
30/08/2016
Fonte: CREF2/RS

O CREF2/RS realizou, no último sábado, dia 27 de agosto, a segunda edição do CongregaCREF – Seminário Sul Brasileiro de Educação Física. O evento, que integra as comemorações do Conselho pelo Dia do Profissional de Educação Física, ocorreu no auditório do CRO/RS, em Porto Alegre, e contou com a presença de profissionais registrados e de estudantes para debater as diversas áreas da profissão. A abertura do evento foi feita pela presidente Carmen Masson (CREF 001910-G/RS), que reiterou o sucesso de público do CongregaCREF, pelo segundo ano consecutivo, e saudou todos aqueles que compareceram para assistir às palestras.

A primeira apresentação foi feita por Rodrigo Gonçalves Dias (CREF 059988-G/SP), pesquisador da Unidade de Reabilitação Cardiovascular e Fisiologia do Exercício do Instituto do Coração (InCor), em São Paulo, e primeiro profissional de Educação Física a vencer o Prêmio Jovem Cientista, promovido pelo CNPq, em 2012. A palestra “Genética, performance física humana & doping genético: o senso comum versus a realidade científica” abordou as suas investigações científicas mais recentes e tentou explicar como funciona o rastreamento de genes para a descoberta de novos “fenômenos do esporte”, algo tão em evidência nos dias de hoje por causa da Olimpíada. “O nosso trabalho envolveu os melhores atletas do atletismo brasileiro e comparou o desempenho de todos com pessoas comuns. A conclusão que chegamos é que há mais ou menos 200 pessoas com potencial para serem esportistas espetaculares no nosso país e que ainda não foram descobertas”, revelou Dias.

Além de explicar os detalhes do seu trabalho, o pesquisador também contextualizou os avanços que a Educação Física teve – e ainda pode ter – desde o surgimento do projeto Genoma, na década de 90. “Os estudos genéticos deixaram claro que a responsividade ao treinamento é diferente de pessoa para pessoa, não segue um padrão que pode ser aplicado da mesma forma a todos os atletas. Ou seja, não podemos simplificar algo tão complexo como o organismo humano, precisamos aprender e relacionar as particularidades de cada estrutura muscular aos diversos genes que compõem o DNA de cada um destes indivíduos”, explicou.

Com espaço para perguntas da plateia e transmissão online, que permitiu que profissionais e acadêmicos de todo o Estado acompanhassem as palestras dos seus computadores em casa, o CongregaCREF prosseguiu com a conselheira federal do CONFEF Elisabete Laurindo (CREF CREF 002036-G/SC), que falou sobre o papel do profissional de Educação Física na escola. Além de apresentar os consensos internacionais da UNESCO e de inserir a Educação Física aos direitos fundamentais de todas as pessoas, Elisabete mostrou quais são os indicadores de qualidade na educação e explicou como o ambiente escolar, a prática pedagógica e as condições de trabalho dadas aos profissionais que atuam nestes locais interferem nesta equação. “O Brasil está entre os países mais obesos do mundo e precisamos nos apropriar da Educação Física escolar como forma de promover a saúde das crianças”, defendeu.

A Conselheira também trouxe para discussão o atual momento vivido pela Educação Física escolar, em que há a busca pela consolidação do profissional de Educação Física neste ambiente. “O livro Recomendações para a Educação Física Escolar, publicado pelo CONFEF e distribuído às escolas de todo o Brasil, veio para conscientizar todos dos benefícios da atividade física e de como é importante uma qualificação adequada para atuar na área, com comportamento ético e materiais adequados”.

Depois, quem deu continuidade ao CongregaCREF foi a professora da Escola de Educação Física, Fisioterapia e Dança (ESEFID) da UFRGS Anelise Gaya (CREF 024009-G/RS). A palestra “O papel da Educação Física na promoção da saúde na escola” abordou um pouco do seu trabalho com o projeto de pesquisa Esporte Brasil, que busca avaliar e dar um novo sentido aos indicadores de aptidão física, saúde, obesidade e de outras doenças, com ênfase na população infantojuvenil. “30% das crianças tem obesidade e sobrepeso e a atividade física na escola poderia ter uma função primordial no sentido contrário a estes dados alarmantes”, explicou. “Os profissionais de Educação Física da escola precisam se dar conta deste quadro e trabalhar de maneira consciente, sabendo que existe um período crítico para o desenvolvimento motor das crianças e que este precisa ser bem aproveitado, para que não haja nenhum comprometimento”, complementou.

Como salientou Anelise durante a sua palestra, os dados coletados pelo Projeto Esporte Brasil nos últimos anos mostram ainda que 60% das crianças em idade escolar não cumprem o mínimo de atividade física proposto pela Organização Mundial da Saúde. “O que descobrimos é que muitas delas não brincam, não têm recreio e ou são atendidas de maneira correta pelas aulas de Educação Física. O sedentarismo é uma das principais causas de morte no Brasil e esta realidade no ambiente escolar é bastante preocupante, já que muitas doenças que eram vistas somente em adultos, como o diabetes tipo II e hipertensão, já estão aparecendo em crianças e gerando outras complicações”, revelou.

A conclusão, compartilhada com todos os presentes que lotavam o auditório do CRO/RS, é que a escola deveria oferecer mais momentos para a prática de atividade física, com pelo menos 45 minutos de duração, duas vezes por semana. “Não podemos privar o desenvolvimento das crianças, sobretudo da forma que só o esporte proporciona”, contou Anelise. As aulas de Educação Física escolar, além de precisarem de um planejamento mais eficaz, necessitam a adoção de novas estratégias, para que os hábitos de vida sejam modificados desde cedo. “Há bons projetos ocorrendo nas escolas, sobretudo fora do país, que podem servir de exemplo. O Projeto Esporte Brasil, por exemplo, tem contribuído na interpretação dos padrões de crescimento e, com isto, oportunizado o planejamento de ações diferenciadas e auxiliado os professores de Educação Física na avaliação dos seus alunos”, concluiu.

O CongregaCREF foi encerrado pela palestra “Gestão de academia”, ministrada por Rogério Menegassi (CREF 001008-G/RS), proprietário da academia Athlética, localizada em Porto Alegre, e ex-presidente da Associação das Academias do Rio Grande do Sul (ACAD RS). Há mais de 30 anos atuando na área, Menegassi conversou com os presentes sobre esta área e tirou as dúvidas daqueles que tem a intenção de abrir, futuramente, o seu próprio negócio. “As opções para as academias cresceram muito nos últimos anos. A piscina, antigamente, era aproveitada somente para aulas de natação e hoje há uma infinidade de modalidades e de atividades que podem ser exploradas e ofertadas aos alunos”.

Além disto, Menegassi apresentou um pequeno panorama sobre a evolução da ginástica em academias, explicou algumas estratégias adotadas pela Athlética e salientou que muitos adultos são resistentes a aderir a um programa de treinamento porque não tiveram uma boa experiência com a atividade física quando eram jovens, numa época em que a profissão de Educação Física ainda não era regulamentada. “Na nossa área, ninguém poderá inventar algo totalmente inédito, porque as modalidades são variações e vêm de uma mesma base. O que os profissionais de academia realmente precisam fazer é tentar tornar as suas aulas cada vez mais prazerosas para os alunos, para que eles se transformem em clientes fiéis, tenham resultados e que reconheçam os benefícios que só podem ser proporcionados pela Educação Física em suas vidas”.

CongregaCREF eventos



Câmara de Corrida de Rua comemora Dia Mundial de Saúde na Câmara Municipal de Porto Alegre
08/04/2016
Fonte: CREF2/RS

Nesta quinta-feira (7), a Câmara Técnica de Corrida de Rua do CREF2/RS participou do período especial de Comunicações da Câmara Municipal de Porto Alegre, cujo tema foi caminhada e corrida de rua, proposto pelo vereador Mendes Ribeiro (PMDB). O evento fez parte das comemorações ao Dia Mundial da Saúde. A presidente da Câmara Técnica de Corrida de Rua, Cláudia Lucchese (CREF 002358-G/RS), discursou na ocasião, destacando a importância da atividade física como forma de prevenção de doenças.

“Gosto muito do conceito criado em 1970 que preconiza trabalhar a promoção da saúde, pois isto é que tira as pessoas dos hospitais e garante alegria e qualidade de vida”, afirmou. Ela explicou que a Organização Mundial da Saúde define a saúde como um estado de bem-estar físico, mental e social. “E são estes os objetivos que os profissionais de Educação Física pretendem alcançar”, complementou. Cláudia ressaltou uma das bandeiras de luta da Câmara de Corrida de Rua em sua fala. “Defendemos a utilização segura dos espaços públicos para a realização das atividades físicas, e também proporcionar orientação técnica para a realização de corridas e caminhadas".

A presidente da Câmara também propôs que seja criado o Dia Municipal da Corrida de Rua, em 24 de abril, que marca a realização da primeira Maratona de Porto Alegre em 1983. Cláudia sugeriu que o projeto de lei seja encaminhado pelo vereador Mendes Ribeiro (PMDB), que substitui o vereador e conselheiro Federal do CONFEF Professor Garcia (CREF 000002-G/RS), que se encontra afastado da Câmara em licença-saúde.

A vereadora Jussara Cony (PCdoB) destacou que a saúde precisa ser encarada como bem-estar e estilo de vida ativo. “Talvez seja um sonho, mas eu sonho que possamos ter academias junto aos postos de saúde, com orientação de profissionais de Educação Física, dentro de uma equipe multidisciplinar pelo SUS”, salientou. Mendes Ribeiro (PMDB) ressaltou a obrigação de incentivar a prática de atividades físicas para a melhoria da saúde, especialmente as corridas de rua e as caminhadas. Dr. Thiago Duarte (DEM) também abordou a importância da atividade física para a prevenção de doenças. “Principalmente quando se fala em diabetes, que é uma das doenças com mais incidência na nossa população de mais idade”.

Câmara Técnica de Corrida de Rua



CREF2/RS renova convênio com Faculdade Sogipa de Educação Física
19/02/2016
Fonte: CREF2/RS

Os profissionais registrados no CREF2/RS continuam tendo desconto de 10% nos cursos de pós-graduação da Faculdade Sogipa de Educação Física. O convênio, que foi renovado no começo deste ano, atualmente oferece o benefício em duas atividades: na especialização Treinamento Físico para Populações Especiais e no curso de extensão Populações Especiais: Módulo II – Obesidades e Diabetes. Inscrições e mais informações aqui: www.faculdadesogipa.edu.br.

O curso de Treinamento Físico para Populações Especiais tem o objetivo de especializar os profissionais no atendimento de indivíduos com doenças cardiovasculares, neuromusculares, bem como de idosos e crianças. Já na atividade Populações Especiais: Módulo II – Obesidades e Diabetes, o intuito é capacitar o aluno na aplicação do treinamento físico para obesos e diabéticos.

Os dois cursos são presenciais e realizados em Porto Alegre. As aulas da pós em Treinamento Físico para Populações Especiais iniciam em abril, enquanto que a atividade Populações Especiais: Módulo II – Obesidades e Diabetes terá uma nova turma a partir do dia 12 de março.

Contatos pelo telefone (51) 3371-2690.

Sogipa Convênio



Nova edição do CREF2/RS em Revista tem como tema principal o diabetes
25/11/2015
Fonte: CREF2/RS

Os profissionais registrados no Conselho vão receber, nos próximos dias, a nova edição do CREF2/RS em Revista. Referente aos meses de outubro, novembro e dezembro, a publicação tem como tema principal o diabetes, uma das doenças mais recorrentes entre os gaúchos e que pode ser tratada, de maneira bastante satisfatória, com atividade física.

Além disto, a atual edição do CREF2/RS em Revista conta ainda com o perfil de Rodrigo Delevatti (CREF 013674-G/RS), que pesquisou no seu mestrado e no seu doutorado os exercícios mais indicados para os diabéticos, e reportagens sobre o CongregaCREF, sobre o Troféu Destaque 2015 e sobre os novos conselheiros, que tomaram posse em outubro. O CREF2/RS em Revista tem também uma versão online, que pode ser acessada diretamente por aqui. Nesta plataforma, a publicação pode ser baixada em PDF e visualizada também em tablets e smartphones.

Revista diabetes



Conselheira realiza palestra no I Simpósio do Fórum RS
07/10/2015
Fonte: CREF2/RS

A conselheira Eneida Feix (CREF 002116-G/RS) proferiu ontem (6) a palestra “Interações propositivas da qualificação da saúde e bem-estar da sociedade” no I Simpósio do Fórum RS, na qual fez um relato minucioso da interação do Conselho com os profissionais de Educação Física e com a sociedade. O evento, que teve como tema “O papel dos Conselhos Profissionais junto à sociedade”, foi realizado na sede do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (CRECIRS), com organização da Câmara da Saúde Fórum dos Conselhos Regionais e Ordens das Profissionais Regulamentadas do Rio Grande do Sul (Fórum-RS).

Em sua exposição, Eneida ressaltou a importância da troca interdisciplinar de conhecimentos. “Participar de eventos com outros conselhos vem sendo uma política eficaz para aprimorarmos a nossa gestão”, afirmou. A conselheira discorreu sobre a pauta de lutas em prol da Educação Física travada pelo Conselho, ampliada neste ano com a defesa da Fundergs e do CETE. “Por meio de mobilização e pressão política, conseguimos retirar o regime de urgência do Projeto de Lei que extingue a Fundação”. Ela frisou que as verbas destinadas à atividade física não são gastos públicos, mas sim investimento em saúde e inclusão social.

A conselheira explicou que a obrigatoriedade do profissional de Educação Física habilitado orientando as séries iniciais Educação Física Escolar, uma luta histórica do Conselho, obteve importante vitória em 2014 em Porto Alegre com a aprovação da Lei nº 11.585, de autoria do vereador Professor Garcia (CREF 000002-G/RS), que obriga a formação em curso superior de Licenciatura em Educação Física para a docência dessa disciplina no Ensino Fundamental “Diante da epidemia de obesidade e doenças relacionas, como diabetes e hipertensão, nossa luta é para torná-la estadual”.

Na mesa-redonda que se seguiu ao debate, foram abordados temas como fiscalização e a interação com a SMIC, Vigilância Sanitária, Procon, Polícia Civil e Brigada Militar. Também estiveram presentes a presidente do CREF2/RS, Carmen Masson (CREF 001910-G/RS), o presidente da Câmara Técnica de Ginástica Laboral e Atividade Física na Empresa do CREF2/RS, Lauro Aguiar (CREF 002782-G/RS), e o presidente do CRECIRS, Flávio Koch.

Fórum-RS



Especialista em maturidade ativa defende novo estilo de vida no I Seminário Multiprofissional
05/10/2015
Fonte: CREF2/RS

O coordenador técnico do Programa Maturidade Ativa do SESC-RS, Eduardo Danilo Schmitz (CREF 006366-G/RS), foi um dos palestrantes do I Seminário Multiprofissional, realizado na sexta-feira (2), na nova sede do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (CRECIRS), em Porto Alegre. A ação, alusiva ao Dia do Idoso (1º de outubro), foi organizada pelo Conselho Regional de Fonoaudiologia (CREFONO7), com apoio do CREF2/RS e dos Conselhos Regionais de Farmácia, Nutrição e Fisioterapia e Terapia Ocupacional. Ao final do encontro, uma mesa-redonda multiprofissional, que contou com a presença do presidente da Câmara Técnica de Ginástica Laboral e Atividade Física na Empresa do CREF2/RS, Lauro Aguiar (CREF 002782-G/RS), debateu temas interdisciplinares propostos na programação.

O profissional de Educação Física, que é mestre em Envelhecimento Humano pela UPF, palestrou sobre a promoção da qualidade de vida, a saúde e o envelhecimento. Ele relembrou que o movimento humano sempre foi necessário, seja para caçar ou para se defender, mas que, com o passar do tempo, foram desenvolvidas incontáveis tecnologias que facilitaram a existência do homem. “O que é muito bom por um lado, mas por outro acentua o sedentarismo e as doenças associadas a este estilo de vida”, constatou. O coordenador do SESC-RS observou que Porto Alegre ostenta o título de capital vice-campeã em índices de obesos no país. "Assistimos ao que se chama de transição epidemiológica, ou seja, se no passado as grandes vilãs eram as doenças infecciosas transmissíveis, hoje a preocupação são as doenças crônicas não transmissíveis, como hipertensão, diabetes e osteoporose”.

Schmitz trouxe dados de uma pesquisa realizada pela Universidade de Navarra, na Espanha, país onde a obesidade é diretamente responsável por cerca de 2% a 4% dos gastos totais em saúde. O estudo demonstra que um euro investido na promoção de esportes cria uma economia estimada de 50 euros em gastos em saúde ao longo de 15 anos. “Se as pessoas têm espaço adequado e um contexto educacional, teremos um caminho para mudar esta realidade”, sintetizou.

O coordenador destacou o fato destas doenças já serem observadas em pessoas na faixa dos 30 anos, e propôs a modificação do estilo de vida da população como um meio de envelhecimento saudável. “Muitas vezes, este modo de vida não é uma escolha. Aposto muito em educação e políticas públicas para solucionar esses problemas”. O profissional de Educação Física criticou o modelo imediatista do corpo perfeito imposto pela sociedade. “Isso só causa frustração. Vejo, porém, algumas alternativas, como o programa de incentivo à atividade física do SUS”, exemplificou.

Dia do Idoso



IPA sedia comemoração conjunta do Dia do Profissional de Educação Física e do Nutricionista
04/09/2015
Fonte: CREF2/RS

O Auditório Oscar Machado do Centro Universitário Metodista (IPA) teve grande afluência de estudantes, profissionais de Educação Física e nutricionistas para comemorar conjuntamente, na noite de quarta-feira (02), o Dia do Profissional de Educação Física (1º de setembro) e o Dia do Nutricionista (31 de agosto). Além de celebrar as datas, o evento, apoiado pelo IPA e organizado pelo Conselho Regional de Educação Física (CREF2/RS ) e pelo Conselho Regional de Nutricionistas (CRN-2), debateu o tema “Atividade Física: Mitos e Verdades”, com palestras proferidas pela conselheira do CREF2/RS Luciane Citadin (CREF 000100-G/RS) e pela nutricionista clínica Lenice Zarth Carvalho, seguidas de uma mesa-redonda.

A presidente do CREF2/RS, Carmen Masson (CREF 001910-G/RS), ressaltou na abertura do evento que ambas as profissões trabalham com a promoção da saúde, com ênfase na prevenção, enquanto outras atuam quando a doença já está instalada. “A atividade física e a dieta são grandes aliadas na qualidade de vida na população”, assinalou. Já a presidente do CRN-2, Luciana Meneghetti, alertou para a epidemia de obesidade e sobrepeso como causa dos principais problemas de saúde pública, como diabetes e doenças cardíacas. “Já temos 20% da população afetada. É fundamental a atuação conjunta dos profissionais de Nutrição e Educação Física para intervirmos corretamente neste cenário”, concluiu.  

“Na minha opinião, nós estamos maximizando o corpo no momento da interpretação”. Com esta observação a nutricionista Lenice Zarth Carvalho iniciou sua palestra, acrescentando que existe uma generalização na prescrição de carboidratos e proteínas, muitas vezes calcada em apenas um perfil. “A maioria das pessoas que procura os consultórios não é atleta, sendo apenas praticantes de atividades físicas. Pensar o tipo de treino a partir disto, para deduzirmos o que esta pessoa tem que ingerir”, argumentou Lenice. “No mínimo, temos de compartimentalizar o individuo para podermos interpretá-lo na hora ofertar um plano alimentar, oferecendo o nutriente  de diferentes maneiras”.    

Segundo a nutricionista, o brasileiro ingere cerca de cinco quilos de agrotóxicos anualmente no Brasil. “As pessoas muitas vezes têm apenas a opção do alimento envenenado”, frisou, acrescentando que a Nutrição tem papel fundamental na proposição de novas formas de alimentação à população.  

Em sua palestra, a profissional de Educação Física Luciane Citadin explicou que atualmente o sedentarismo é o grande concorrente do exercício físico. Como uma forma de incentivo à prática de atividade física, ela ressaltou a contínua criação de modalidades de exercícios que praticamente adequam-se a todas as demandas e particularidades. “Temos o exemplo do Ballet Fitness, criado por uma bailarina que se lesionou e queria continuar praticando exercícios próximos da dança”.

Luciane explicou que não há exercício contraindicado, mas pessoas com limitações ou proibições para a atividade definida. “Não somos contra nenhum tipo de atividade física, mas zelamos para que sempre haja a orientação do profissional habilitado”. Ela acrescentou que a segurança dos exercícios por vezes não depende apenas da orientação, mas também deriva de ambientes que não propiciem acidentes. “Atropelamentos, quedas de aparelhos, mesmo assaltos no entorno das academias devem ser avaliados. Academias não faltam, o importante é escolher bem o local e praticar atividade física regularmente”, enfatizou.

Ao final do evento, foi lançado o folder “Profissional de Educação Física e Nutricionista em academias”, com dicas sobre a atuação dos profissionais e informações sobre suplementos alimentares e esteroides anabolizantes. A coordenadora do Departamento de Orientação e Fiscalização (DEFOR), Fernanda Rodrigues (CREF 009604-G/RS), e a coordenadora Técnica do CRN-2, Fernanda Firenza (CRN-2 6403), realizaram uma troca de informações e experiências referentes aos procedimentos fiscalizatórios.

1º de Setembro



CREF2/RS em Revista: a gravidade da obesidade infantil
18/11/2014

Reportagem publicada originalmente no CREF2/RS em Revista nº 7. A publicação pode ser lida na íntegra aqui.

A obesidade é considerada hoje uma epidemia. De acordo com pesquisa publicada pela revista científica Lancet, em maio deste ano, aproximadamente 2,1 bilhões de pessoas estão acima do peso no mundo inteiro. O número não para de crescer e já é motivo de preocupação entre os cientistas. Se em 1980 eram "apenas" 875 milhões de indivíduos nesta faixa, a instituição norte-americana National Survey Data prevê que em 2030 51,1% da população do planeta – porcentagem estimada em cerca de 4 bilhões de seres humanos – será formada por pessoas com excesso de peso.

"A obesidade está relacionada com as maiores pandemias modernas, como depressão, alguns tipos de câncer, diabetes e doenças cardiovasculares", salienta Amélio Matos, médico do Instituto de Diabetes e Endocrinologia do Rio de Janeiro, no documentário "Muito Além do Peso". Se os números atuais e a perspectiva para o futuro já são motivo de atenção entre os adultos, o quadro se torna ainda mais preocupante quando é avaliada apenas a população infantil. No Brasil, em 1989, 4,1% dos meninos de 5 a 9 anos foram classificados como obesos, segundo pesquisa realizada pelo IBGE. Os dados do mesmo estudo, feito em 2008 e 2009, apontaram que 16,6% desta população apresentava o mesmo problema. O índice registrou, portanto, que a obesidade infantil aumentou 300% só nos últimos 20 anos. Por quê?

"A obesidade é o distúrbio mais comum na infância hoje e, na minha opinião, o fato de ter aumentado tanto nos últimos anos está associado às mudanças no estilo de vida da população", avalia Rafael Gambino (CREF 009460-G/RS), professor de Educação Física da Prefeitura Municipal de Esteio e mestre em Ciências do Movimento Humano. "A má alimentação e o consumo exagerado de alimentos hipercalóricos, associada às rotinas apressadas das famílias, são fatores responsáveis pelo excesso de peso e colaboram para agravar o problema", completa.

E não é só isso. As crianças deixaram de brincar como antigamente e praticar esportes. Para elas, hoje em dia, o lazer é muito mais sinônimo de computador e videogame do que de atividade ao ar livre. "O exercício físico ficou em segundo plano, porque falta espaços apropriados, há violência e falta de segurança. Além disto, os pais não têm tempo para levar os filhos para brincar", explica Fabiani da Silveira (CREF 002949-G/RS), professor de Educação Física dos colégios Farroupilha e Sinodal do Salvador, ambos em Porto Alegre. "A atividade física deve andar paralela às demandas diárias, como a escola. Uma não exclui a outra, muito pelo contrário. O estudo e o exercício físico são fundamentais para a formação de nossas crianças".

ATIVIDADE FÍSICA NO AMBIENTE ESCOLAR

A rotina apressada dos pais passa para a escola parte da responsabilidade de incentivar a prática de atividade física e de tornar isto frequente no dia a dia das crianças. "O professor de Educação Física tem que mostrar que exercício é importante para a vida toda. A base da saúde está relacionada a ter hábitos saudáveis", explica Luiz Fernando Kruel (CREF 002211-G/RS), professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e coordenador do Grupo de Pesquisa em Atividades Aquáticas e Terrestres (GPAT)."O único profissional da área da saúde que atua regularmente junto às crianças em idade escolar é o profissional de Educação Física. Muitos não se dão conta disto", reforça.

Para muitas crianças, a aula de Educação Física é o único momento da semana em que é praticado algum tipo de exercício. Por isto, "o professor deve estimular o interesse do aluno com aulas dinâmicas, intensidades adequadas e, principalmente, promovendo a inclusão das crianças com sobrepeso e obesidade nas aulas", defende Adriane Vanni (CREF 003918-G/RS), professora do curso de Educação Física da URI – Campus Erechim. Kruel vai mais além e mostrar que a situação é ainda mais complexa. "Para elas, a obesidade pode ser só um problema estético e social, mas no contexto escolar atrapalha muito. Os estudos mostram que compromete o desempenho em aula e as crianças acabam sendo marginalizadas também. A questão do bullying é muito presente e precisa ser bem administrada em aula", explica.

Por esta perspectiva, o profissional de Educação Física passa a ser mais do que apenas o professor responsável pela disciplina. "Ele deve ser o ponto central deste processo, deixando claro para o aluno os benefícios da prática esportiva a favor da saúde e contra os problemas ocasionados pelo sedentarismo e pela obesidade", salienta Bettega Lopes (CREF 020725-G/RS), pesquisador e mestre em Fisiologia. "O papel da Educação Física é estimular nas crianças o gosto pela prática, de formas e maneiras diversas, contemplando o maior número de estímulos diferentes. A vida saudável e equilibrada decorre da boa iniciação que, basicamente, começa na escola com o profissional da área", complementa Silveira.



DOENÇAS DE ADULTOS

O GPAT, em trabalho feito em 2009, avaliou a evolução de crianças com sobrepeso, de sete a dez anos de idade, da rede municipal de Porto Alegre. O índice piorou com o passar do tempo, quando a amostra atingiu a faixa de 11 a 14 anos. "Elas saíram da infância e foram para a adolescência em quadro muito preocupante. O nível de obesidade, que era 25%, passou a ser 50% grave", relata Kruel. A síndrome metabólica, que era antes considerada doença apenas de idosos, passou a ser vista, pela primeira vez, também entre as crianças. "Nós começamos a achar alguns dados alarmantes. Além de hipertensos, a concentração de insulina no sangue ficava em 22,5 mg/DL, quando o normal é de aproximadamente 10 mg/dL. Isto sobrecarrega o pâncreas de maneira assustadora, levando ao que podemos classificar como diabetes tipo 2".

Como é possível perceber, os números apresentados relataram problema de saúde muito grave. A criança, já hipertensa, começa a ter resistência à insulina, o que passa a configurar quadro de síndrome metabólica na adolescência. Das crianças obesas analisadas pelo GPAT, 51% já tinham três ou mais fatores de risco. Se o ponto de corte é diminuído para um, a taxa passa a ser superior a 90%. "A gente não vê ninguém tratando isto. Nem na escola, que seria responsabilidade da Secretaria de Educação, nem nos postos de saúde", critica Kruel. "O que seria ideal? O trabalho conjunto para reverter este quadro. A gente percebe que estas crianças são todas sedentárias. A aula de Educação Física não é adaptada para que têm obesidade", complementa.

Para Kruel, o que é preciso diminuir são os problemas causados pelo sedentarismo. Não há dúvidas de que os fatores de risco podem ser amenizados com atividade física. "A importância do profissional de Educação Física é muito grande, principalmente daquele que atua na escola", explica. "O que a gente vê é a criança obesa que, por causa do bullying e de outras coisas, abandona a atividade física e passa a ser ainda mais sedentária. Nós tivemos conquista muito grande, principalmente em Porto Alegre, quando foi aprovada lei municipal que obriga a presença do profissional de Educação Física nas séries iniciais. Nós temos agora que dar um passo adiante e oferecer formação adequada e especializada para este profissional, para que ele saiba lidar com isto".

Por mais que a criança passe boa parte do dia na escola, a responsabilidade pelo combate à obesidade precisa ser estendida também aos pais, que devem se portar como exemplo. "Os adultos precisam, com urgência, rever suas posturas frente a estas questões básicas que fazem parte da formação inicial das crianças", analisa Silveira. "Prevenir é a palavra-chave. Oferecer estrutura básica, como boa alimentação e acompanhamento médico, além de espaços para brincadeiras, convívio social e exercício físico, é contribuição fundamental que deve vir de casa". "A família é a base para a mudança no estilo de vida. A criança que vive em ambiente onde todos agem de forma desregulada e desregrada tende a se incluir nesta rotina", complementa Gambino.

ALIMENTAÇÃO

Não é só o sedentarismo que preocupa os pesquisadores e profissionais de Educação Física. A alimentação das crianças também tem sido objeto de estudo de nutricionistas. "O que mais assusta é a oferta inadequada e precoce de doces, guloseimas e alimentos com alto teor de sódio e gordura, como salgadinhos, bolachas recheadas e sucos artificiais", analisa Ana Carolina Terrazan (CRN2 8330), nutricionista da Clínica Nutriossoma e especialista em Nutrição Infantil. "Em muitos casos, as famílias demoram a entender que a alimentação correta desde o princípio, ou seja, desde a gestação, é fundamental para a saúde da criança", complementa.

A nutricionista Camila Vargas (CRN2 8264) acredita que o ambiente escolar colabora também de outra maneira no controle da obesidade infantil. "A escola poderia inserir a disciplina de Educação Nutricional desde as séries iniciais. Trabalhos educativos que envolvam o tripé nutrição, saúde e doença pode conscientizar e elucidar a importância de se manter bons hábitos alimentares", defende. "É possível criar formas de incentivar isto, buscando envolver a criança no contexto da alimentação saudável, sempre associando à atividade física".



POSSÍVEIS SAÍDAS

Há diversas alternativas para amenizar – ou até mesmo solucionar – o problema da obesidade infantil no país. "Acredito, que o primeiro passo, antes de tudo, é pensarmos de que forma isto pode ser contido, para não nos depararmos mais com esta realidade que a cada dia é mais frequente", explica Lopes. O estímulo da prática esportiva é consenso entre todos os profissionais de Educação Física. "Não só em casa, mas também nas escolas, como forma de instituir hábitos e costumes mais sudáveis, como forma de prevenção aos inúmeros problemas que são consequência do sedentarismo", complementa.

Além disto, o combate à obesidade não pode começar apenas quando o aparecimento de doenças cardiovasculares, como a hipertensão, se torna quadro inevitável. "A questão que penso ser mais pertinente é: como prevenir?", alerta Silveira. "As nossas crianças necessitam de muito mais atenção em todos os aspectos, afinal, elas não são responsáveis por elas mesmas", complementa. A opinião é compartilhada por Gambino. "A principal prevenção é a manutenção do peso que, no caso das crianças, deve se dar com alimentação adequada associada à prática de atividade física regular. As crianças precisam se movimentar".

Para Ana Carolina, é possível criar formas de incentivar a boa alimentação também entre os pais. "Informação é sempre a melhor estratégia e mostrar os resultados também é importante. Os familiares gostam muito de ver que o esforço e as mudanças realmente fizeram diferença", explica. A conscientização dos pais é importante também na visão de Kruel, já que muitos não conseguem enxergar o problema dos filhos. "Em nossa pesquisa, das 213 mães que tinham filhos obesos, só 50 os viam nesta condição. Muitas classificaram como normal ou abaixo do peso", revela. "Os adultos, geralmente, têm dificuldade de aceitar que a criança precisa emagrecer. Nós temos notado isto. Em alguns casos, só a criança querer não é suficiente. Ela não possui tanta independência para saber o que é certo e o que é errado e decidir o que ela vai ou não fazer".

Outra coisa que deve mudar é a percepção de que atividade física para fazer efeito precisa ser difícil. "A criança obesa não tem que sofrer", considera Kruel. "Se o profissional de Educação Física souber dosar a carga do exercício, é possível ter atividade eficiente sem sofrimento. Desta forma, começa a ter aderência ao programa e os resultados definitivamente aparecem". Para Kruel, o caminho seria procurar atividades de baixo impacto e que sejam prazerosas. "Apesar de muitos já serem adolescentes, eles querem algo lúdico, que não seja aquela coisa monótona de ir para a academia. Ou seja, tem que ser uma atividade que eles se sintam brincando", conclui.

Para Rafael Gambino, é importante também que todas as crianças tenham a oportunidade de experimentar várias modalidades, individuais e coletivas, para decidir com qual se identifica. A atividade física pode ser competitiva, mas precisa ser aquela que a criança quer praticar. "Ela precisa explorar e experimentar todos os jogos e esportes. A criança precisa ser estimulada e participar o máximo possível de vivências motoras até que consiga se identificar e optar pela que mais desperta interesse", avalia. Para a aderência, a criança tem que sentir vontade e não ser obrigada a participar. "Os pais não podem considerar que a sua vontade será a mesma de seu filho. Os profissionais de Educação Física devem oferecer aos alunos a mais diversificada oportunidade de movimentos. Quando a criança optar por uma, de forma espontânea, não tenho dúvidas de que ela dará continuidade por longo período".

O último alerta fica para os pais. "Os adultos estão atrás das demandas do momento. Muitos acreditam que estar numa boa escola, que invista no lado cognitivo e ensine uma língua estrangeira, já é suficiente para a formação básica. Nós, profissionais de Educação Física, sabemos que isto é importante, mas só parte do contexto todo", comenta Silveira. "A prática de atividade física formativa e saudável, o investimento em alimentação correta e o acompanhamento da saúde é o que deve ser feito. As instituições responsáveis pelo trabalho com crianças necessitam desenvolver projetos para que os pais possam perceber que toda esta formação de base será fundamental para o futuro longe da obesidade".

PARA ASSISTIR: MUITO ALÉM DO PESO



O documentário "Muito Além do Peso" foi lançado em novembro de 2012, com objetivo de criar amplo debate sobre a qualidade da alimentação das crianças brasileiras e os efeitos da comunicação dirigida a elas. O filme, dirigido por Estela Renner, é reflexo do trabalho do Instituto Alana, organziação que busca sensibilizar e mobilizar a sociedade sobre os problemas decorrentes do consumismo na infância. "O documentário mostra que as crianças desconhecem o que é alimentação saudável, aprendem a comer de forma equivocada desde muito", conta a nutricionista Camila Vargas.

A obra mergulha no tema da obesidade infantil ao discutir porque 33% das crianças brasileiras pesam mais do que deviam. As respostas envolvem a indústria alimentícia, a publicidade, o governo e a sociedade de modo geral. Com histórias reais e chocantes, de crianças com menos de dez anos que já apresentam quadros graves de diabetes, hipertensão e colesterol, o filme promove interessante discussão sobre o tema, dando voz a especialistas do mundo todo. "Quando se fala de obesidade infantil, vemos que as crianças não brincam mais na rua, las ficam com só seus polegares em iPhones e iPods. Elas não se exercitam mais", comenta William Dietz, um dos entrevistados pelo documentário. Ele é diretor da Divisão de Nutrição, Atividade Física e Obesidade do Centro de Prevenção e Controle de Doenças dos Estados Unidos.

"Muito Além do Peso" pode ser assistido aqui.



Sedentarismo é causa de 54% das mortes por infarto
08/05/2014
Fonte: Revista Almanaque em Pauta

O sedentarismo, somado à alimentação não-balanceada, é responsável por 54% do número de mortes por infarto, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). A falta de exercícios, conforme a OMS, faz parte da vida de 70% da população mundial. O conselheiro do CREF2/RS, Eduardo Merino, salienta que o sedentarismo é a principal causa da incidência de várias doenças. "Como a diabetes, hipertensão arterial, obesidade, infarto no miocárdio, ansiedade e aumento de colesterol, sendo principal fator para a morte súbita", esclarece.

Com a prática de exercícios físicos, Merino destaca que, quando orientados por um profissional, evitam problemas de saúde e ainda promovem uma série de benefícios. "Proporciona uma melhora na circulação sanguínea, composição e postura corporal, na qualidade do sono, autoimagem e autoestima, diminuição do estresse e depressão, entre outros".

Para os que têm dificuldade de incorporar exercícios ao dia a dia, o Conselheiro aconselha que busque atividade que melhor se adaptar e que esteja de acordo com as condições físicas e de ritmo de vida. "Alguns conseguem encaixar uma academia, outros caminhadas ou corridas. Subir e descer alguns degraus de escada", exemplifica. Para sair do sedentarismo, ele afirma que até exercícios cotidianos podem ser considerados. "Atividades como caminhar, cortar grama, lavar o carro podem ser consideradas". Porém, o professor de Educação Física ressalta que a prática precisa ter em torno e 40 a 50 minutos, de três a cinco vezes por semana de exercícios de intensidade moderada.

Foto: Creative Commons



Ministério da Saúde revela que 50,8% dos brasileiros têm excesso de peso
30/04/2014
Fonte: G1

O Brasil manteve o índice da população acima do peso em 2013 em relação a 2012, segundo a pesquisa Vigitel (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), do Ministério da Saúde.

O estudo, divulgado nesta quarta-feira (30), indica que 50,8% dos brasileiros estão acima do peso ideal, e destes, 17,5% são obesos. O índice é praticamente o mesmo da pesquisa anterior, que apontou que 51% da população tem excesso de peso, sendo que 17,4% eram obesos. "Esses dados são de praticamente todas as capitais brasileiras, é um dado generalizado de estabilização", disse o secretário de Vigilância em Saúde do ministério, Jarbas Barbosa.

A pesquisa Vigitel de 2012, baseada em dados de 2011, apontava que 48,5% da população tinha excesso de peso. Em 2006, primeiro ano avaliado pela pesquisa, esse índice era de 43%.

Homens mais gordos

De acordo com o levantamento, os homens têm mais excesso de peso do que as mulheres - 54,7% contra 47,4%. Segundo Jarbas, quanto maior a escolaridade, menor a taxa de obesidade e excesso de peso. "Isso indica que sobrepeso não é uma situação imutável e nós podemos mudar essa realidade com políticas públicas e mudança de comportamento também", explica. Apesar dos índices de obesidade, a pesquisa apontou aumento na quantidade de praticantes de atividade física e de consumidores de frutas e hortaliças.

Como apontou o Ministério da Saúde, a frequência de atividade física em tempo livre aumentou de 30,3% para 33,8% nos últimos 5 anos. Além disso, 19,3% dos homens e 27,3% das mulheres comem cinco porções por dia de frutas e hortaliças, quantidade recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS). "É importante trabalhar para essa redução de excesso de peso, com o objetivo de evitar doenças como diabetes e alguns tipos de câncer", apontou Jarbas. "Para nós, que essas informações nos dão um norte", disse o ministro da Saúde, Arthur Chioro.

Fumantes

O levantamento apontou ainda que 11% da população brasileira se declarou fumante em 2013, 1% a menos que o índice Vigitel de 2012. Além disso, nos últimos 8 anos, caiu em 28% o número de fumantes entre a população brasileira acima de 18 anos.

Foto: LG Rodrigues/G1



""Obesidade infantil é um problema mundial"", diz especialista
17/01/2013
Fonte: Zero Hora

Um dos nomes mais representativos no que diz respeito ao estudo do sobrepeso e da obesidade infantil, o médico Richard White é clínico geral do departamento de Medicina Interna Comunitária da Clínica Mayo de Jacksonville, na Flórida. O especialista, que participou de um programa sobre as disparidades na saúde dos latinos, em San Diego, Califórnia — organizado pela Escola Estadual de Pós-Graduação em Saúde Pública e pelo Instituto Nacional dos Estados Unidos do Coração, Pulmão e Sangue — fala, na entrevista a seguir, sobre o impacto do excesso de peso nas crianças.

Vida — Quais são as principais preocupações com a obesidade infantil? Richard White — Sobrepeso e obesidade infantil se tornaram, rapidamente, um problema mundial. Nos Estados Unidos, praticamente uma em quatro crianças e adolescentes, na faixa etária de dois a 19 anos, tem problema de sobrepeso ou obesidade. Os números são ainda maiores em alguns grupos minoritários, como o latino. Entre as causas desse problema estão os anúncios publicitários eficazes de comidas que não são saudáveis, dirigidos às crianças, o maior volume de alimentos ingeridos e menor atividade física. Há uma quantidade crescente de evidências que vinculam o sobrepeso e a obesidade infantil a maior risco dessas crianças contraírem, no futuro, doenças cardíacas e diabetes. Sobrepeso e obesidade em crianças também podem complicar o controle de outros problemas de saúde, como asma, além de prejudicar a autoestima.

Vida — O peso da mãe na gravidez tem alguma ligação com a obesidade infantil? White — Sim. Existem evidências que estabelecem um relacionamento entre o ganho de peso excessivo da mãe, durante a gravidez, e maior peso da criança no nascimento. Da mesma forma, mães com sobrepeso antes de gravidez terão, mais provavelmente, filhos com sobrepeso.

Vida — O fato de uma criança ser mais pesada ao nascer aumenta a probabilidade de ela ter sobrepeso ou obesidade ao longo da infância? White — Sim. Alguns estudos têm mostrado que um peso alto no nascimento, bem como um rápido ganho de peso durante o primeiro ano de vida, são fatores de risco para o sobrepeso infantil.

Vida — Há alguma condição genética que predispõe a criança à obesidade? White — Sim. Há algumas condições genéticas associadas a um risco maior de obesidade na infância, tais como síndrome de Down e a síndrome de Prader-Willi. No entanto, a maioria dos especialistas concorda que influências genéticas, isoladamente, não explicam o aumento significativo da quantidade de sobrepeso e obesidade infantil que temos observado nas últimas duas décadas.

Vida — As crianças obesas são propensas a desenvolver doenças metabólicas e cardiovasculares? White — Sim. Há muitos estudos que já estabeleceram uma relação entre a obesidade infantil e um maior risco de desenvolver doenças metabólicas e cardiovasculares.

Vida — Quais são as estratégias essenciais para prevenir a obesidade infantil, desde o nascimento? White — A prevenção e o tratamento de sobrepeso e obesidade infantil são tarefas difíceis. Alguns fatores são importantes, como promover a amamentação materna, reduzir o consumo de comidas de alta caloria, que têm baixo valor nutritivo, ensinar os pais e as crianças a comer lanches mais saudáveis, aumentar as atividades físicas, reduzir o tempo de uso de mídias (como televisão, videogames) e tornar alimentos mais saudáveis mas disponíveis a famílias com dificuldades financeiras.

Vida — Como é possível motivar pais e filhos a praticar mais atividades físicas e a fazer escolhas alimentares mais saudáveis? White — É preciso dedicação e esforço, mas é possível. Encorajamos as famílias a dar pequenos passos em direção a mudanças em seus estilos de vida e em seus comportamentos, para premiar os sucessos que alcançam.

Preste atenção O especialista aponta que só em circunstâncias extremas é recomendada a perda de peso para crianças. Os pais devem incentivar atividades físicas por 60 minutos por dia, incluindo brincadeiras, uma medida eficaz para regular o metabolismo infantil.



Projeto estabelece carga horária mínima para Educação Física nas escolas brasileiras
16/10/2012
Fonte: Agência Senado

Projeto de lei que estabelece carga horária mínima de duas horas de aulas de Educação Física por semana nos ensinos fundamental e médio nas escolas públicas e particulares de todo o país está pronto para inclusão na pauta da Comissão de Educação, Cultura e Esporte. A matéria receberá decisão terminativa na comissão (ou seja, será considerada uma decisão final do Senado).

O PLS 249/2012, do senador Eduardo Amorim (PSC-SE), altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB, Lei 9.394/96). Na norma está explícito o caráter obrigatório da disciplina e os casos em que a prática é facultativa.

A LDB determina ainda que cada escola é responsável por construir seu projeto pedagógico e definir a carga horária de cada uma das matérias. Na avaliação do senador, essa mudança em relação ao texto original da lei representou “um preocupante enfraquecimento da Educação Física, que sempre enfrentou resistência no meio acadêmico”.

“Apesar dos benefícios da Educação Física, os professores da disciplina sempre tiveram que se preocupar em demonstrar para os pais, para o corpo docente e até mesmo para os alunos sua finalidade e sua importância para o futuro da sociedade”, justifica Amorim.

Entre os benefícios da disciplina, o senador destaca que a Educação Física ajuda no desenvolvimento motor das crianças, além de combater diversas doenças relacionadas ao sedentarismo, como obesidade, diabetes e problemas cardíacos. “Não se dá a devida importância a essa que é uma matéria essencial no currículo escolar”, observa o parlamentar.



Audiência debateu presença do Profissional de Educação Física nas séries iniciais
23/09/2012
Fonte: Agência de Notícias AL
Assista aqui a matéria da TV Assembléia

A Comissão de Educação, Cultura, Desporto, Ciência e Tecnologia realizou audiência pública na manhã desta segunda-feira (24), para debater a obrigatoriedade da presença de professor de educação física nas séries iniciais da educação básica do Estado. O encontro reuniu profissionais de educação física e autoridades.

O deputado Carlos Gomes (PRB), requerente e coordenador do encontro, destacou a importância do tema. Para ele, é inequívoco o benefício que a atividade física aporta aos alunos das séries iniciais, seja para a saúde, o bem-estar físico e o desenvolvimento psíquico e cognitivo das crianças. "Neste sentido, vamos buscar a parceria entre os professores da unidocência, que atuam nas escolas com os professores de educação física para que, através desta parceria, sejam desenvolvidas atividades físicas de maneira correta, com a presença de um profissional de educação física", adiantou.

O parlamentar também salientou que será realizado um estudo para identificar se existe em alguma unidade da federação uma legislação específica que contemple a presença do profissional de educação física nas séries iniciais do ensino básico. Ele ainda destacou que será encaminhada ao governo estadual uma solicitação para que profissionais de educação física sejam requisitados para trabalhar nas séries iniciais das escolas públicas estaduais do Rio Grande do Sul.

O presidente do Conselho Estadual de Educação Física do Rio Grande do Sul (CREF2/RS), Eduardo Merino, destacou que a presença de um profissional de educação física nas séries iniciais da rede estadual de ensino beneficiaria aproximadamente 300 mil alunos. "A educação física na escola é um direito garantido pela Constituição", argumenta. Entre os inúmeros benefícios da educação física nas séries iniciais, Merino apontou aqueles que ajudam no desenvolvimento do raciocínio, da saúde e cidadania dos alunos.

Para o presidente da Associação dos Professores de Educação Física, Álvaro Laitano da Silva, o período da 1ª à 4ª série é importante para o estabelecimento de hábitos saudáveis. Ele ainda sublinhou a importância dos estímulos ao desenvolvimento de toda a parte psicomotora das crianças, oferecido pelas atividades ministradas por profissionais de educação física.

O representante da Secretaria Estadual da Educação, José Valdir de Azevedo, salientou que concorda com as demandas dos profissionais de educação física e que a administração estadual tem feito um grande esforço em recuperar a estrutura das escolas e a qualificação dos profissionais que atuam nas salas de aula. Ele lembrou, porém, que a legislação determina que a educação nas séries iniciais seja ministrada por um profissional generalista.

José Valdir alertou para a questão da legislação nacional que regulamenta toda a estrutura curricular e pediu que seja realizado um estudo aprofundado para que não se encaminhe uma proposta legislativa sobre o tema que contenha vícios de legalidade e constitucionalidade.

A Presidente da Comissão de Educação Física Escolar do Conselho, Carmem Masson, alertou que atualmente a população vive confinada em apartamentos e a maior parte prática de atividades físicas realizadas pelas crianças é a Educação Física nas escolas. “Se não houver orientação adequada durante as séries iniciais, os índices de obesidade, diabetes e sedentarismo só tendem a aumentar, além de atrasar o desenvolvimento físico e cognitivo”. Segundo Carmem, não se quer banir a Unidocência, mas sim reforçar o trabalho conjunto do Profissional de Educação Física e do professor regente como forma de aprimorar a saúde e o bem-estar dos alunos das séries iniciais.

A representante do Conselho Estadual de Educação do Rio Grande do Sul, Maria Backes, sublinhou que a instituição já respondeu a uma consulta feita pelo CREF/RS sobre a presença de um profissional de educação física nas séries iniciais. Segundo o Conselho Estadual de Educação, nada impede que um professor de educação física trabalhe nas séries iniciais da rede estadual de ensino.

Maria Backes comunicou que levará o tema para apreciação e debate no Conselho Estadual de Educação. "Devemos fazer um estudo sério para saber onde se pode trabalhar com os professores generalistas e onde é necessário o auxílio do professor de educação física", concluiu.

O secretário estadual do Esporte e do Lazer, Kalil Sehbe, entregou ao deputado Carlos Gomes uma cópia das conclusões da Conferência Estadual de Esporte e Lazer, realizada em 2011, em que defende a necessidade do profissional de educação física nas séries iniciais da rede estadual de ensino.

Participaram da audiência pública representantes da Secretaria Municipal de Educação de Porto Alegre, da OAB/RS, da Universidade de Passo Fundo (UPF), do Sindicato dos Professores de Educação Física do Rio Grande do Sul, do Conselho Federal de Educação Física (CONFEF), da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e da Associação dos Profissionais de Educação Física (APEF), entre outras entidades.