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CREF2/RS adere ao Outubro Rosa propondo atividade física como prevenção ao câncer de mama
18/10/2018
Fonte: CREF2/RS/INCA

Neste mês, o Instituto Nacional do Câncer (INCA) lançou a campanha Outubro Rosa 2018, que tem como tema "Câncer de mama: vamos falar sobre isso?". O objetivo é fortalecer as recomendações do Ministério da Saúde para o rastreamento e o diagnóstico precoce do câncer de mama e desmistificar conceitos em relação à doença. O CREF2/RS vem se somar na luta contra a doença que é a principal causa de óbitos femininos no Brasil. Para tanto, o Conselho propõe a difusão da atividade física como uma grande aliada não só na prevenção do câncer de mama, bem como na reabilitação de paciente, se realizada sob orientação médica. Com isso, reforça uma das principais filosofias que norteiam a Educação Física, que é sempre trabalhar a saúde, bem-estar e prevenção, evitando ao máximo o surgimento de doenças por meio de uma vida saudável.

O Conselho também ressalta o trabalho essencial dos cerca de 27 mil profissionais habilitados a orientarem corretamente estes exercícios, de modo a não causarem comorbidades nos pacientes ou até mesmo agravar a doença principal. Como o câncer tem tratamento multidisciplinar, o CREF2/RS possui a clara percepção de que o caminho que levará a uma prevenção mais eficaz ao câncer de mama, evitando os sofrimentos por ele causados, passá pela maior integração das profissões da saúde, bem como dos avanços do campo científico e da divulgação na população da doença, seus sintomas

A atividade física é oficialmente reconhecida pelos órgãos oficiais de saúde como uma importante e acessível ferramenta para prevenção do câncer de mama, bem como coadjuvante em seu tratamento, Como o desenvolvimento científico e tecnológico impactaram impulsionaram alguns dos fatores que aumentam o risco da doença, como a obesidade, o sedentarismo e o sobrepeso após a menopausa, o exercício físico torna-se ainda mais imprescindível no atual momento histórico.

O câncer de mama é uma doença causada pela multiplicação de células anormais da mama, que formam um tumor. Há vários tipos de câncer de mama. Alguns tipos têm desenvolvimento rápido enquanto outros são mais lentos. No Brasil, estimam-se 59.700 casos novos de câncer de mama, para cada ano do biênio 2018-2019, com um risco estimado de 56,33 casos a cada 100 mil mulheres. Em 2016, aproximadamente 14 mil mulheres foram a óbito.

De acordo com dados do Diesporte (Diagnóstico Nacional do Esporte) criado pelo Ministério da Saúde, 45,9% da população brasileira é sedentária, sendo que 50,1% é representado pelo público feminino. O CREF2/RS vem travando uma batalha incessante pela preservação e manutenção dos locais públicos esportivos, bem como de seus órgãos representativos, que estão sendo ameaçados pelas políticas recessivas implantadas no país, além de lutar pela maior inserção do profissional de Educação Física nos Núcleos de Apoio a Saúde da Família (NASF), possibilitando a prevenção e manutenção, por meio da prática de atividades físicas, das populações que dependem da saúde pública no país.

Outubro Rosa 2018



CREF2/RS lamenta falecimento da ex-coordenadora do curso de Educação Física da Ulbra Gravataí Aline Fofonka
21/06/2018
Fonte: CREF2/RS

O Conselho lamenta o falecimento da profissional, ex-atleta e coordenadora do curso de Educação Física da Ulbra Gravataí Aline Fofonka (CREF 004446-G/RS). Ela lutava há três anos e meio contra um câncer.

O CREF2/RS presta aqui a sua homenagem. Aline foi atleta de vôlei da Sogipa, da seleção gaúcha e também de clubes da Bélgica. Desde 2006, era professora do curso de Educação Física da Ulbra Gravataí. Aline participou da formatura de todas as turmas e a sua dedicação é lembrada por todos.

nota de falecimento



CREF2/RS lamenta o falecimento da conselheira Federal e ex-presidente do CREF2/RS Miria Burgos
20/11/2017
Fonte: CREF2/RS

O Conselho lamenta o falecimento da conselheira federal e ex-presidente do CREF2/RS Miria Burgos (CREF 001566-G/RS), ocorrido ontem, dia 19 de novembro. Ela foi diagnosticada com câncer há alguns anos e estava internada no Hospital Ana Nery, em Santa Cruz do Sul.

Professora do curso de Educação Física e do Mestrado em Promoção da Saúde da Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC), Miria foi presidente do CREF2/RS entre 2009 e 2010. Ao longo da sua carreira, organizou e coordenou diversos projetos – inclusive de caráter social – relacionados à Educação Física e desenvolveu diversas pesquisas acadêmicas com ênfase na Promoção da Saúde e nos fatores de risco às doenças cardiovasculares. Neste ano, foi uma das palestrantes do CongregaCREF – III Seminário Sul Brasileiro de Educação Física, promovido pelo Conselho.

Miria Burgos



Nova edição da CREF2/RS em Revista destaca atividade física no combate ao câncer
17/07/2017
Fonte: CREF2/RS

A nova CREF2/RS em Revista, que tem como tema de capa o câncer e a atividade física, já está disponível para leitura pela Internet e para download. A publicação relata, ao longo de suas páginas, como o trabalho que envolve a Educação Física é importante para a prevenção e para o tratamento desta doença, que afeta cerca de 500 mil pessoas todos os anos no Brasil. Ainda de acordo com o Instituto Nacional do Câncer, a prática regular de exercícios pode reduzir em até 30% a probabilidade de se desenvolver qualquer tipo de tumor.

Com o intuito de também ampliar o debate sobre a atuação profissional na área da saúde, a reportagem de capa é acompanhada por uma entrevista com Paulo Frenzel (CREF 001404-G/RS), que coordena o setor de Educação Física em duas Unidades Básicas de Saúde, vinculadas ao SUS, em Pelotas. Além deste conteúdo especial, a nova edição do CREF2/RS em Revista ainda apresenta o perfil da personal trainer Liège Gautério (CREF 017513-G/RS), medalhista nos Jogos Mundiais para Transplantados, e matérias sobre a Fiscalização do CREF2/RS e sobre o Fórum de Mobilização Gaúcha pela Educação Física Escolar.

Você também pode acessar a edição online da nossa publicação diretamente pela plataforma Issuu, cujo aplicativo gratuito está disponível para tablets e para smartphones em geral.

Revista câncer



CREF2/RS participa do Dia Mundial da Saúde na Praça da Alfândega
11/04/2017
Fonte: Assessoria/PMPA

Na última sexta-feira, dia 7, o CREF2/RS, junto aos conselhos que compõe a Câmara da Saúde do Fórum/RS e a Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre, estiveram na Praça da Alfândega, da 9h às 17h, para orientar a população a manter a qualidade de vida e dar dicas de alimentação saudável no sentido de prevenir a depressão.

A programação teve aulas de Yoga, Tai Chi Chuan, alongamento e dança, dicas de preservação do meio ambiente, atividades para idosos, rodas de conversa e oficinas de Abayomi, valorizando a diversidade cultural. Profissionais de diversas áreas da saúde e parceiros deram dicas de saúde, prevenção da tuberculose e do câncer de mama, com lançamento de livro e horta comunitária.

A Unidade de Saúde Vila Safira, localizada no bairro Mário Quintana, levou à praça o projeto de educação alimentar "Na medida certa", que reúne um grupo de 30 participantes da comunidade. Os encontros são quinzenais, com acompanhamento multiprofissional para avaliar pressão arterial, colesterol, glicose, índice de massa corporal e atropometria. "Nosso estilo de vida influencia na saúde física e emocional. Então, quando a pessoa está de bem com a vida, isso reflete no bem-estar geral consigo mesma", avalia a médica e coordenadora da US, Estela Gomes.

A Câmara da Saúde do Fórum/RS foi representada no evento pelos conselhos regionais de Nutrição, Biologia, Fisioterapia e Terapia Ocupacional, Farmácia e Educação Física. No local, as autarquias prestaram informações de forma geral para a população, instruindo sobre as atividades dos conselhos profissionais.

Dia Mundial da Saúde



Arrastão da Saúde leva sete conselhos profissionais a Tramandaí no último sábado
30/01/2017
Fonte: CREF2/RS

No último sábado, dia 28, a orla marítima  da praia de Tramandaí recebeu mais uma edição do Arrastão da Saúde, ação realizada durante o veraneio pelo Fórum dos Conselhos Profissionais do Rio Grande do Sul (Fórum/RS). A caminhada, com duração das 9h30min às 11h, teve início na Tenda do SESC-RS, entidade que tradicionalmente apoia o evento. O Arrastão é promovido pela Câmara da Saúde do Fórum/RS com o objetivo de incentivar a cultura da saúde na comunidade e esclarecer à população quanto a importância dos Conselhos na defesa da saúde coletiva.

Participaram cerca de 25 funcionários e conselheiros representando os Conselhos de Administração (CRA-RS), Biologia (CRBio-03), Educação Física (CREF2/RS), Fonoaudiologia (CREFONO7), Farmácia (CRF-RS), Fisioterapia e Terapia Ocupacional (CREFITO-5) e Medicina Veterinária (CRMV-RS). Entre as informações e materiais repassados na ação, foram demonstradas práticas integrativas e complementares da saúde, a atuação do fonoaudiólogo no estímulo à amamentação, dicas sobre diabetes, envelhecimento ativo, a prática de atividade física para o bem-estar e a saúde, dicas para pets, vida sustentável e câncer de pele.

O vice-presidente do CREF2/RS Lauro Aguiar (CREF 002782-G/RS) esteve presente representando os profissionais de Educação Física. Segundo Lauro, o Arrastão traz vivo o conceito de interdisciplinaridade, como uma das ideias nucleares para consolidação da área da saúde. “Aqui podemos praticar o foco na perspectiva dos profissionais que estão com o desafio de concretizá-la na prática, entendida como uma competência que resulta de um conjunto de conhecimentos, habilidades e atitudes”, explica.

FÓRUM RS - Câmara da Saúde



CREF2/RS lamenta o falecimento do presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo
29/11/2016
Fonte: CREF2/RS

A diretoria do CREF2/RS lamenta o falecimento e se solidariza com os familiares de Roberto Py Gomes da Silveira, presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio Grande do Sul (CAU/RS) e 2º vice-presidente Fórum dos Conselhos Regionais e Ordens das Profissões Regulamentadas do RS (FÓRUM-RS). Ele morreu aos 79 anos neste domingo, 27 de novembro, em Porto Alegre. O presidente lutava contra o câncer e estava afastado há sete meses para tratamento.

Roberto Py, entre outras atividades, foi diretor do Instituto do Patrimônio Histórico do Rio Grande do Sul (IPHAE), de 1991 a 1992, e do Colégio Farroupilha de Porto Alegre, de 2000 a 2009. Entre as contribuições para a capital gaúcha está o importante projeto desenvolvido para Prefeitura de Porto Alegre do Viaduto dos Açorianos, que liga a zona sul ao centro da cidade.

Nota de falecimento



CREF2/RS atende população durante edição do Desobesa Brasil na Redenção
12/09/2016
Fonte: CREF2/RS

No último domingo, dia 11 de setembro, o CREF2/RS esteve presente na 9ª edição do Projeto Desobesa Brasil, realizada pela Associação Brasileira de Apoio aos Operados Bariátricos (ABAOB), no Parque da Redenção, em Porto Alegre. No local, a equipe do Conselho realizou cerca de 100 avaliações antropométricas, com medição do Índice de Massa Corporal (IMC), e concedeu informações gerais sobre o trabalho realizado e sobre a importância da atividade física orientada.

De acordo com Jussara Tessele, vice-presidente da ABAOB, a obesidade é o segundo maior fator de risco para diversas doenças, como câncer, hipertensão e diabetes. “Isto é muito preocupante, pois uma pesquisa divulgada recentemente pelo IBGE mostrou que o Rio Grande do Sul tem o maior percentual do país de pessoas com excesso de peso”, comentou. O Brasil está em segundo lugar na lista de países que mais realizam procedimentos de redução de estômago no mundo, perdendo apenas para os Estados Unidos – conforme dados apresentados pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM).

Realizado das 9h às 15h, o Desobesa Brasil ainda teve oficinas sobre alimentação saudável, aulas de dança e terapias holísticas à disposição, de forma totalmente gratuita. Com grande presença de público, o CREF2/RS também pode esclarecer a população sobre a atuação do Conselho, que fiscaliza e defende a sociedade do exercício ilegal e dos maus profissionais. “As aulas de Educação Física precisam ser, obrigatoriamente, ministradas por pessoas devidamente habilitadas, com formação superior e registro. Quem frequenta academia deve exigir a Cédula de Identidade Profissional do instrutor”, complementou Fernanda Rodrigues (CREF 009604-G/RS), coordenadora do Departamento de Fiscalização e Orientação (DEFOR) do CREF2/RS.

Desobesa Brasil eventos



CREF2/RS comemora Dia Mundial da Saúde no Largo Glênio Peres
04/04/2016
Fonte: CREF2/RS/PMPA

Na próxima quinta-feira (7), das 9h às 16h, o CREF2/RS e os Conselhos membros da Câmara da Saúde do Fórum dos Conselhos Regionais e Ordens das Profissões Regulamentadas do RS (Fórum-RS) comemorarão o Dia Mundial da Saúde no Largo Glênio Peres, em frente ao Mercado Público de Porto Alegre. Serão nutricionistas, farmacêuticos, fonoaudiólogos, profissionais da Educação Física e médicos veterinários que oferecerão dicas de saúde e de bem-estar. Também serão prestadas informações quanto à importância dos Conselhos Profissionais, já que a função primordial das instituições é fiscalizar o exercício ilegal das profissões, garantindo com isto a qualidade dos serviços oferecidos à sociedade.

A população também terá à disposição oficinas com orientações de como organizar a geladeira ou manter a casa segura, sem riscos para idosos e crianças, que são as principais vítimas em acidentes domésticos. Na Feira da Saúde, os participantes poderão simular a compra de alimentos, testando se predomina a escolha por alimentos saudáveis, momento em que nutricionistas darão dicas de como priorizar a boa alimentação. A programação inclui aulas de Yoga, Tai Chi Chuan, alongamento e dança, apresentações teatrais, dicas de reciclagem e preservação do meio ambiente e dos arroios da cidade, atividades para idosos, roda de conversa sobre qualidade de vida, exposição de sementes nativas e coral da etnia Mbyá Guarani Tekoá Ka’aguy Mirim. Profissionais estarão à disposição com dicas de saúde bucal, prevenção da tuberculose e do câncer de mama, saúde escolar, agricultura familiar e horta comunitária.

Foto: Betina Carcuchinski/PMPA

Dia Mundial da Saúde



Presidente do CREF2/RS realiza palestra no Fórum da Saúde e Bem-Estar
24/03/2016
Fonte: CREF2/RS

Nesta quarta-feira (24), na Amrigs, a presidente do CREF2/RS Carmen Masson (CREF 001910-G/RS) proferiu a palestra "Sedentarismo: o Mal do Século" no Fórum de Saúde e Bem-Estar, evento que integrava a Exposul Saúde. Em um clima descontraído, Carmen iniciou sua fala questionando a plateia sobre os atuais conceitos da saúde. "Quem aqui se acha saudável? Atualmente, saúde não é apenas ausência de doença, envolve bem-estar físico, emocional, espiritual e familiar. Dentro desta perspectiva, temos fatores políticos, econômicos e sociais. Então, é provável que estejamos todos, de alguma forma, doentes", afirmou.

“Na vida moderna, percebemos os sinais do sedentarismo desde a tenra idade”, alertou a presidente. "A inatividade é uma constância desde a infância. Infelizmente, as crianças só têm contato com a Educação Física Escolar a partir do sexto ano. Até a 5ª série, é o pedagogo que ministra a atividade física. O resultado disto são adolescentes com pouca coordenação física, o que acarreta prejuízos até em áreas cognitivas", disse Carmen.

A presidente explicou que o sedentarismo é definido pela falta de atividade física. “Ou seja, é aquele indivíduo que gasta pouca energia, e depende diretamente da queima calórica do indivíduo”. Carmen ressaltou um dos resultados da epidemia de sedentarismo. "Vemos cada vez mais crianças com doenças de adulto. Portanto, um dos melhores atos que os pais podem praticar por seus filhos é colocá-los em contato com a atividade física o mais cedo possível", afirmou.

“A boa notícia é a capacidade curativa da atividade física”, comemorou a presidente, apresentando dados que comprovam o auxílio da atividade física na recuperação de pacientes de câncer e outras doenças graves. “Além disso, reduz estresse, depressão, sintomas da menopausa e TPM”. Carmen concluiu sua palestra argumentando: “Se a saúde pública está um caos, e a atividade física aliada a uma boa alimentação promovem a saúde, aumentam a qualidade de vida e previnem várias doenças, nossa tarefa é convencer a sociedade e os gestores públicos que podemos ter uma solução muito mais fácil e barata aos problemas da nossa população”.

Exposul Saúde



CREF2/RS presente na 12ª edição do projeto Desobesa Brasil
30/11/2015
Fonte: CREF2/RS

Neste sábado (28), o CREF2/RS esteve presente à 12ª edição do projeto Desobesa Brasil e da 1ª Caminhada de Combate à Obesidade e Sedentarismo, realizada no Parque Marinha do Brasil pela Associação Brasileira de Apoio aos Operados Bariátricos (ABAOB). No evento, foram realizados cerca de 50 avaliações antropométricas, além de serem concedidas informações sobre a importância da atividade física orientada.

De acordo com a vice-presidente ABAOB, Jussara Tessele, a obesidade é o segundo maior fator de risco evitável para o câncer, perdendo apenas para o tabagismo, e a mortalidade do câncer é maior na população obesa."Isto é muito preocupante, pois pesquisa divulgada em março pelo IBGE mostra que o Rio Grande do Sul tem o maior percentual do país de pessoas com excesso de peso", assinala. Segundo dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM), o Brasil está em segundo lugar na lista de países que mais realizam procedimentos de redução de estômago no mundo, perdendo apenas para os Estados Unidos.

A presidente do CREF2/RS, Carmen Masson (CREF 001910-G/RS), defendeu um novo estilo de vida, com atividade física, novos hábitos alimentares e os exames periódicos como fatores fundamentais na boa recuperação pós-operatória, manutenção do peso e da saúde em geral. "Aproximadamente de 10 a 15% desses pacientes, depois de alguns anos, recupera todo o peso perdido na cirurgia. Por isto nossa ênfase em atividade física", afirma. Segundo Carmen, após a cirurgia ocorre uma perda de peso significativa de, em média, 30 a 60 quilos, provocando flacidez. “O exercício físico fortalece o músculo e evita as cirurgias plásticas que podem expor o paciente a infecções”, explica.

Desobesa Brasil



CREF2/RS em Revista: a gravidade da obesidade infantil
18/11/2014

Reportagem publicada originalmente no CREF2/RS em Revista nº 7. A publicação pode ser lida na íntegra aqui.

A obesidade é considerada hoje uma epidemia. De acordo com pesquisa publicada pela revista científica Lancet, em maio deste ano, aproximadamente 2,1 bilhões de pessoas estão acima do peso no mundo inteiro. O número não para de crescer e já é motivo de preocupação entre os cientistas. Se em 1980 eram "apenas" 875 milhões de indivíduos nesta faixa, a instituição norte-americana National Survey Data prevê que em 2030 51,1% da população do planeta – porcentagem estimada em cerca de 4 bilhões de seres humanos – será formada por pessoas com excesso de peso.

"A obesidade está relacionada com as maiores pandemias modernas, como depressão, alguns tipos de câncer, diabetes e doenças cardiovasculares", salienta Amélio Matos, médico do Instituto de Diabetes e Endocrinologia do Rio de Janeiro, no documentário "Muito Além do Peso". Se os números atuais e a perspectiva para o futuro já são motivo de atenção entre os adultos, o quadro se torna ainda mais preocupante quando é avaliada apenas a população infantil. No Brasil, em 1989, 4,1% dos meninos de 5 a 9 anos foram classificados como obesos, segundo pesquisa realizada pelo IBGE. Os dados do mesmo estudo, feito em 2008 e 2009, apontaram que 16,6% desta população apresentava o mesmo problema. O índice registrou, portanto, que a obesidade infantil aumentou 300% só nos últimos 20 anos. Por quê?

"A obesidade é o distúrbio mais comum na infância hoje e, na minha opinião, o fato de ter aumentado tanto nos últimos anos está associado às mudanças no estilo de vida da população", avalia Rafael Gambino (CREF 009460-G/RS), professor de Educação Física da Prefeitura Municipal de Esteio e mestre em Ciências do Movimento Humano. "A má alimentação e o consumo exagerado de alimentos hipercalóricos, associada às rotinas apressadas das famílias, são fatores responsáveis pelo excesso de peso e colaboram para agravar o problema", completa.

E não é só isso. As crianças deixaram de brincar como antigamente e praticar esportes. Para elas, hoje em dia, o lazer é muito mais sinônimo de computador e videogame do que de atividade ao ar livre. "O exercício físico ficou em segundo plano, porque falta espaços apropriados, há violência e falta de segurança. Além disto, os pais não têm tempo para levar os filhos para brincar", explica Fabiani da Silveira (CREF 002949-G/RS), professor de Educação Física dos colégios Farroupilha e Sinodal do Salvador, ambos em Porto Alegre. "A atividade física deve andar paralela às demandas diárias, como a escola. Uma não exclui a outra, muito pelo contrário. O estudo e o exercício físico são fundamentais para a formação de nossas crianças".

ATIVIDADE FÍSICA NO AMBIENTE ESCOLAR

A rotina apressada dos pais passa para a escola parte da responsabilidade de incentivar a prática de atividade física e de tornar isto frequente no dia a dia das crianças. "O professor de Educação Física tem que mostrar que exercício é importante para a vida toda. A base da saúde está relacionada a ter hábitos saudáveis", explica Luiz Fernando Kruel (CREF 002211-G/RS), professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e coordenador do Grupo de Pesquisa em Atividades Aquáticas e Terrestres (GPAT)."O único profissional da área da saúde que atua regularmente junto às crianças em idade escolar é o profissional de Educação Física. Muitos não se dão conta disto", reforça.

Para muitas crianças, a aula de Educação Física é o único momento da semana em que é praticado algum tipo de exercício. Por isto, "o professor deve estimular o interesse do aluno com aulas dinâmicas, intensidades adequadas e, principalmente, promovendo a inclusão das crianças com sobrepeso e obesidade nas aulas", defende Adriane Vanni (CREF 003918-G/RS), professora do curso de Educação Física da URI – Campus Erechim. Kruel vai mais além e mostrar que a situação é ainda mais complexa. "Para elas, a obesidade pode ser só um problema estético e social, mas no contexto escolar atrapalha muito. Os estudos mostram que compromete o desempenho em aula e as crianças acabam sendo marginalizadas também. A questão do bullying é muito presente e precisa ser bem administrada em aula", explica.

Por esta perspectiva, o profissional de Educação Física passa a ser mais do que apenas o professor responsável pela disciplina. "Ele deve ser o ponto central deste processo, deixando claro para o aluno os benefícios da prática esportiva a favor da saúde e contra os problemas ocasionados pelo sedentarismo e pela obesidade", salienta Bettega Lopes (CREF 020725-G/RS), pesquisador e mestre em Fisiologia. "O papel da Educação Física é estimular nas crianças o gosto pela prática, de formas e maneiras diversas, contemplando o maior número de estímulos diferentes. A vida saudável e equilibrada decorre da boa iniciação que, basicamente, começa na escola com o profissional da área", complementa Silveira.



DOENÇAS DE ADULTOS

O GPAT, em trabalho feito em 2009, avaliou a evolução de crianças com sobrepeso, de sete a dez anos de idade, da rede municipal de Porto Alegre. O índice piorou com o passar do tempo, quando a amostra atingiu a faixa de 11 a 14 anos. "Elas saíram da infância e foram para a adolescência em quadro muito preocupante. O nível de obesidade, que era 25%, passou a ser 50% grave", relata Kruel. A síndrome metabólica, que era antes considerada doença apenas de idosos, passou a ser vista, pela primeira vez, também entre as crianças. "Nós começamos a achar alguns dados alarmantes. Além de hipertensos, a concentração de insulina no sangue ficava em 22,5 mg/DL, quando o normal é de aproximadamente 10 mg/dL. Isto sobrecarrega o pâncreas de maneira assustadora, levando ao que podemos classificar como diabetes tipo 2".

Como é possível perceber, os números apresentados relataram problema de saúde muito grave. A criança, já hipertensa, começa a ter resistência à insulina, o que passa a configurar quadro de síndrome metabólica na adolescência. Das crianças obesas analisadas pelo GPAT, 51% já tinham três ou mais fatores de risco. Se o ponto de corte é diminuído para um, a taxa passa a ser superior a 90%. "A gente não vê ninguém tratando isto. Nem na escola, que seria responsabilidade da Secretaria de Educação, nem nos postos de saúde", critica Kruel. "O que seria ideal? O trabalho conjunto para reverter este quadro. A gente percebe que estas crianças são todas sedentárias. A aula de Educação Física não é adaptada para que têm obesidade", complementa.

Para Kruel, o que é preciso diminuir são os problemas causados pelo sedentarismo. Não há dúvidas de que os fatores de risco podem ser amenizados com atividade física. "A importância do profissional de Educação Física é muito grande, principalmente daquele que atua na escola", explica. "O que a gente vê é a criança obesa que, por causa do bullying e de outras coisas, abandona a atividade física e passa a ser ainda mais sedentária. Nós tivemos conquista muito grande, principalmente em Porto Alegre, quando foi aprovada lei municipal que obriga a presença do profissional de Educação Física nas séries iniciais. Nós temos agora que dar um passo adiante e oferecer formação adequada e especializada para este profissional, para que ele saiba lidar com isto".

Por mais que a criança passe boa parte do dia na escola, a responsabilidade pelo combate à obesidade precisa ser estendida também aos pais, que devem se portar como exemplo. "Os adultos precisam, com urgência, rever suas posturas frente a estas questões básicas que fazem parte da formação inicial das crianças", analisa Silveira. "Prevenir é a palavra-chave. Oferecer estrutura básica, como boa alimentação e acompanhamento médico, além de espaços para brincadeiras, convívio social e exercício físico, é contribuição fundamental que deve vir de casa". "A família é a base para a mudança no estilo de vida. A criança que vive em ambiente onde todos agem de forma desregulada e desregrada tende a se incluir nesta rotina", complementa Gambino.

ALIMENTAÇÃO

Não é só o sedentarismo que preocupa os pesquisadores e profissionais de Educação Física. A alimentação das crianças também tem sido objeto de estudo de nutricionistas. "O que mais assusta é a oferta inadequada e precoce de doces, guloseimas e alimentos com alto teor de sódio e gordura, como salgadinhos, bolachas recheadas e sucos artificiais", analisa Ana Carolina Terrazan (CRN2 8330), nutricionista da Clínica Nutriossoma e especialista em Nutrição Infantil. "Em muitos casos, as famílias demoram a entender que a alimentação correta desde o princípio, ou seja, desde a gestação, é fundamental para a saúde da criança", complementa.

A nutricionista Camila Vargas (CRN2 8264) acredita que o ambiente escolar colabora também de outra maneira no controle da obesidade infantil. "A escola poderia inserir a disciplina de Educação Nutricional desde as séries iniciais. Trabalhos educativos que envolvam o tripé nutrição, saúde e doença pode conscientizar e elucidar a importância de se manter bons hábitos alimentares", defende. "É possível criar formas de incentivar isto, buscando envolver a criança no contexto da alimentação saudável, sempre associando à atividade física".



POSSÍVEIS SAÍDAS

Há diversas alternativas para amenizar – ou até mesmo solucionar – o problema da obesidade infantil no país. "Acredito, que o primeiro passo, antes de tudo, é pensarmos de que forma isto pode ser contido, para não nos depararmos mais com esta realidade que a cada dia é mais frequente", explica Lopes. O estímulo da prática esportiva é consenso entre todos os profissionais de Educação Física. "Não só em casa, mas também nas escolas, como forma de instituir hábitos e costumes mais sudáveis, como forma de prevenção aos inúmeros problemas que são consequência do sedentarismo", complementa.

Além disto, o combate à obesidade não pode começar apenas quando o aparecimento de doenças cardiovasculares, como a hipertensão, se torna quadro inevitável. "A questão que penso ser mais pertinente é: como prevenir?", alerta Silveira. "As nossas crianças necessitam de muito mais atenção em todos os aspectos, afinal, elas não são responsáveis por elas mesmas", complementa. A opinião é compartilhada por Gambino. "A principal prevenção é a manutenção do peso que, no caso das crianças, deve se dar com alimentação adequada associada à prática de atividade física regular. As crianças precisam se movimentar".

Para Ana Carolina, é possível criar formas de incentivar a boa alimentação também entre os pais. "Informação é sempre a melhor estratégia e mostrar os resultados também é importante. Os familiares gostam muito de ver que o esforço e as mudanças realmente fizeram diferença", explica. A conscientização dos pais é importante também na visão de Kruel, já que muitos não conseguem enxergar o problema dos filhos. "Em nossa pesquisa, das 213 mães que tinham filhos obesos, só 50 os viam nesta condição. Muitas classificaram como normal ou abaixo do peso", revela. "Os adultos, geralmente, têm dificuldade de aceitar que a criança precisa emagrecer. Nós temos notado isto. Em alguns casos, só a criança querer não é suficiente. Ela não possui tanta independência para saber o que é certo e o que é errado e decidir o que ela vai ou não fazer".

Outra coisa que deve mudar é a percepção de que atividade física para fazer efeito precisa ser difícil. "A criança obesa não tem que sofrer", considera Kruel. "Se o profissional de Educação Física souber dosar a carga do exercício, é possível ter atividade eficiente sem sofrimento. Desta forma, começa a ter aderência ao programa e os resultados definitivamente aparecem". Para Kruel, o caminho seria procurar atividades de baixo impacto e que sejam prazerosas. "Apesar de muitos já serem adolescentes, eles querem algo lúdico, que não seja aquela coisa monótona de ir para a academia. Ou seja, tem que ser uma atividade que eles se sintam brincando", conclui.

Para Rafael Gambino, é importante também que todas as crianças tenham a oportunidade de experimentar várias modalidades, individuais e coletivas, para decidir com qual se identifica. A atividade física pode ser competitiva, mas precisa ser aquela que a criança quer praticar. "Ela precisa explorar e experimentar todos os jogos e esportes. A criança precisa ser estimulada e participar o máximo possível de vivências motoras até que consiga se identificar e optar pela que mais desperta interesse", avalia. Para a aderência, a criança tem que sentir vontade e não ser obrigada a participar. "Os pais não podem considerar que a sua vontade será a mesma de seu filho. Os profissionais de Educação Física devem oferecer aos alunos a mais diversificada oportunidade de movimentos. Quando a criança optar por uma, de forma espontânea, não tenho dúvidas de que ela dará continuidade por longo período".

O último alerta fica para os pais. "Os adultos estão atrás das demandas do momento. Muitos acreditam que estar numa boa escola, que invista no lado cognitivo e ensine uma língua estrangeira, já é suficiente para a formação básica. Nós, profissionais de Educação Física, sabemos que isto é importante, mas só parte do contexto todo", comenta Silveira. "A prática de atividade física formativa e saudável, o investimento em alimentação correta e o acompanhamento da saúde é o que deve ser feito. As instituições responsáveis pelo trabalho com crianças necessitam desenvolver projetos para que os pais possam perceber que toda esta formação de base será fundamental para o futuro longe da obesidade".

PARA ASSISTIR: MUITO ALÉM DO PESO



O documentário "Muito Além do Peso" foi lançado em novembro de 2012, com objetivo de criar amplo debate sobre a qualidade da alimentação das crianças brasileiras e os efeitos da comunicação dirigida a elas. O filme, dirigido por Estela Renner, é reflexo do trabalho do Instituto Alana, organziação que busca sensibilizar e mobilizar a sociedade sobre os problemas decorrentes do consumismo na infância. "O documentário mostra que as crianças desconhecem o que é alimentação saudável, aprendem a comer de forma equivocada desde muito", conta a nutricionista Camila Vargas.

A obra mergulha no tema da obesidade infantil ao discutir porque 33% das crianças brasileiras pesam mais do que deviam. As respostas envolvem a indústria alimentícia, a publicidade, o governo e a sociedade de modo geral. Com histórias reais e chocantes, de crianças com menos de dez anos que já apresentam quadros graves de diabetes, hipertensão e colesterol, o filme promove interessante discussão sobre o tema, dando voz a especialistas do mundo todo. "Quando se fala de obesidade infantil, vemos que as crianças não brincam mais na rua, las ficam com só seus polegares em iPhones e iPods. Elas não se exercitam mais", comenta William Dietz, um dos entrevistados pelo documentário. Ele é diretor da Divisão de Nutrição, Atividade Física e Obesidade do Centro de Prevenção e Controle de Doenças dos Estados Unidos.

"Muito Além do Peso" pode ser assistido aqui.



Ministério da Saúde revela que 50,8% dos brasileiros têm excesso de peso
30/04/2014
Fonte: G1

O Brasil manteve o índice da população acima do peso em 2013 em relação a 2012, segundo a pesquisa Vigitel (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), do Ministério da Saúde.

O estudo, divulgado nesta quarta-feira (30), indica que 50,8% dos brasileiros estão acima do peso ideal, e destes, 17,5% são obesos. O índice é praticamente o mesmo da pesquisa anterior, que apontou que 51% da população tem excesso de peso, sendo que 17,4% eram obesos. "Esses dados são de praticamente todas as capitais brasileiras, é um dado generalizado de estabilização", disse o secretário de Vigilância em Saúde do ministério, Jarbas Barbosa.

A pesquisa Vigitel de 2012, baseada em dados de 2011, apontava que 48,5% da população tinha excesso de peso. Em 2006, primeiro ano avaliado pela pesquisa, esse índice era de 43%.

Homens mais gordos

De acordo com o levantamento, os homens têm mais excesso de peso do que as mulheres - 54,7% contra 47,4%. Segundo Jarbas, quanto maior a escolaridade, menor a taxa de obesidade e excesso de peso. "Isso indica que sobrepeso não é uma situação imutável e nós podemos mudar essa realidade com políticas públicas e mudança de comportamento também", explica. Apesar dos índices de obesidade, a pesquisa apontou aumento na quantidade de praticantes de atividade física e de consumidores de frutas e hortaliças.

Como apontou o Ministério da Saúde, a frequência de atividade física em tempo livre aumentou de 30,3% para 33,8% nos últimos 5 anos. Além disso, 19,3% dos homens e 27,3% das mulheres comem cinco porções por dia de frutas e hortaliças, quantidade recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS). "É importante trabalhar para essa redução de excesso de peso, com o objetivo de evitar doenças como diabetes e alguns tipos de câncer", apontou Jarbas. "Para nós, que essas informações nos dão um norte", disse o ministro da Saúde, Arthur Chioro.

Fumantes

O levantamento apontou ainda que 11% da população brasileira se declarou fumante em 2013, 1% a menos que o índice Vigitel de 2012. Além disso, nos últimos 8 anos, caiu em 28% o número de fumantes entre a população brasileira acima de 18 anos.

Foto: LG Rodrigues/G1