Notícias




Data Inicial:
(dd/mm/aaaa)  

Data Final:
(dd/mm/aaaa)  
Título:
Palavras na Notícia:



CREF em Revista discute questões de gênero na Educação Física Escolar
01/06/2018
Fonte: CREF2/RS

A nova CREF2/RS em Revista, que tem como tema de capa as questões relacionadas à diversidade e à igualdade de gênero, já está disponível para leitura pela Internet e para download. A publicação discute como os profissionais de Educação Física que atuam nas escolas devem agir frente aos conflitos que surgem diariamente, desconstruindo a oposição que existe entre o masculino e o feminino.

Com o intuito complementar o debate sobre este assunto, a reportagem de capa é acompanhada pelo perfil de Eduarda Luizelli (CREF 004280-G/RS), uma das profissionais pioneiras na disseminação do futebol feminino do Rio Grande do Sul. Há ainda matérias sobre os benefícios da caminhada nórdica, sobre a presença da ginástica rítmica gaúcha nos Jogos Escolares da Juventude, sobre as ações de fiscalização realizadas pelo CREF2/RS na fronteira com Santa Catarina e sobre o Fórum de Mobilização Gaúcha pela Educação Física Escolar, ocorrido em Torres.

Você também pode acessar a edição online da nossa publicação diretamente pela plataforma Issuu, cujo aplicativo gratuito está disponível para tablets e para smartphones em geral.

revista diversidade gênero futebol feminino



Nova edição da CREF2/RS em Revista faz retrospectiva de 2017
01/03/2018
Fonte: CREF2/RS

A nova CREF2/RS em Revista, que teve a sua edição digital lançada nesta quinta-feira, dia 1º de março, faz uma retrospectiva dos eventos que o Conselho realizou no segundo semestre do ano passado. Com o Troféu Destaque 2017 na capa e um breve perfil de todos os vencedores do prêmio, a publicação também conta como foram as palestras do CongregaCREF e do “O Mercado do Personal Trainer Corporativo”, promovido em celebração ao Dia Estadual da Ginástica Laboral.

Além destas matérias, a nova edição também traz um artigo sobre o papel do profissional de Educação Física na Equoterapia, de autoria de Afonso Forni (CREF 025395-G/RS); o perfil de Rafael Astrada (CREF 010168-G/RS), técnico duas vezes campeão brasileiro de futsal para cegos; uma matéria sobre trabalho da Fiscalização e um pouco mais da história dos conselheiros João Guilherme Queiroga (CREF 000839-G/RS) e Lauro Aguiar (CREF 002782-G/RS).

Você também pode acessar a edição online da nossa publicação diretamente pela plataforma Issuu, cujo aplicativo gratuito está disponível para tablets e para smartphones em geral. A revista impressa é enviada para todas as Pessoas Jurídicas registradas e para os profissionais que solicitaram recebê-la. Os pedidos devem ser feitos via contato@crefrs.org.br.

Revista CREF em Revista



CREF em Revista analisa as novas modalidades de atividade física no RS
21/02/2018
Fonte: CREF2/RS

A nova edição do CREF2/RS em Revista já pode ser lida em PDF no site do Conselho. Neste número, o leitor pode ser informar melhor sobre a história de quem aderiu as modalidades de atividade física que chegaram ao país nos últimos anos e de quem criou metodologias e treinamentos diferenciados, que aos poucos vêm chamando a atenção pelos resultados alcançados.

O profissional Tiago Proença (CREF 012034-G/RS) conta como sua academia de Treinamento Funcional se tornou referência no segmento e Michelle Scalon (CREF 008668-G/RS) analisa o crescimento do Pilates em todo o Rio Grande do Sul. A Revista traz também, entre outros conteúdos, os números sobre as fiscalizações efetuadas, bem como a ação conjunta do DEFOR e a Polícia Civil que interditou academias irregulares no interior do estado.

A Revista é enviada às pessoas jurídicas registradas. Os profissionais que desejarem receber um exemplar via correio podem solicitar através do e-mail contato@crefrs.org.br.

CREF2 RS em Revista



Nova edição da CREF2/RS em Revista destaca novas modalidades
12/12/2017
Fonte: CREF2/RS

A nova CREF2/RS em Revista, que tem como tema de capa as novas modalidades de academia, já está disponível para leitura pela Internet e para download. A publicação relata como o pilates e o treinamento funcional, por exemplo, chegaram à área fitness e tiveram uma grande aderência do público, proporcionando aos profissionais de Educação Física oportunidades diversificadas de atuação e a possibilidade de estarem à frente do seu próprio negócio.

Com o intuito de ampliar o debate sobre este assunto, a reportagem de capa é dividida entre o perfil de Tiago Proença (CREF 012034-G/RS), fundador da BPro Treinamento Funcional, e entrevistas com a vice-presidente da Associação Brasileira de Pilates Michelle Scalon (008668-G/RS), com o criador do método R100 Diego Furian (CREF 007285-G/RS) e com Áderson Loureiro (CREF 000038-G/RS) e Rogério Menegassi (CREF 001080-G/RS), ambos empreendedores com décadas de experiência no ramo das academias no Rio Grande do Sul.

Há ainda matérias sobre as ações de fiscalização do CREF2/RS em parceria com a Polícia Civil e relatos sobre alguns dos eventos realizados pelo Conselho em 2017, como o VII Fórum dos Coordenadores de Curso de Educação Física e o Encontro Sul Brasileiro das Comissões de Orientação e Fiscalização e Ética Profissional. Você também pode acessar a edição online da nossa publicação diretamente pela plataforma Issuu, cujo aplicativo gratuito está disponível para tablets e para smartphones em geral.

Revista novas modalidades treinamento funcional pilates



Nova edição da CREF2/RS em Revista destaca atividade física no combate ao câncer
17/07/2017
Fonte: CREF2/RS

A nova CREF2/RS em Revista, que tem como tema de capa o câncer e a atividade física, já está disponível para leitura pela Internet e para download. A publicação relata, ao longo de suas páginas, como o trabalho que envolve a Educação Física é importante para a prevenção e para o tratamento desta doença, que afeta cerca de 500 mil pessoas todos os anos no Brasil. Ainda de acordo com o Instituto Nacional do Câncer, a prática regular de exercícios pode reduzir em até 30% a probabilidade de se desenvolver qualquer tipo de tumor.

Com o intuito de também ampliar o debate sobre a atuação profissional na área da saúde, a reportagem de capa é acompanhada por uma entrevista com Paulo Frenzel (CREF 001404-G/RS), que coordena o setor de Educação Física em duas Unidades Básicas de Saúde, vinculadas ao SUS, em Pelotas. Além deste conteúdo especial, a nova edição do CREF2/RS em Revista ainda apresenta o perfil da personal trainer Liège Gautério (CREF 017513-G/RS), medalhista nos Jogos Mundiais para Transplantados, e matérias sobre a Fiscalização do CREF2/RS e sobre o Fórum de Mobilização Gaúcha pela Educação Física Escolar.

Você também pode acessar a edição online da nossa publicação diretamente pela plataforma Issuu, cujo aplicativo gratuito está disponível para tablets e para smartphones em geral.

Revista câncer



Nova edição da CREF2/RS em Revista discute novos rumos da Educação Física escolar
03/03/2017
Fonte: CREF2/RS

A nova CREF2/RS em Revista, que tem como tema de capa os novos rumos da Educação Física escolar, já está disponível para leitura pela Internet e para download. A publicação discute, na sua matéria principal, como a MP 746/2016 e a PEC 55/2016, recentemente aprovadas pela Câmara e pelo Senado, podem modificar o ensino no Brasil.

Além desta reportagem, a revista também apresenta os números recordes atingidos pela Fiscalização em 2016; a cobertura do Dia Estadual da Ginástica Laboral, realizado pelo CREF2/RS no último mês de novembro; o perfil da professora Virgínia Wolffenbüttel (CREF 000055-G/RS) e um relato sobre o trabalho desenvolvido por Marco Aurélio Iorio (CREF 021919-P/RS) e Diego Model (CREF 017263-G/RS) a favor do esporte. A publicação ainda mostra como as alternativas de acessibilidade da Fit Academia (CREF 002825-PJ/RS) podem servir de exemplo para todas as outras empresas que atuam neste mesmo segmento.

Você também pode acessar a edição online diretamente pela plataforma Issuu, disponível para a leitura em computadores, tablets e smartphones.

Revista Educação Física escolar



Nova edição da CREF2/RS em Revista aborda legado deixado pela Olimpíada
22/12/2016
Fonte: CREF2/RS

A nova CREF2/RS em Revista, que tem como tema de capa o legado dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos, já está disponível para leitura pela Internet e para download. A publicação relata, ao longo de suas páginas, como a competição esportiva mais importante do mundo pode se transformar, já a partir de agora, em um estímulo à prática esportiva e ao fortalecimento de diversas modalidades, assim como da Educação Física escolar.

Com o intuito de ampliar o debate, a reportagem de capa foi dividida em seis matérias principais, que relatam o ciclo olímpico de atletas, de treinadores e de profissionais de Educação Física que se envolveram com os Jogos do Rio. O canoísta Gilvan Ribeiro, o corredor Fabiano Peçanha (CREF 022437-G/RS), os técnicos de esgrima Alexandre Teixeira (CREF 00786-G/RS) e Eduardo Nunes (002764-G/RS) e técnico de tênis de mesa em cadeira de rodas Luciano Possamai (CREF 02066-G/RS), assim como os profissionais Idete Kunrath (CREF 013402-G/RS), Giovani Piloti (CREF 013810-G/RS) e Clery de Lima (CREF 000297-G/RS0), que lá estiveram trabalhando como voluntários ou como jornalista, comentam as suas respectivas vivências olímpicas.

Além deste conteúdo especial, a nova edição do CREF2/RS em Revista ainda apresenta o perfil do treinador de judô da Sogipa Kiko Pereira (CREF 003345-G/RS) e matérias sobre a Fiscalização do CREF2/RS e sobre o Seminário de Educação Física Escolar de Caxias do Sul. Você também pode acessar a edição online diretamente pela plataforma Issuu, disponível para a leitura em computadores, tablets e smartphones.

Revista Jogos Olímpicos Olimpíada



Nova edição da revista do CREF2/RS aborda doenças respiratórias
25/10/2016
Fonte: CREF2/RS

A nova CREF2/RS em Revista, que tem como matéria de capa as doenças respiratórias, já está disponível para download no site do CREF2/RS. A publicação explica, ao longo da sua reportagem principal, como este tipo de problema, que atinge 20% da população brasileira, pode ser prevenido e tratado de maneira eficiente com um programa de exercícios físicos, sempre orientado por um profissional de Educação Física.

Além deste assunto, a publicação também apresenta os vencedores do Troféu Destaque 2016, realizado em setembro pelo Conselho, e conta como foram as comemorações do Dia do Profissional de Educação Física, com o CongregaCREF. Também fala sobre as ações de fiscalização, que bateram um recorde de academias fechadas neste ano, e traça o perfil de Fabiano Miguel (CREF 009594-G/RS), um dos primeiros profissionais de Educação Física a ingressar em um Programa de Pós-graduação em Biologia Celular e Molecular no Estado.

Desde a última edição, os exemplares impressos da CREF2/RS em Revista são enviados somente às Pessoas Jurídicas registradas. Já os profissionais e os demais interessados pela área podem baixar a versão em PDF da revista diretamente por aqui ou também acessar a edição online diretamente pela plataforma Issuu, disponível gratuitamente para a leitura em computadores, tablets e smartphones.

Revista doenças respiratórias Troféu Destaque



CREF2/RS em Revista: Nicolas Sanchez é um dos árbitros de tênis selecionados para a Olimpíada
29/07/2016
Fonte: CREF2/RS em Revista

O “uruguaio-gaúcho” Nicolas Sanchez (CREF 012322-G/RS), professor de tênis do Teresópolis Tênis Clube, é um dos convocados pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) para fiscalizar os melhores tenistas do mundo, que vão participar da próxima Olimpíada. Natural da cidade de Nueva Helvecia, Sanchez se mudou para Porto Alegre ainda durante a infância, quando o seu pai, um tenista profissional de grande sucesso em terras uruguaias, foi contratado pela Sogipa, na década de 80.

Juiz de linha há 15 anos, o árbitro tem uma extensa lista de campeonatos no currículo, que inclui o Pan-americano de 2007 e o Rio Open, realizado no ano passado. Preparado para vivenciar o maior evento esportivo do mundo, Sanchez quer aproveitar a ida ao Rio de Janeiro também para adquirir conhecimento. A entrevista, que reproduzimos parcialmente abaixo, foi publicada na última edição do CREF2/RS em Revista sobre os Jogos Olímpicos e pode ser conferida na íntegra no link.

Por que ser árbitro e não atleta?

O fato de ser árbitro e não atleta, pra mim, foi algo que teve uma transição natural. Queria continuar neste meio esportivo e, para isto, já tinha feito o curso da Federação Internacional de Tênis (ITF). Rapidamente, já estava arbitrando os maiores tenistas do mundo . No momento, estou atuando somente nos torneios da ITF, da Associação dos Tenistas Profissionais (ATP) e da Associação de Tênis Feminino (WTA), como árbitro de linha. Vale salientar que esta parte de já ter sido atleta e conhecer alguns tenistas profissionais torna o meu trabalho um pouco mais fácil, porque este conhecimento me dá toda a base de como o jogo vai ser.

O que é mais motivador e desafiador no seu dia a dia de trabalho como juiz?

O que mais me motiva em ser árbitro é ter a oportunidade de conhecer os maiores tenistas do mundo e fazer parte dos torneios da ATP e da WTA. O árbitro é fundamental para o andamento de cada torneio. Quanto aos desafios, às vezes não são as jogadas que exigem mais, mas o conjunto, o torneio como um todo. Tem vezes que pegamos partidas longas, tenistas complicados, calor, e tudo isto nos demanda uma concentração redobrada, para não perder o foco na partida. É como se estivéssemos dentro da quadra jogando! O atleta, quando não está concentrado, acaba perdendo a partida. No nosso caso, podemos perder a marca da bola, um ponto, e assim tornar a partida mais tensa do que o normal.

Além da sua carreira como árbitro, você também é professor de tênis. Como fazer para conciliar as duas profissões?

As duas carreiras são bem tranquilas de administrar, porque as aulas não são competitivas, são apenas sociais, com cunho da aprendizagem e da saúde. Elas não comprometem em nada as arbitragens. Se optasse por treinar alguma equipe profissional, mesmo em nível estadual, eu teria que escolher a carreira de árbitro ou de treinador. Sou presidente da Associação Gaúcha de Árbitros de Tênis (AGAT) e o item mais importante é este: o árbitro não pode estar ligado a nenhuma equipe ou clube. Além disto, é muito interessante arbitrar os torneios profissionais e passar as experiências e as curiosidades do mundo do tênis para os alunos, mesmo que eles sejam apenas tenistas de primeira viagem. Também passo para eles informações de como funcionam os rankings, as competições da ATP e da WTA, quais os tenistas que estão em ascensão. Repasso ainda o calendário dos torneios, pois é muito importante que eles vejam ao vivo, bem de perto, como o esporte funciona.

As suas primeiras competições internacionais como árbitro foram os Jogos Pan-americanos do Rio e a Copa Davis. Como surgiram essas primeiras oportunidades, em eventos de grande visibilidade?

As maiores competições foram, realmente, o Pan-americano de 2007 e a Copa Davis, em duas oportunidades, em 2012 e 2015. Antes, eu já tinha arbitrado torneios, futures e challengers de nível da ITF e da ATP. As oportunidades surgiram pelo bom desempenho e alto nível da arbitragem que sempre mostrei dentro da quadra, me destacando como chefe de equipe. A Olimpíada será a maior competição em que irei atuar, mas são inúmeros os torneios de alto nível que já participei. Um dos últimos foi o Rio Open 2016, onde pude arbitrar os jogos de Rafael Nadal, John Isner, Pablo Cuevas, entre outros tenistas do primeiro escalão mundial.

Como você está se preparando para a Olimpíada? O que está sendo diferente no seu dia a dia?

A preparação mais intensa iniciamos em janeiro deste ano, com a convocação para os torneios mais importantes e que contaram com a participação de tenistas de ponta, que exigem o máximo de cada árbitro. Tem também a parte da saúde física e mental, que é importante para permanecermos muito bem concentrados dentro da quadra. O meu dia a dia ainda continua o mesmo, mas acredito que em breve já estaremos com atividades específicas para a Olimpíada.

Quais são as suas expectativas com os Jogos Olímpicos deste ano? O que você espera levar desta experiência para a sua carreira de professor e de árbitro de tênis?

As expectativas são as melhores possíveis! Espero respirar cada momento desta atmosfera esportiva, que é o maior evento esportivo do mundo. Quero aprender e absorver tudo que for possível, já que os Jogos Olímpicos não são só a modalidade de tênis, mas também todos os outros esportes. Espero que ocorra tudo como planejado, já que penso que a Olimpíada não voltará para o Brasil tão cedo. Só terei esta única oportunidade. Quero trazer para cá um legado da mais alta qualidade e poder dizer para a minha filha, para os alunos e para os amigos que fiz história, participando como árbitro da Olimpíada.

O tênis brasileiro nunca ganhou uma medalha olímpica, mesmo que tenha revelado grandes atletas. O que a modalidade ainda precisa desenvolver para se tornar competitiva também nos Jogos Olímpicos?

Tivemos e ainda temos tenistas extraordinariamente talentosos. Atualmente, o melhor tenista brasileiro, Thomaz Bellucci, está na 35ª colocação do ranking da ATP. No feminino, a melhor é a Teliana Pereira, que está na 86ª posição. Eles terão a dura missão de trazer uma medalha olímpica. Já nas duplas, temos uma real possibilidade, pois o Marcelo Mello está no 2º lugar e formará a dupla com o Bruno Soares, que se encontra na 7ª colocação. Um torneio singular, como a Olimpíada, mexe com a cabeça. Ela aparece a cada quatro anos e, quando os atletas estão lá, ficam deslumbrados com a grandiosidade. Nem todos estão focados na medalha de ouro e acabam por se distrair com a estrutura do evento. No tênis, sempre falamos que o atleta é 50% cabeça, ou seja, ele depende de concentração total. Os atletas brasileiros devem trabalhar isto para almejar o brilho do ouro.

Como o tênis brasileiro pode crescer depois dos Jogos Olímpicos?

O esporte no Brasil, de um modo geral, nunca aproveita 100% o legado deixado. Passamos por isso no Pan-americano e na Copa do Mundo. Cabe às entidades esportivas pensarem de uma maneira mais decisiva. Praticamente, vivemos só do futebol no Brasil, mas temos várias modalidades que precisam de investimentos, pois têm grandes talentos sem oportunidade e patrocínio. Acredito que, nesta Olimpíada, os verdadeiros gestores se sentirão influenciados e verão que o esporte necessita de apoio em longo prazo. No tênis, sempre dizemos que o importante é investir nas categorias de base, através de escolinhas comunitárias gratuitas e quadras públicas, facilitando o interesse da população pela modalidade. Já fiz muitos cursos nas maiores escolas de tênis do mundo e todos são taxativos: o maior investimento deve ser nas categorias de base e na formação.

Tênis Olimpíada Jogos Olímpicos



CREF2/RS em Revista: Frederico Guariglia fala sobre natação e Jogos do Rio
26/07/2016
Fonte: CREF2/RS em Revista

Há 13 anos no Grêmio Náutico União, Frederico Guariglia (CREF 003724-G/RS) está pronto para encarar a sua segunda Olimpíada como treinador. O técnico da nadadora Graciele Herrmann, uma das grandes revelações do esporte gaúcho na última década, nunca foi um atleta profissional, mas desde muito cedo se interessou pela água.

Às vésperas dos Jogos do Rio, Guariglia se baseia na sua vivência no esporte para contar como a natação evoluiu no Brasil, sobretudo nos últimos anos, e como é desgastante o dia a dia de quem trabalha com atletas olímpicos, que precisam chegar sempre ao limite físico e mental para conquistar uma medalha. A entrevista, que reproduzimos parcialmente abaixo, foi publicada na última edição do CREF2/RS em Revista sobre os Jogos Olímpicos e pode ser conferida na íntegra no link.

Como foi a seletiva para a Olimpíada do Rio?

A primeira seletiva foi realizada em dezembro do ano passado, em Santa Catarina, e a segunda em abril, na piscina onde vai ser disputada a prova, no Rio de Janeiro. Esta segunda, por ser a última e no mesmo local da competição principal, tinha um ambiente mais tenso. Por isto, joguei as fichas no ano passado e deu certo. A primeira foi um pouco mais tranquila e o tempo que a Graciele fez nessa oportunidade credenciou ela para participar da Olimpíada.

A eliminação do Cesar Cielo foi um dos assuntos mais comentados da seletiva.

Ao invés disso, acho que temos que ressaltar os outros dois bons atletas que temos, que nadaram na frente. O Cielo é um mito, medalha de ouro e recordista mundial, mas outros foram melhores desta vez. Claro que seria muito bom ter ele na equipe, mas acho que houve um exagero na cobertura midiática. O repórter, que de praxe entrevista o nadador depois da prova, só parou de falar quando ele começou a chorar. Acho que o foco deveria ser informar mais sobre os outros nadadores classificados para os Jogos. A natação não é um esporte de grande visibilidade e o Cielo não tem a obrigação de ir à frente da câmera para pedir desculpa. A comoção foi grande, mas não sei se a gente não exagera demais. Na TV, parece que a seletiva acabou girando só em torno do fracasso do Cielo, como se os outros atletas não existissem. Se ele não ganha, a gente perde tudo. Não é assim.

O ciclo de preparação deve ser muito desgastante.

Tem que ser. O treinamento é fracionado conforme os eventos da temporada. Tem um bloco de preparação para as competições de agora, depois para a Olimpíada e outro lá no fim do ano, para o Mundial de piscina curta. A preparação é desgastante, mas nada perdemos de uma competição para a outra. Não podemos associar o esporte de alto rendimento à promoção da saúde, porque o atleta precisa ir ao seu limite para avançar. A associação com o corpo humano é completamente diferente, a preparação para ir à Olimpíada machuca mesmo. Se não doer, é porque o atleta poderia dar um pouquinho mais ainda.

E para o treinador? Existe algum tipo de preparação?

O técnico precisa se habituar à sequência de provas, tem que se aperfeiçoar e buscar contato com os treinadores dos outros países. Eu acho que isso acrescenta muito à nossa vida profissional. O Comitê Olímpico Brasileiro realiza cursos para atletas e para treinadores. A Confederação, por outro lado, fez um planejamento para que a gente tenha uma boa participação nos Jogos e um bom convívio também. Não dá para o treinador achar que é melhor do que os outros só porque o seu atleta está competindo na Olimpíada.

Como foi participar da Olimpíada de Londres, em 2012?

Eu me lembro de cada segundo lá. O Brasil tinha um QG em Crystal Palace, que era um centro de treinamento de primeiro mundo. A maior parte da delegação ficou lá e treinamos nesse local também. Não foi aterrorizante participar de uma Olimpíada, a sensação foi, pelo contrário, muito boa. A nossa participação em Londres, apesar do 22º lugar da Graciele, acrescentou muito, porque o atleta percebe, numa competição dessas, que todos realmente se preparam para estar lá. Não é só você que treina. Todos estavam focados e com o mundo inteiro assistindo pela TV. Não é fácil nadar na Olimpíada, mas a gente precisa trabalhar a competição com naturalidade, mesmo que a participação neste tipo de evento seja algo que fique marcado para o resto da sua vida.

E quais são as suas expectativas com os Jogos do Brasil?

São positivas, desde que a espontaneidade aflore e que os atletas consigam nadar o que podem. Eu não acredito, sinceramente, que exista um peso maior pela competição ser no Brasil. Pelo contrário, eu acho que os atletas vão ser muito bem recebidos, vai ser bem mais caloroso. A gente sabe o que cada um vai entrar na piscina buscando, ninguém vai cobrar dos atletas brasileiros aquilo que eles não poderão dar. Acredito que chegaremos em um bom número de finais, mas não vamos ter muitas medalhas, vai ficar concentrado com quem ganhou em Londres, sem surpresas. O revezamento masculino 4x100m tem grandes chances e o número de mulheres participantes cresceu bastante também, o que acho bem interessante de destacar. Isto é muito positivo para a natação brasileira.

Que tipo de cuidado é preciso ter com o atleta fora das piscinas?

O atleta, via de regra, é uma pessoa difícil de se lidar. Às vezes, administrar é mais complicado do que passar treino. O que eles precisam entender, em primeiro lugar, é que eles estão na piscina trabalhando. Neste ponto, acho que a mentalidade do atleta brasileiro evoluiu, porque ele sabe agora que precisa ter comprometimento para atingir as metas. A gente ajuda os atletas com questões pessoais na medida do possível, mas sempre partindo do pressuposto de que se trata de uma relação profissional. Isto é algo que tem que se cuidar, porque muitos, por um motivo ou outro, acabam criando uma relação de dependência com o técnico. A gente não pode ser uma bengala para o atleta.

Como você avalia a evolução da natação no Brasil?

O esporte se especializou demais. Nessa última seletiva, o staff do União tinha biomecânico, preparador físico, psicólogo, médico e fisioterapeuta. O conceito de multidisciplinaridade é cada vez mais presente, para tentar suprir as necessidades dos atletas. O treino de quem nada 50 metros é diferente de quem nada 100 metros, assim por diante. A especificidade da prova está muito aguçada e há ainda o acréscimo da preparação física, que tinha um papel coadjuvante até alguns anos atrás, e passou a ser muito importante. A diferença a gente já consegue ver comparando o ciclo olímpico de Londres com o do Rio. A musculação convencional praticamente não é feita mais, é apenas um pequeno complemento. Hoje se faz arremesso olímpico, alguns dos seus derivados, e treinamento core muito forte. A preparação física tem, atualmente, um papel que não tinha no passado.

O dia a dia de um treinador olímpico é de muita pressão?

A gente trabalha em dois turnos, quatro vezes por semana, e em um turno, três vezes por semana. Além de estarmos envolvidos com os atletas de segunda a domingo, eles ainda fazem a preparação física, que ocorre de três a quatro vezes por semana. A rotina é desgastante para o treinador, mas eu gosto muito da profissão. Isto já me fez perder períodos importantes da minha vida, que foi acompanhar o crescimento do meu filho. Ele tem doze anos hoje e eu me lembro, depois de chegar de uma viagem longa, ter notado feições diferentes nele. Isso me deixava um pouco triste, assim como ter estado presente em apenas um Dia dos Pais até agora. O trabalho é pesado, é ruim ficar longe da família, mas eu curto demais. A sensação é mesmo contraditória, porque quando a gente volta já estamos querendo a próxima competição. O esporte é o que nos alimenta e é, às vezes, mais forte do que tudo. Acho isso estranho, mas não me vejo fazendo outra coisa.

Graciele Herrmann: a atleta de Frederico



Natural de Pelotas, Graciele Herrmann foi a primeira nadadora gaúcha a competir em uma Olimpíada, com apenas 22 anos de idade. Além de ter participado da prova de 50 metros livre nos Jogos de Londres, em 2012, a atleta do União disputou o Panamericano do México, em 2011, e foi a grande surpresa da competição, com duas medalhas de prata. Na Olimpíada do Rio, ela é uma entre os 30 atletas brasileiros que vão representar o país nas piscinas. “A gente tem que ir por etapas. Não vou aos Jogos só para fazer o meu tempo, mas para baixá-lo ainda mais e buscar uma vaga na semifinal. Depois, vou pensar em ir para a final e lá buscar a medalha”, contou a nadadora, em uma entrevista ao jornal Zero Hora. Graciele também tem no currículo uma medalha de bronze, conquistada em 2015 no Pan-americano de Toronto, e dois ouros no Sulamericano de 2014.

Olimpíada Jogos Olímpicos natação



Disponível para leitura a revista do CREF2/RS sobre a Olimpíada
28/06/2016
Fonte: CREF2/RS

A nova CREF2/RS em Revista, que será em breve enviada às Pessoas Jurídicas registradas no Conselho, já tem a sua versão online disponível para download no site do CREF2/RS. A publicação, que tem como tema de capa os Jogos Olímpicos, apresenta um pequeno panorama da competição esportiva do mundo e dos profissionais de Educação Física do Rio Grande do Sul que já se envolveram com uma Olimpíada.

Com quatro matérias principais, a nova revista do Conselho fala sobre as expectativas do árbitro de tênis Nicolas Sanchez (CREF 012322-G/RS) e do técnico de natação Frederico Guariglia (CREF 003724-G/RS), que representarão o nosso Estado nos Jogos Olímpicos do Rio. A edição atual também aborda a trajetória dos ex-atletas de vôlei Marco Antônio Volpi e de basquete Evandro Saraiva (CREF 001009-G/RS), que participaram de clicos olímpicos nos anos 60 e 90, respectivamente. Eles contam como a competição influenciou – e ainda influencia – as suas carreiras.

Além deste conteúdo especial, a nova edição da CREF2/RS em Revista também apresenta matérias sobre o Fórum de Educação Física Escolar, realizado no final de abril em Capão Canoa, e sobre a proposta de extinção do curso de bacharelado em Educação Física, feita pelo Conselho Nacional de Educação (CNE). A revista ainda dedica duas páginas às atividades do Departamento de Orientação e Fiscalização (DEFOR), com os números e detalhes das ações realizadas no primeiro trimestre deste ano, em todo o Rio Grande do Sul.

Desde este número, os exemplares impressos da CREF2/RS em Revista são enviados somente às Pessoas Jurídicas registradas e em dia com as suas obrigações estatutárias. Já os profissionais registrados podem baixar a versão em PDF da revista aqui ou também acessá-la diretamente pela plataforma Issuu, disponível para a leitura em computadores, tablets e smartphones.

Olimpíada Jogos Olímpicos Revista



Nova edição da CREF2/RS em Revista é sobre Jogos Olímpicos
17/06/2016
Fonte: CREF2/RS

A nova CREF2/RS em Revista, que tem como tema de capa os Jogos Olímpicos, já está disponível para download no site do CREF2/RS. A publicação explica, ao longo de suas páginas, como a competição esportiva mais importante do mundo contribui e ainda influencia a carreira de muitos dos profissionais de Educação Física do Rio Grande do Sul.

A reportagem de capa foi dividida em quatro matérias, para falar sobre as expectativas do árbitro de tênis Nicolas Sanchez (CREF 012322-G/RS) e do técnico de natação Frederico Guariglia (CREF 003724-G/RS), que representarão o nosso Estado nos Jogos Olímpicos do Rio; e também para abordar a trajetória dos ex-atletas de vôlei Marco Antônio Volpi e de basquete Evandro Saraiva (CREF 001009-G/RS), que participaram de ciclos olímpicos nos anos 60 e 90, respectivamente.

Além deste conteúdo especial, a nova edição da CREF2/RS em Revista também apresenta matérias sobre o Fórum de Educação Física Escolar, realizado no final de abril em Capão Canoa, e sobre a proposta de extinção do curso de bacharelado em Educação Física, feita pelo Conselho Nacional de Educação. A revista ainda dedica duas páginas às atividades do Departamento de Orientação e Fiscalização (DEFOR), em que é apresentado um resumo das ações realizadas no primeiro trimestre deste ano.

Os exemplares impressos da CREF2/RS em Revista são enviados somente às Pessoas Jurídicas registradas e em dia com as suas obrigações estatutárias. Já os profissionais registrados podem baixar a versão em PDF da revista aqui ou também acessar a edição online diretamente pela plataforma Issuu, disponível para a leitura em computadores, tablets e smartphones.

Revista Olimpíadas



Modalidades de luta são destaque na nova edição do CREF2/RS em Revista
19/02/2016
Fonte: CREF2/RS

Os profissionais registrados no Conselho vão receber, a partir da próxima semana, a nova edição do CREF2/RS em Revista. Referente ao primeiro trimestre de 2016, a publicação tem como tema principal as modalidades de luta, uma das áreas polêmicas da Educação Física. Na reportagem de capa, mostramos como a formação superior é importante e como os profissionais que atuam neste segmento, que vem crescendo muito desde a popularização do MMA, podem se destacar.

Além desta matéria, a atual edição do CREF2/RS em Revista conta ainda com o perfil de Francisco Xavier de Vargas Neto (CREF 007683-G/RS), um dos pioneiros do judô no Estado; e reportagens sobre o projeto social comandado pelo professor de judô Willy Schneider (CREF 019121-G/RS), sobre o ringue tecnológico desenvolvido por Roberto Mesquita (CREF 000449-G/RS) e Jonas Gurgel (CREF 008995-G/RS) e sobre o Dia Estadual da Ginástica Laboral, entre outras mais.

O CREF2/RS em Revista tem também uma versão online, que pode ser acessada diretamente por aqui. A publicação pode ser baixada em PDF ou visualizada também em tablets e smartphones pela plataforma Issuu.

Revista Lutas



Nova edição do CREF2/RS em Revista tem como tema principal o diabetes
25/11/2015
Fonte: CREF2/RS

Os profissionais registrados no Conselho vão receber, nos próximos dias, a nova edição do CREF2/RS em Revista. Referente aos meses de outubro, novembro e dezembro, a publicação tem como tema principal o diabetes, uma das doenças mais recorrentes entre os gaúchos e que pode ser tratada, de maneira bastante satisfatória, com atividade física.

Além disto, a atual edição do CREF2/RS em Revista conta ainda com o perfil de Rodrigo Delevatti (CREF 013674-G/RS), que pesquisou no seu mestrado e no seu doutorado os exercícios mais indicados para os diabéticos, e reportagens sobre o CongregaCREF, sobre o Troféu Destaque 2015 e sobre os novos conselheiros, que tomaram posse em outubro. O CREF2/RS em Revista tem também uma versão online, que pode ser acessada diretamente por aqui. Nesta plataforma, a publicação pode ser baixada em PDF e visualizada também em tablets e smartphones.

Revista diabetes



CREF2/RS em Revista sobre políticas públicas está disponível para download
12/08/2015
Fonte: CREF2/RS

Os profissionais registrados no Conselho vão receber, nos próximos dias, a nova edição do CREF2/RS em Revista. Referente aos meses de julho, agosto e setembro, a publicação tem como tema principal as políticas públicas relacionadas à Educação Física, assunto que vem despertando o interesse do Governo e exigindo a construção de programas que fomentem a prática de atividade física. A presença do profissional habilitado é fundamental neste ambiente que reúne esporte, lazer, formação e Sistema Único de Saúde.

Além disto, a atual edição do CREF2/RS conta ainda com o perfil de Ubirajara Brites (CREF 000416-G/RS), que há quase 40 anos trabalha no setor de Educação Física do Hospital Psiquiátrico São Pedro, e reportagens sobre atividade física para dependentes químicos, sobre o Fórum de Coordenadores de Curso de Educação Física do Rio Grande do Sul e sobre o perigo dos blogs fitness, entre outros assuntos. O CREF2/RS em Revista tem também versão online e pode ser acessado diretamente por aqui. Para quem preferir, a publicação pode ser baixada em PDF ou visualizada em tablets e smartphones pelo aplicativo gratuito da plataforma Issuu.

Revista CREF2 RS em Revista Políticas Públicas



Nova edição do CREF2/RS em Revista está disponível para download
27/05/2015
Fonte: CREF2/RS

Os profissionais registrados no Conselho vão receber, nos próximos dias, a nova edição do CREF2/RS em Revista. A publicação trimestral, referente aos meses de abril, maio e junho, tem como tema principal o paradesporto. Mesmo com a ascensão do Brasil nos Jogos Paralímpicos, estas modalidades ainda enfrentam grandes dificuldades no país, cabendo aos profissionais de Educação Física levá-las para a escola e promover a socialização de pessoas com deficiência.

Além disto, a atual edição do CREF2/RS em Revista ainda conta com o perfil de Fabiane Póvoa, professora de dança da Escola Paralímpica Gaúcha, e reportagens sobre o basquete em cadeira de rodas, sobre o 4º Fórum de Mobilização Gaúcha pela Educação Física Escolar e sobre o Interiorizasul. O CREF2/RS em Revista tem também versão online e pode ser acessado diretamente por aqui. Para quem preferir, a publicação pode ser baixada em PDF ou acessada em tablets e smartphones pelo aplicativo gratuito da plataforma Issuu.



Nova edição do CREF2/RS em Revista está disponível para leitura online e download
06/02/2015
Fonte: CREF2/RS

Os profissionais registrados no Conselho vão receber, nos próximos dias, a nova edição do CREF2/RS em Revista. A publicação trimestral, referente ao meses de janeiro, fevereiro e março, tem como tema principal os esportes praticados na natureza. Estas modalidades, como o montanhismo e a corrida de aventura, têm atraído grande visibilidade e conquistados novos praticantes nos últimos anos, abrindo espaço para os profissionais de Educação Física interessados em atuar próximo ao meio ambiente.

Além disto, a atual edição do CREF2/RS em Revista ainda conta com o perfil de Alexandre Bidart, um dos primeiros profissionais a trabalhar com o surf no Rio Grande do Sul, e reportagens sobre a festa de 15 anos do Conselho, o mercado de trabalho nos cruzeiros marítimos e sobre os cuidados que devem ser tomados durante a atividade física no verão. O CREF2/RS em Revista tem também versão online e pode ser acessado diretamente por aqui. Para quem preferir, a publicação pode ser baixada em PDF ou acessada em tablets e smartphones pelo aplicativo gratuito da plataforma Issuu.



CREF2/RS em Revista: a gravidade da obesidade infantil
18/11/2014

Reportagem publicada originalmente no CREF2/RS em Revista nº 7. A publicação pode ser lida na íntegra aqui.

A obesidade é considerada hoje uma epidemia. De acordo com pesquisa publicada pela revista científica Lancet, em maio deste ano, aproximadamente 2,1 bilhões de pessoas estão acima do peso no mundo inteiro. O número não para de crescer e já é motivo de preocupação entre os cientistas. Se em 1980 eram "apenas" 875 milhões de indivíduos nesta faixa, a instituição norte-americana National Survey Data prevê que em 2030 51,1% da população do planeta – porcentagem estimada em cerca de 4 bilhões de seres humanos – será formada por pessoas com excesso de peso.

"A obesidade está relacionada com as maiores pandemias modernas, como depressão, alguns tipos de câncer, diabetes e doenças cardiovasculares", salienta Amélio Matos, médico do Instituto de Diabetes e Endocrinologia do Rio de Janeiro, no documentário "Muito Além do Peso". Se os números atuais e a perspectiva para o futuro já são motivo de atenção entre os adultos, o quadro se torna ainda mais preocupante quando é avaliada apenas a população infantil. No Brasil, em 1989, 4,1% dos meninos de 5 a 9 anos foram classificados como obesos, segundo pesquisa realizada pelo IBGE. Os dados do mesmo estudo, feito em 2008 e 2009, apontaram que 16,6% desta população apresentava o mesmo problema. O índice registrou, portanto, que a obesidade infantil aumentou 300% só nos últimos 20 anos. Por quê?

"A obesidade é o distúrbio mais comum na infância hoje e, na minha opinião, o fato de ter aumentado tanto nos últimos anos está associado às mudanças no estilo de vida da população", avalia Rafael Gambino (CREF 009460-G/RS), professor de Educação Física da Prefeitura Municipal de Esteio e mestre em Ciências do Movimento Humano. "A má alimentação e o consumo exagerado de alimentos hipercalóricos, associada às rotinas apressadas das famílias, são fatores responsáveis pelo excesso de peso e colaboram para agravar o problema", completa.

E não é só isso. As crianças deixaram de brincar como antigamente e praticar esportes. Para elas, hoje em dia, o lazer é muito mais sinônimo de computador e videogame do que de atividade ao ar livre. "O exercício físico ficou em segundo plano, porque falta espaços apropriados, há violência e falta de segurança. Além disto, os pais não têm tempo para levar os filhos para brincar", explica Fabiani da Silveira (CREF 002949-G/RS), professor de Educação Física dos colégios Farroupilha e Sinodal do Salvador, ambos em Porto Alegre. "A atividade física deve andar paralela às demandas diárias, como a escola. Uma não exclui a outra, muito pelo contrário. O estudo e o exercício físico são fundamentais para a formação de nossas crianças".

ATIVIDADE FÍSICA NO AMBIENTE ESCOLAR

A rotina apressada dos pais passa para a escola parte da responsabilidade de incentivar a prática de atividade física e de tornar isto frequente no dia a dia das crianças. "O professor de Educação Física tem que mostrar que exercício é importante para a vida toda. A base da saúde está relacionada a ter hábitos saudáveis", explica Luiz Fernando Kruel (CREF 002211-G/RS), professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e coordenador do Grupo de Pesquisa em Atividades Aquáticas e Terrestres (GPAT)."O único profissional da área da saúde que atua regularmente junto às crianças em idade escolar é o profissional de Educação Física. Muitos não se dão conta disto", reforça.

Para muitas crianças, a aula de Educação Física é o único momento da semana em que é praticado algum tipo de exercício. Por isto, "o professor deve estimular o interesse do aluno com aulas dinâmicas, intensidades adequadas e, principalmente, promovendo a inclusão das crianças com sobrepeso e obesidade nas aulas", defende Adriane Vanni (CREF 003918-G/RS), professora do curso de Educação Física da URI – Campus Erechim. Kruel vai mais além e mostrar que a situação é ainda mais complexa. "Para elas, a obesidade pode ser só um problema estético e social, mas no contexto escolar atrapalha muito. Os estudos mostram que compromete o desempenho em aula e as crianças acabam sendo marginalizadas também. A questão do bullying é muito presente e precisa ser bem administrada em aula", explica.

Por esta perspectiva, o profissional de Educação Física passa a ser mais do que apenas o professor responsável pela disciplina. "Ele deve ser o ponto central deste processo, deixando claro para o aluno os benefícios da prática esportiva a favor da saúde e contra os problemas ocasionados pelo sedentarismo e pela obesidade", salienta Bettega Lopes (CREF 020725-G/RS), pesquisador e mestre em Fisiologia. "O papel da Educação Física é estimular nas crianças o gosto pela prática, de formas e maneiras diversas, contemplando o maior número de estímulos diferentes. A vida saudável e equilibrada decorre da boa iniciação que, basicamente, começa na escola com o profissional da área", complementa Silveira.



DOENÇAS DE ADULTOS

O GPAT, em trabalho feito em 2009, avaliou a evolução de crianças com sobrepeso, de sete a dez anos de idade, da rede municipal de Porto Alegre. O índice piorou com o passar do tempo, quando a amostra atingiu a faixa de 11 a 14 anos. "Elas saíram da infância e foram para a adolescência em quadro muito preocupante. O nível de obesidade, que era 25%, passou a ser 50% grave", relata Kruel. A síndrome metabólica, que era antes considerada doença apenas de idosos, passou a ser vista, pela primeira vez, também entre as crianças. "Nós começamos a achar alguns dados alarmantes. Além de hipertensos, a concentração de insulina no sangue ficava em 22,5 mg/DL, quando o normal é de aproximadamente 10 mg/dL. Isto sobrecarrega o pâncreas de maneira assustadora, levando ao que podemos classificar como diabetes tipo 2".

Como é possível perceber, os números apresentados relataram problema de saúde muito grave. A criança, já hipertensa, começa a ter resistência à insulina, o que passa a configurar quadro de síndrome metabólica na adolescência. Das crianças obesas analisadas pelo GPAT, 51% já tinham três ou mais fatores de risco. Se o ponto de corte é diminuído para um, a taxa passa a ser superior a 90%. "A gente não vê ninguém tratando isto. Nem na escola, que seria responsabilidade da Secretaria de Educação, nem nos postos de saúde", critica Kruel. "O que seria ideal? O trabalho conjunto para reverter este quadro. A gente percebe que estas crianças são todas sedentárias. A aula de Educação Física não é adaptada para que têm obesidade", complementa.

Para Kruel, o que é preciso diminuir são os problemas causados pelo sedentarismo. Não há dúvidas de que os fatores de risco podem ser amenizados com atividade física. "A importância do profissional de Educação Física é muito grande, principalmente daquele que atua na escola", explica. "O que a gente vê é a criança obesa que, por causa do bullying e de outras coisas, abandona a atividade física e passa a ser ainda mais sedentária. Nós tivemos conquista muito grande, principalmente em Porto Alegre, quando foi aprovada lei municipal que obriga a presença do profissional de Educação Física nas séries iniciais. Nós temos agora que dar um passo adiante e oferecer formação adequada e especializada para este profissional, para que ele saiba lidar com isto".

Por mais que a criança passe boa parte do dia na escola, a responsabilidade pelo combate à obesidade precisa ser estendida também aos pais, que devem se portar como exemplo. "Os adultos precisam, com urgência, rever suas posturas frente a estas questões básicas que fazem parte da formação inicial das crianças", analisa Silveira. "Prevenir é a palavra-chave. Oferecer estrutura básica, como boa alimentação e acompanhamento médico, além de espaços para brincadeiras, convívio social e exercício físico, é contribuição fundamental que deve vir de casa". "A família é a base para a mudança no estilo de vida. A criança que vive em ambiente onde todos agem de forma desregulada e desregrada tende a se incluir nesta rotina", complementa Gambino.

ALIMENTAÇÃO

Não é só o sedentarismo que preocupa os pesquisadores e profissionais de Educação Física. A alimentação das crianças também tem sido objeto de estudo de nutricionistas. "O que mais assusta é a oferta inadequada e precoce de doces, guloseimas e alimentos com alto teor de sódio e gordura, como salgadinhos, bolachas recheadas e sucos artificiais", analisa Ana Carolina Terrazan (CRN2 8330), nutricionista da Clínica Nutriossoma e especialista em Nutrição Infantil. "Em muitos casos, as famílias demoram a entender que a alimentação correta desde o princípio, ou seja, desde a gestação, é fundamental para a saúde da criança", complementa.

A nutricionista Camila Vargas (CRN2 8264) acredita que o ambiente escolar colabora também de outra maneira no controle da obesidade infantil. "A escola poderia inserir a disciplina de Educação Nutricional desde as séries iniciais. Trabalhos educativos que envolvam o tripé nutrição, saúde e doença pode conscientizar e elucidar a importância de se manter bons hábitos alimentares", defende. "É possível criar formas de incentivar isto, buscando envolver a criança no contexto da alimentação saudável, sempre associando à atividade física".



POSSÍVEIS SAÍDAS

Há diversas alternativas para amenizar – ou até mesmo solucionar – o problema da obesidade infantil no país. "Acredito, que o primeiro passo, antes de tudo, é pensarmos de que forma isto pode ser contido, para não nos depararmos mais com esta realidade que a cada dia é mais frequente", explica Lopes. O estímulo da prática esportiva é consenso entre todos os profissionais de Educação Física. "Não só em casa, mas também nas escolas, como forma de instituir hábitos e costumes mais sudáveis, como forma de prevenção aos inúmeros problemas que são consequência do sedentarismo", complementa.

Além disto, o combate à obesidade não pode começar apenas quando o aparecimento de doenças cardiovasculares, como a hipertensão, se torna quadro inevitável. "A questão que penso ser mais pertinente é: como prevenir?", alerta Silveira. "As nossas crianças necessitam de muito mais atenção em todos os aspectos, afinal, elas não são responsáveis por elas mesmas", complementa. A opinião é compartilhada por Gambino. "A principal prevenção é a manutenção do peso que, no caso das crianças, deve se dar com alimentação adequada associada à prática de atividade física regular. As crianças precisam se movimentar".

Para Ana Carolina, é possível criar formas de incentivar a boa alimentação também entre os pais. "Informação é sempre a melhor estratégia e mostrar os resultados também é importante. Os familiares gostam muito de ver que o esforço e as mudanças realmente fizeram diferença", explica. A conscientização dos pais é importante também na visão de Kruel, já que muitos não conseguem enxergar o problema dos filhos. "Em nossa pesquisa, das 213 mães que tinham filhos obesos, só 50 os viam nesta condição. Muitas classificaram como normal ou abaixo do peso", revela. "Os adultos, geralmente, têm dificuldade de aceitar que a criança precisa emagrecer. Nós temos notado isto. Em alguns casos, só a criança querer não é suficiente. Ela não possui tanta independência para saber o que é certo e o que é errado e decidir o que ela vai ou não fazer".

Outra coisa que deve mudar é a percepção de que atividade física para fazer efeito precisa ser difícil. "A criança obesa não tem que sofrer", considera Kruel. "Se o profissional de Educação Física souber dosar a carga do exercício, é possível ter atividade eficiente sem sofrimento. Desta forma, começa a ter aderência ao programa e os resultados definitivamente aparecem". Para Kruel, o caminho seria procurar atividades de baixo impacto e que sejam prazerosas. "Apesar de muitos já serem adolescentes, eles querem algo lúdico, que não seja aquela coisa monótona de ir para a academia. Ou seja, tem que ser uma atividade que eles se sintam brincando", conclui.

Para Rafael Gambino, é importante também que todas as crianças tenham a oportunidade de experimentar várias modalidades, individuais e coletivas, para decidir com qual se identifica. A atividade física pode ser competitiva, mas precisa ser aquela que a criança quer praticar. "Ela precisa explorar e experimentar todos os jogos e esportes. A criança precisa ser estimulada e participar o máximo possível de vivências motoras até que consiga se identificar e optar pela que mais desperta interesse", avalia. Para a aderência, a criança tem que sentir vontade e não ser obrigada a participar. "Os pais não podem considerar que a sua vontade será a mesma de seu filho. Os profissionais de Educação Física devem oferecer aos alunos a mais diversificada oportunidade de movimentos. Quando a criança optar por uma, de forma espontânea, não tenho dúvidas de que ela dará continuidade por longo período".

O último alerta fica para os pais. "Os adultos estão atrás das demandas do momento. Muitos acreditam que estar numa boa escola, que invista no lado cognitivo e ensine uma língua estrangeira, já é suficiente para a formação básica. Nós, profissionais de Educação Física, sabemos que isto é importante, mas só parte do contexto todo", comenta Silveira. "A prática de atividade física formativa e saudável, o investimento em alimentação correta e o acompanhamento da saúde é o que deve ser feito. As instituições responsáveis pelo trabalho com crianças necessitam desenvolver projetos para que os pais possam perceber que toda esta formação de base será fundamental para o futuro longe da obesidade".

PARA ASSISTIR: MUITO ALÉM DO PESO



O documentário "Muito Além do Peso" foi lançado em novembro de 2012, com objetivo de criar amplo debate sobre a qualidade da alimentação das crianças brasileiras e os efeitos da comunicação dirigida a elas. O filme, dirigido por Estela Renner, é reflexo do trabalho do Instituto Alana, organziação que busca sensibilizar e mobilizar a sociedade sobre os problemas decorrentes do consumismo na infância. "O documentário mostra que as crianças desconhecem o que é alimentação saudável, aprendem a comer de forma equivocada desde muito", conta a nutricionista Camila Vargas.

A obra mergulha no tema da obesidade infantil ao discutir porque 33% das crianças brasileiras pesam mais do que deviam. As respostas envolvem a indústria alimentícia, a publicidade, o governo e a sociedade de modo geral. Com histórias reais e chocantes, de crianças com menos de dez anos que já apresentam quadros graves de diabetes, hipertensão e colesterol, o filme promove interessante discussão sobre o tema, dando voz a especialistas do mundo todo. "Quando se fala de obesidade infantil, vemos que as crianças não brincam mais na rua, las ficam com só seus polegares em iPhones e iPods. Elas não se exercitam mais", comenta William Dietz, um dos entrevistados pelo documentário. Ele é diretor da Divisão de Nutrição, Atividade Física e Obesidade do Centro de Prevenção e Controle de Doenças dos Estados Unidos.

"Muito Além do Peso" pode ser assistido aqui.



Nova edição CREF2/RS em Revista está disponível para leitura online
06/11/2014

Nos próximos dias, os profissionais registrados no Conselho e em dia com suas obrigações estatutárias vão receber a nova edição do CREF2/RS em Revista. A publicação trimestral, referente aos meses de outubro, novembro e dezembro, tem como tema principal a obesidade infantil. A condição, considerada pela Organização Mundial de Saúde um dos maiores problemas da atualidade, é apresentado de maneira ampla pela matéria de capa, que também aponta os caminhos pelos quais a Educação Física pode ajudar a reverter este quadro.

Além disto, a atual edição do CREF2/RS em Revista também conta com perfil do ex-professor e atleta Nelson Ruben Saul, reportagem sobre os vencedores do Troféu Destaque 2014 e ensaio científico sobre Educação Física integral. O CREF2/RS em Revista tem também versão online, que permite donwload em PDF, e pode ser acessado diretamente por aqui.



Nova edição CREF2/RS em Revista está disponível para leitura online
28/08/2014
Fonte: CREF2/RS

Nos próximos dias, os profissionais registrados no Conselho e em dia com suas obrigações estatuárias vão receber a nova edição do CREF2/RS em Revista. A publicação trimestral, referente aos meses de julho, agosto e setembro, tem como tema principal a corrida de rua. A atual fenômeno da modalidade, cujo número de adeptos não para de crescer em todo o Brasil, é explicado, na matéria de capa, pela forma como proporciona qualidade de vida de previne problemas de saúde. O importante valor social da atividade física também é abordado.

Além disto, a atual edição do CREF2/RS em Revista, também conta com perfil do treinador de atletismo da Sogipa Leonardo Ribas (CREF 003760-G/RS), entrevistas com o prefeito José Fortunati e com o atleta paralímpico Carlão de Oliveira e reportagem sobre Educação Física Escolar e o PLC 116/2013.

O CREF2/RS em Revista também tem versão online e pode ser acessado diretamente por aqui. Boa leitura!



Todas edições do CREF2/RS em Revista estão disponíveis para leitura online
08/07/2014
Fonte: CREF2/RS

Enquanto que o CREF2/RS em Revista deste mês não chega da gráfica, você pode, a partir de hoje, conferir todas as nossas edições pela Internet. A publicação trimestral do Conselho, enviada para todos os profissionais registrados, pode ser lida na íntegra através da plataforma Issuu, clicando aqui. O download em PDF do CREF2/RS em Revista também pode ser feito pelo mesmo link.

A próxima edição do CREF2/RS em Revista traz matéria de capa sobre o boom das corridas de rua e matéria sobre a votação do PLC 116/2013, entre outros assuntos. Além disto, apresenta entrevistas com o paratleta Carlos Oliveira, com o prefeito de Porto Alegre José Fortunati e com Leonardo Ribas, treinador de atletismo da Sogipa e da Seleção Brasileira. Aguarde!