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CREF2/RS apresenta projeto de combate à obesidade infantil ao deputado Maurício Dziedricki
27/02/2018
Fonte: CREF2/RS

A presidente do CREF2/RS Carmen Masson (CREF 001910-G/RS) e o vice-presidente do CREF2/RS Lauro Aguiar (CREF 002782-G/RS) visitaram ontem (27/02) o gabinete do deputado estadual Maurício Dziedricki (PTB). Eles estavam acompanhados do presidente mundial dos Professores de Educação Física Sem Fronteiras da FIEP, Almir Grunh (CREF 000001-G/PR), e do delegado regional da FIEP, Everton Deiques (CREF 008538-G/RS). Também estava presente à reunião o vereador do município de Guaíba, Everton Silva Gomes (CREF 002615-G/RS). Carmen e Lauro foram apresentar o projeto de inserção da população infantojuvenil nas academias registradas ao CREF2/RS, visando combater a obesidade nesta faixa etária.

Segundo Lauro, o Brasil é segundo país em número de academias, com centenas de milhares de frequentadores. "Contudo, temos poucos dados referentes aos resultados obtidos pela atividade física referentes à obesidade e ao sobrepeso. A academia poderia ser um ponto de referência para articularmos projetos de saúde", explicou. Para Lauro, atualmente as pessoas buscam um posto de saúde, sendo ali tratados e atendidos. "Se tivéssemos dados das doenças associadas ao sedentarismo na infância e juventude, teríamos subsídios para tratá-los em academias", raciocina.

O vice-presidente afirmou que o projeto prevê o credenciamento de academias em programas do Ministério da Saúde e secretária da Saúde do estado. Com isto, analisa Aguiar, pretende-se oportunizar avaliações com foco no grau elevado de obesidade. “Tudo isto integrado às demais profissões da saúde. Conseguiríamos, então, uma visão sistêmica na saúde no estado, em uma ação validada pelo Ministério da Saúde, o que permitiria uma coleta de dados regional, valorizando cientificamente a importância da atividade física no combate à obesidade infantojuvenil”.

Segundo a presidente do CREF2/RS, já existe um projeto semelhante em Minas Gerais. "Lá, a secretaria de Esportes e Saúde criou uma bolsa saúde que cadastra algumas academias registradas no CREF mineiro". Carmen explicou que a secretaria paga cerca de R$70,00 por criança obesa. Com este valor, ela passa a fazer atividade três vezes por semana em uma academia cadastrada. “Este estabelecimento tem obrigação de gerar relatórios sobre suas condições físicas. Esta ação é a garantia de que esta criança não será o obeso de amanhã”. Carmem complementou que o projeto operou de 2012 a 2015, abrangendo 93 municípios, e que o secretário de Esportes e Saúde de Minas Gerais está à disposição para colaborar na consolidação do projeto gaúcho.

O deputado Maurício Dziedricki, que é presidente da Comissão Especial de Combate à Obesidade Infanto Juvenil na Assembleia Legislativa, mostrou-se interessado com o projeto, pois na sua concepção, as crianças atualmente despendem um tempo exagerado em frente a tela de TV, computadores, smartphones e videogames. Dziedricki afirmou que aliado ao sedentarismo, existe um excesso de oferta de carboidratos, refrigerantes, fast food, farináceos e gorduras trans, que contribuem para o sobrepeso e obesidade, uma das doenças crônicas não transmissíveis mais comuns na infância, podendo gerar hipertensão, problemas cardíacos e diabetes tipo 2, dentre outras doenças. "Existe um prognóstico de que nos próximos dez anos o Brasil será o país com a maior número de obesos do mundo. Frente a este diagnóstico assustador, na maioria das vezes são adotadas políticas de cura ou busca desta cura, mas com a doença já presente, ao passo que a lógica deveria ser a prevenção, muito em especial da criança e do adolescente, no que diz respeito ao trato nutricional e atividade física”, ponderou. "Este projeto vem ao encontro de uma solução preventiva contra esta epidemia", concluiu.

Dia Estadual dos Profissionais de Educação sem Fronteiras

Em outro momento da reunião, o presidente mundial Professores de Educação Física Sem Fronteiras da FIEP, Almir Grunh apresentou o trabalho da organização ao deputado, e colocou a pretensão de tornar, por força de lei, o dia 20 de abril a data comemorativa dos Professores de Educação Física Sem Fronteiras no Rio Grande do Sul. Já o delegado regional da FIEP, Everton Deiques, explicou que de 15 a 22 de setembro de 2019 serão comemorados os 70 anos de existência da organização, quando serão recepcionadas delegações de todos o Brasil e do estrangeiro. “Gostaríamos de contar com apoio da Casa do Povo para recepcionar as delegações nestas comemorações”, explicou o delegado.

Segundo o deputado, a Assembleia Legislativa, via de regra, produz muito mal sua legislação no que se refere à vida da sociedade gaúcha. “Precisamos enxugar o número de leis , pois há excesso de legislação, fazendo com que exista um represamento de leis importantes para o estado.”, ressaltou. “Contudo”, prosseguiu o deputado, “muitas vezes não se reconhece uma simples positivação de uma data comemorativa e a sua inclusão no calendário de eventos de estado”. Para exemplificar sua fala, Dziedricki argumentou que Porto Alegre já dera uma bela lição ao criar a Lei que instituiu o Dia do Profissional de Educação Física, de autoria do ex-vereador Professor Garcia (CREF 000002-G/RS). “Colocarei a proposta da criação da data comemorativa à apreciação dos meus pares e faço questão de apoiar às comemorações dos 70 anos de existência dos Professores de Educação Física Sem Fronteiras”, finalizou.

Foto: Pablo Vini Fotografia

Obesidade infantil



CREF2/RS participa do lançamento da Comissão Especial contra a Obesidade Infantojuvenil
29/11/2017
Fonte: CREF2/RS

Na manhã desta quarta-feira, dia 29 de novembro, a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul realizou a cerimônia de instalação da Comissão Especial contra a Obesidade Infantojuvenil. A sessão, que contou com a presença de deputados e de vereadores de diversos municípios do Estado, teve também com a participação do vice-presidente do CREF2/RS Lauro Aguiar (CREF 002782-G/RS).

O deputado estadual Maurício Dziedricki, presidente da Comissão, destacou a contribuição de diversas entidades durante a sua fala. O CREF2/RS, que contribuiu ativamente em todas as reuniões e audiências públicas que antecederam a criação do grupo, foi lembrada. “O Brasil, nos próximos anos, deverá ser o país com a maior concentração de obesos no mundo”, salientou o Deputado. “Com a contribuição de todas as entidades aqui presentes, queremos que a Assembleia participe ativamente no que diz respeito à obesidade infantil, com protagonismo para combater esta grande epidemia”.

Para Aguiar, a atuação da Comissão Especial contra a Obesidade Infantojuvenil deverá contribuir para a melhora da saúde de toda a população e, diante dos prováveis resultados positivos, vai poder chegar também à esfera nacional, com a criação de diversas políticas públicas a respeito deste tema. “A inatividade física é um fator de surgimento de diversas doenças e precisa ser um dos nossos focos de ação. As taxas de obesidade entre o público infantil só irão reduzir com um trabalho bastante eficaz de prevenção”, declarou.

Assembleia Legislativa obesidade infantil



CongregaCREF reúne profissionais e acadêmicos para debater temas da Educação Física
28/08/2017
Fonte: CREF2/RS

O CREF2/RS realizou no último sábado, dia 26 de agosto, o CongregaCREF – III Seminário Sul Brasileiro de Educação Física. O evento, que ocorre desde 2015 e integra as comemorações pela passagem do Dia do Profissional de Educação Física, celebrado em 1º de setembro, reuniu profissionais registrados e acadêmicos do curso, para assistir palestras e para debater diversos temas relacionados à profissão.

A abertura do evento, feita pela presidente Carmen Masson (CREF 001910-G/RS), destacou as conquistas recentes do Conselho e o crescimento da Educação Física, em todo o Brasil, nos últimos anos. “No momento, o CREF2/RS está engajado para garantir a presença do profissional de Educação Física no Sistema Único de Saúde, de maneira permanente. Para que isto ocorra, nós precisamos estar unidos, orgulhosos e conscientes de que representamos uma grande profissão”, comentou.

Na sequência, o CongregaCREF teve a sua primeira palestra, chamada “Gestão no Esporte: Os Desafios do Profissional de Educação Física Contemporâneo”, ministrada por Antônio Cimirro (CREF 004716-G/RS), instrutor dos cursos CBF Academy e docente no Ensino Superior. Além de apresentar o cenário do esporte mundial, ele salientou que no Brasil tem um grande potencial de crescimento na área. “O mercado fitness teve um aumento de 22% somente em 2016, atingindo a marca de 2% do PIB”, pontuou. “Os grandes esportistas são experts em vender a nossa profissão e precisamos aproveitá-los desta forma, para que possamos movimentar 40 bilhões de reais todos os anos – como os países desenvolvidos fazem – e gerar mais de 300 milhões de empregos”.

A gestão esportiva, o planejamento e a execução de projetos também foram assuntos abordados por Alexandre Greco (CREF 004204-G/RS), na segunda palestra do CongregaCREF. Consultor de academias e empreendedor digital, Greco falou sobre a evolução das ferramentas digitais ao longo do tempo e reforçou a necessidade que os profissionais de Educação Física têm de estarem sempre antenados a tudo o que surge de novo. “Nós não podemos ter receito de utilizar e de gerar conteúdo em plataformas como Youtube, Facebook e Instagram. Quem está aproveitando estes espaços deixados em aberto, mostrando como a Educação Física pode mudar a vida das pessoas para melhor, está tendo sucesso”.

Os assuntos mais atuais do dia a dia da profissão também ganharam repercussão na apresentação de Fabio Saba (CREF 000007-G/SP), sócio-diretor da IHRSA Fitness Brasil e diretor-executivo da Saba Consultoria. Dando exemplos de um bom marketing para profissionais de Educação Física e para academias, o palestrante resumiu que a excelência do serviço prestado na área da atividade física depende muito mais do envolvimento dos profissionais com as pessoas do que com os esportes. “Não podemos ficar presos somente aos aspectos estéticos. Quem foi que disse que uma academia não pode contratar um profissional com sobrepeso?! Na nossa área, não pode haver preconceito e sempre há uma parcela da população que se identifica com este tipo de profissional, não com os sarados”, explicou.

O encerramento do CongregaCREF foi com uma mesa-redonda sobre obesidade infantil, que contou com a presença de Miria Burgos (CREF 001566-G/RS), conselheira federal e professora da UNISC; e Roberto da Costa (CREF 000137-G/SP), pós-doutor em Ciências do Movimento Humano pela UFRGS. Em uma conversa com a participação da plateia, os palestrantes mostraram os principais resultados de suas pesquisas sobre o tema, que revelaram que cada vez mais crianças estão desenvolvendo doenças como hipertensão e diabetes, típicas da vida adulta. “As crianças ficam cerca de sete horas pro dia em frente a telas, como computador e televisão, e o sedentarismo é o grande fator para o aumento do risco de doenças crônicas”, frisou Costa. “A gente viu que a atividade física regular, além de melhorar a aptidão física e corrigir eventuais problemas de postura, também implica diretamente na melhora da saúde desta parcela da população”, complementou Miria.

CongregaCREF



CongregaCREF ocorre neste sábado com transmissão online
24/08/2017
Fonte: CREF2/RS

A terceira edição do CongregaCREF – Seminário Sul Brasil de Educação Física irá ocorrer neste sábado, dia 26 de agosto, e vai ser transmitido ao vivo pela Internet. O evento ocorrerá das 8h30min às 16h45min e integra as comemorações do CREF2/RS pela passagem do Dia do Profissional de Educação Física, celebrado em 1º de setembro. Confira as palestras e os seus respectivos horários:

9h15min
Gestão no Esporte: Os desafios do profissional de Educação Física contemporâneo
Antônio Cimirro (CREF 004716-G/RS)

10h45min
O Poder das Estratégias Digitais na Educação Física
Alexandre Greco (CREF 004204-G/RS)

13h30min
Protagonismo em Educação Física
Fabio Saba (CREF 000007-G/SP)

15h15min
Mesa-redonda Obesidade Infantil
Miria Burgos (CREF 001566-G/RS) e Roberto da Costa (CREF 000137-G/SP)

CongregaCREF – Seminário Sul Brasileiro de Educação Física
Data: 26 de agosto, sábado, das 8h30min às 16h45min
Local: Fadergs – Auditório Erico Verissimo
Endereço: Rua Riachuelo, 1257 – Centro, em Porto Alegre
Mais informações e transmissão online: www.congregacref.com.br

CongregaCREF



CongregaCREF encerra inscrições e tem transmissão online confirmada
16/08/2017
Fonte: CREF2/RS

As inscrições para a terceira edição do CongregaCREF – Seminário Sul Brasil de Educação Física chegaram ao seu número limite e foram encerradas hoje. O evento, que vai ocorrer no dia 26 de agosto, na Fadergs, integra as comemorações do CREF2/RS pela passagem do Dia do Profissional de Educação Física, celebrado em 1º de setembro.

O CongregaCREF contará diversas palestras, gerando assim conhecimento e oportunizando a qualificação técnica em diversas áreas da Educação Física para profissionais registrados e para estudantes. O evento também vai ser transmitido ao vivo pela Internet, iniciando às 8h30min e com encerramento previsto para as 16h45min. Na modalidade presencial, todos ganharão um certificado de participação de 8 horas/aula.

Confira a programação completa:

8h30min
Credenciamento

9h
Abertura

9h15min
Gestão no Esporte: Os Desafios do Profissional de Educação Física Contemporâneo
Palestra de Antônio Rosalvo Chaves Cimirro (CREF 004716-G/RS)

10h45min
O Poder das Estratégias Digitais na Educação Física
Palestra de Alexandre Greco (CREF 004204-G/RS)

13h30min
Protagonismo em Educação Física
Fabio Saba (CREF 000007-G/SP)

15h15min
Obesidade Infantil
Mesa-redonda com Miria Burgos (CREF 001566-G/RS) e Roberto Fernandes da Costa (CREF 000137-G/SP)

16h45min
Encerramento

CongregaCREF – Seminário Sul Brasileiro de Educação Física
Data: 26 de agosto, sábado, das 8h30min às 16h45min
Local: Fadergs – Auditório Erico Verissimo
Endereço: Rua Riachuelo, 1257 – Centro, em Porto Alegre
Mais informações e transmissão online: www.congregacref.com.br

CongregaCREF



CongregaCREF – Seminário Sul Brasileiro de Educação Física está com inscrições abertas
03/08/2017
Fonte: CREF2/RS

As inscrições para o CongregaCREF – Seminário Sul Brasileiro de Educação Física foram abertas hoje e já podem ser feitas por aqui. O evento, que o CREF2/RS vai promover pelo terceiro ano consecutivo para comemorar o Dia do Profissional de Educação Física, será realizado no dia 26 de agosto, na Fadergs, em Porto Alegre. A entrada vai ser gratuita para os profissionais registrados e para os acadêmicos do curso de Educação Física.

Com o objetivo de gerar conhecimento e oportunizar a qualificação técnica em diversas áreas da Educação Física, o CongregaCREF deste ano terá as palestras “O Poder das Estratégias Digitais na Educação Física”, ministrada por Alexandre Greco (CREF 004204-G/RS); e “Protagonismo em Educação Física”, apresentada por Fabio Saba (CREF 000007-G/SP). Um terceiro nome será anunciado em breve.

A programação do evento, previsto para iniciar às 8h30min e para encerrar às 16h45min, vai contar também com uma mesa-redonda sobre obesidade infantil, cujo debate contará com a participação de Miria Burgos (CREF 001566-G/RS) e de Roberto Fernandes da Costa (CREF 000137-G/SP). Todos que comparecerem ao CongregaCREF ganharão um certificado de participação de 8 horas/aula.

CongregaCREF – Seminário Sul Brasileiro de Educação Física Data: 26 de agosto, sábado, das 8h30min às 16h45min
Local: Fadergs – Auditório Erico Verissimo
Endereço: Rua Riachuelo, 1257 – Centro, em Porto Alegre Inscrições: clique aqui
Mais informações: www.congregacref.com.br

CongregaCREF



Pesquisador da FADERGS visita CREF2/RS e traz dados preocupantes sobre a obesidade e sedentarismo
23/05/2017
Fonte: CREF2/RS

O Coordenador de Pesquisa da Escola de Saúde e Bem-Estar do Centro Universitário da FADERGS, Roberto Costa, pós-doutorado em Ciências do Movimento Humano pela UFRGS, visitou o CREF2/RS, ontem, dia 22. Costa vem estudando há 20 anos a obesidade na infância e adolescência e as doenças crônicas a elas associadas. Segundo o professor, os dados indicam que a cada ano a condição da saúde juvenil se deteriora, por mais que se façam ações governamentais e sociais de combate à obesidade. “Talvez as estratégias não sejam as mais apropriadas”, avalia.

Segundo a presidente do CREF2/RS, Carmen Masson (CREF 001910-G/RS), o Conselho apoia a ação de combate à obesidade infantil, problema que já se tornou uma pandemia. "Cerca de 33% das crianças e adolescentes estão com sobrepeso ou obesas. Ou seja, uma em cada três crianças tem esta doença. A obesidade implica em várias outras sequelas, sejam psicológicas, como exclusão da criança, ou agressões, via bullyng. Isto pode causar sérios traumas que deveriam ser evitados com atividade física e uma alimentação saudável".

Costa alerta para o bombardeio a que as crianças e a adolescentes sofrem pela publicidade, incentivando o consumo de alimentos ricos em gordura, açúcar e sal e com baixa qualidade nutricional. “De outro lado, enfrentamos o sedentarismo cada vez mais elevado. Crianças que antes brincavam ativamente na rua, hoje ficam inativas em frente a uma tela. A isto, soma-se alimentação inadequada, resultando em um caminho aberto para doenças”, constata.

Segundo Roberto, as classes sociais desfavorecidas sofrem mais com este tipo de alimentação. “Infelizmente, um pacote de biscoito recheado, com 1200 calorias, é mais barato do que uma fruta”, constata. O coordenador explica que o acesso a estes alimentos de má qualidade nutricional é facilitado pelo baixo custo. “Outro ponto é a questão da palatabilidade, não podemos negar que estes alimentos processados são gostosos para o paladar da criança e do adolescente”, explica.

De acordo com o coordenador, os adolescentes obesos apresentam índice elevado de síndrome metabólica. “Encontramos em Porto Alegre adolescentes obesos que tinham triglicérides alterados, colesterol elevado, obesidade abdominal, hipertensão arterial, ou seja, indivíduos com doenças de idosos, o que indica um risco elevado para a saúde, principalmente porque se apresenta uma tendência a se prolongar durante toda a vida”, argumenta. Costa conclui que estas pessoas chegam a sua vida adulta com sobrepeso e doenças crônicas, acabando por apresentar um risco maior de óbitos. “Atualmente vemos um aumento no número de indivíduos apresentando infarto aos 35 anos e AVC aos 45 anos”.

As ações para solucionar este problema têm que envolver toda a sociedade, aponta Costa. “Precisamos de uma mudança de atitude em relação a práticas alimentares e ao combate do sedentarismo, e para isto precisamos do apoio dos pais, da sociedade civil e da classe política em todos os âmbitos”. Costa vislumbra a escola como melhor ambiente para estas políticas serem efetuadas. “É o momento para utilizarmos este ambiente para a incentivarmos saúde. O ensino da matemática, da física e do português são muito importantes, mas é imperativo que eduquemos para a saúde”, arremata.

Para Costa, o professor de Educação Física que é o profissional de saúde dentro da escola, e ele tem que assumir este espaço. “É importante que tenhamos primeiro o conhecimento da condição dos alunos, precisamos saber aqueles que tem obesidade ou que estão em risco”. A partir desta etapa, afirma o professor, temos que propor as ações que envolvam a alimentação e a orientação aos pais sobre o que a criança traz para a escola. “Nos últimos cinco anos, o único país que conseguiu uma redução da obesidade na fase escolar foi nos EUA, com o programa alimentar implementado pela primeira-dama Michelle Obama. Infelizmente, com o novo presidente o programa foi revogado”, constata.

Costa explica que o deputado estadual Maurício Dziedrickir tem dois projetos de Lei envolvendo o tema. O primeiro introduz o cadastro de obesidade infanto juvenil, bem como torna obrigatório a realização da avaliação antropométrica para verificação do estado nutricional e triagem de risco para doenças crônicas não-transmissíveis nos alunos do ensino fundamental e médio nas escolas do Estado.

“E quem se não o profissional de Educação Física seria o mais indicado para realizar estas medidas”, afirma Costa. “Pois na sua graduação, o profissional de Educação Física tem disciplinas como biometria, medidas de avaliação ou avaliação física, que são matérias que cuidam desta medição antropométrica", analisa. O professor afirma ser possível fazer estes procedimentos em apenas uma aula. "Ele consegue fazer estas três medidas em todos os seus alunos. Em uma semana, ele terá conseguido medir todos os seus alunos. “Importante frisar que o PL vale para escolas públicas e particulares”, ressalta.

O segundo PL apresentado obriga todos os produtos alimentícios produzidos por indústrias do Estado a apresentar no rótulo a quantidade de sal e açúcar que contém em medidas em colheres de café. "Por exemplo, este suco tem seis colheres de chá de açúcar”.

Obesidade e Sedentarismo



42º ENAPEF começa dia 28 de abril em Capão da Canoa
19/04/2016
Fonte: CREF2/RS

Realizado em Capão da Canoa (RS) entre os dias 28 de abril e 1º de maio, o 42 º Encontro Nacional dos Profissionais de Educação Física (ENAPEF), promovido pela Associação dos Profissionais de Educação Física do Rio Grande do Sul (APEF/RS) e apoiado pelo CREF2/RS, é uma excelente oportunidade de aperfeiçoamento, atualização e integração dos profissionais de Educação Física.

Entre outras atrações, a programação do ENAPEF contará com cursos práticos e teóricos de HIIT, de fundamentos teóricos de Educação Física Escolar no Ensino Médio, tópicos sobre Nutrição Esportiva, Gestão de Carreira, Treinamento de Força e prescrição de alimentos para população especial, bullyng e obesidade infantil, lazer e recreação, dança de salão e muito mais. Além destes cursos, a Câmara Técnica de Educação Física Escolar do CREF2/RS realiza conjuntamente ao Encontro, no dia 29, o 5º Fórum de Mobilização Gaúcha pela Educação Física Escolar.

O Conselho estará com estande de atendimento no local, onde os profissionais de Educação Física terão à disposição os serviços de atualização cadastral, entrega de Cédula, coleta de digital e parcelamento, além da possibilidade de efetuar novos registros. A participação de acadêmicos no 42º ENAPEF é válida para as horas universitárias complementares. Registrados no CREF2/RS e no SINPEF/RS têm 10% de desconto sobre valor de não sócio.

42º ENAPEF - Encontro Nacional dos Profissionais de Educação Física
Data: de 28 de abril a 1º de maio de 2016
Local: Ginásio Municipal de Capão da Canoa, avenida Paraguassu, 1881
A programação completa pode ser acessada aqui

O CREF2/RS estará com estande de atendimento no local. Confira os horários:
28/04 (quinta-feira): das 13h às 20h
29/04 (sexta-feira): das 8h30min às 20h
30/04 (sábado): das 8h30min às 20h
1º/05 (domingo): das 8h30min às 12h
Agende seu atendimento em aqui

ENAPEF



Câmara Municipal de Porto Alegre comemora Dia do Profissional de Educação Física com a Semana da Educação Física
25/08/2015
Fonte: CREF2/RS

Para comemorar o Dia do Profissional de Educação Física, a Câmara Municipal de Porto Alegre irá realizar, entre os dias 1º e 4 de setembro, a Semana da Educação Física. O evento, idealizado pelo vereador Professor Garcia (CREF 000002-G/RS), contará com uma série de atividades gratuitas e abertas à comunidade, como palestras, exibição de vídeo e oficinas desportivas. As inscrições podem ser feitas diretamente no local.

Com o título de "Educação Física na Formação do Cidadão", o evento vai iniciar no Plenário Ana Terra, da Câmara Municipal, com uma homenagem aos 40 anos da Saúde Metal e ao Hospital Psiquiátrico São Pedro, no dia 1º, terça-feira. Neste mesmo dia e local, também será realizada a palestra "Importância do Exercício Físico na Saúde Mental", ministrada por Felipe Schuch (CREF 012942-G/RS), e exibido o vídeo institucional do CONFEF sobre obesidade infantil, acompanhado de uma fala do professor da ESEF/UFRGS Álvaro Oliveira (CREF 001714-G/RS).

No dia 3, quinta-feira, o Centro de Treinamento Esportivo (CETE) receberá as oficinas de hapkido, capoeira e badminton, comandadas por Mestre Itagipa, Mestre Cerqueira e por Bruno Mastrascusa (CREF 010748-G/RS), respectivamente. A Semana da Educação Física de Porto Alegre encerra na sexta-feira, dia 4, com duas palestras na Fadergs – Unidade João Pessoa: "Atualização de Regras de Voleibol", ministrada por Carlos Cimino (CREF 001691-G/RS); e "Ginástica Laboral", apresentada por Lauro Aguiar (CREF 002782-G/RS), ambos conselheiros do CREF2/RS.

Semana da Educação Física de Porto Alegre

01/09 – Câmara Municipal de Porto Alegre – Plenário Ana Terra
Endereço: Avenida Loureiro da Silva, 255 – Centro Histórico

14h
Homenagem 40 Anos Saúde Mental – Hospital Psiquiátrico São Pedro

15h30min
Vídeo institucional CONFEF – Obesidade Infantil
Palestra com Álvaro Oliveira (CREF 001714-G/RS)

03/09 – CETE
Endereço: Rua Gonçalves Dias, s/n – Menino Deus

Oficinas Desportivas:
14h30min – Hapkido, com Mestre Itagipa
15h30min – Capoeira, com Mestre Cerqueira
16h30min – Badminton, com Bruno Mastrascusa (CREF 010748-G/RS)

04/09 – FADERGS – Unidade João Pessoa
Endereço: Rua Luiz Afonso, 84 – Cidade Baixa

9h30min
Palestra Atualização de Regras de Voleibol, ministrada por Carlos Cimino (CREF 001691-G/RS)

19h30min
Palestra Ginástica Laboral, ministrada por Lauro Aguiar (CREF 002782-G/RS)

Informações:
www.camarapoa.rs.gov.br
(51) 3220-4287

Dia do Profissional de Educação Física CETE Câmara Municipal de Porto Alegre



CREF2/RS em Revista: a gravidade da obesidade infantil
18/11/2014

Reportagem publicada originalmente no CREF2/RS em Revista nº 7. A publicação pode ser lida na íntegra aqui.

A obesidade é considerada hoje uma epidemia. De acordo com pesquisa publicada pela revista científica Lancet, em maio deste ano, aproximadamente 2,1 bilhões de pessoas estão acima do peso no mundo inteiro. O número não para de crescer e já é motivo de preocupação entre os cientistas. Se em 1980 eram "apenas" 875 milhões de indivíduos nesta faixa, a instituição norte-americana National Survey Data prevê que em 2030 51,1% da população do planeta – porcentagem estimada em cerca de 4 bilhões de seres humanos – será formada por pessoas com excesso de peso.

"A obesidade está relacionada com as maiores pandemias modernas, como depressão, alguns tipos de câncer, diabetes e doenças cardiovasculares", salienta Amélio Matos, médico do Instituto de Diabetes e Endocrinologia do Rio de Janeiro, no documentário "Muito Além do Peso". Se os números atuais e a perspectiva para o futuro já são motivo de atenção entre os adultos, o quadro se torna ainda mais preocupante quando é avaliada apenas a população infantil. No Brasil, em 1989, 4,1% dos meninos de 5 a 9 anos foram classificados como obesos, segundo pesquisa realizada pelo IBGE. Os dados do mesmo estudo, feito em 2008 e 2009, apontaram que 16,6% desta população apresentava o mesmo problema. O índice registrou, portanto, que a obesidade infantil aumentou 300% só nos últimos 20 anos. Por quê?

"A obesidade é o distúrbio mais comum na infância hoje e, na minha opinião, o fato de ter aumentado tanto nos últimos anos está associado às mudanças no estilo de vida da população", avalia Rafael Gambino (CREF 009460-G/RS), professor de Educação Física da Prefeitura Municipal de Esteio e mestre em Ciências do Movimento Humano. "A má alimentação e o consumo exagerado de alimentos hipercalóricos, associada às rotinas apressadas das famílias, são fatores responsáveis pelo excesso de peso e colaboram para agravar o problema", completa.

E não é só isso. As crianças deixaram de brincar como antigamente e praticar esportes. Para elas, hoje em dia, o lazer é muito mais sinônimo de computador e videogame do que de atividade ao ar livre. "O exercício físico ficou em segundo plano, porque falta espaços apropriados, há violência e falta de segurança. Além disto, os pais não têm tempo para levar os filhos para brincar", explica Fabiani da Silveira (CREF 002949-G/RS), professor de Educação Física dos colégios Farroupilha e Sinodal do Salvador, ambos em Porto Alegre. "A atividade física deve andar paralela às demandas diárias, como a escola. Uma não exclui a outra, muito pelo contrário. O estudo e o exercício físico são fundamentais para a formação de nossas crianças".

ATIVIDADE FÍSICA NO AMBIENTE ESCOLAR

A rotina apressada dos pais passa para a escola parte da responsabilidade de incentivar a prática de atividade física e de tornar isto frequente no dia a dia das crianças. "O professor de Educação Física tem que mostrar que exercício é importante para a vida toda. A base da saúde está relacionada a ter hábitos saudáveis", explica Luiz Fernando Kruel (CREF 002211-G/RS), professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e coordenador do Grupo de Pesquisa em Atividades Aquáticas e Terrestres (GPAT)."O único profissional da área da saúde que atua regularmente junto às crianças em idade escolar é o profissional de Educação Física. Muitos não se dão conta disto", reforça.

Para muitas crianças, a aula de Educação Física é o único momento da semana em que é praticado algum tipo de exercício. Por isto, "o professor deve estimular o interesse do aluno com aulas dinâmicas, intensidades adequadas e, principalmente, promovendo a inclusão das crianças com sobrepeso e obesidade nas aulas", defende Adriane Vanni (CREF 003918-G/RS), professora do curso de Educação Física da URI – Campus Erechim. Kruel vai mais além e mostrar que a situação é ainda mais complexa. "Para elas, a obesidade pode ser só um problema estético e social, mas no contexto escolar atrapalha muito. Os estudos mostram que compromete o desempenho em aula e as crianças acabam sendo marginalizadas também. A questão do bullying é muito presente e precisa ser bem administrada em aula", explica.

Por esta perspectiva, o profissional de Educação Física passa a ser mais do que apenas o professor responsável pela disciplina. "Ele deve ser o ponto central deste processo, deixando claro para o aluno os benefícios da prática esportiva a favor da saúde e contra os problemas ocasionados pelo sedentarismo e pela obesidade", salienta Bettega Lopes (CREF 020725-G/RS), pesquisador e mestre em Fisiologia. "O papel da Educação Física é estimular nas crianças o gosto pela prática, de formas e maneiras diversas, contemplando o maior número de estímulos diferentes. A vida saudável e equilibrada decorre da boa iniciação que, basicamente, começa na escola com o profissional da área", complementa Silveira.



DOENÇAS DE ADULTOS

O GPAT, em trabalho feito em 2009, avaliou a evolução de crianças com sobrepeso, de sete a dez anos de idade, da rede municipal de Porto Alegre. O índice piorou com o passar do tempo, quando a amostra atingiu a faixa de 11 a 14 anos. "Elas saíram da infância e foram para a adolescência em quadro muito preocupante. O nível de obesidade, que era 25%, passou a ser 50% grave", relata Kruel. A síndrome metabólica, que era antes considerada doença apenas de idosos, passou a ser vista, pela primeira vez, também entre as crianças. "Nós começamos a achar alguns dados alarmantes. Além de hipertensos, a concentração de insulina no sangue ficava em 22,5 mg/DL, quando o normal é de aproximadamente 10 mg/dL. Isto sobrecarrega o pâncreas de maneira assustadora, levando ao que podemos classificar como diabetes tipo 2".

Como é possível perceber, os números apresentados relataram problema de saúde muito grave. A criança, já hipertensa, começa a ter resistência à insulina, o que passa a configurar quadro de síndrome metabólica na adolescência. Das crianças obesas analisadas pelo GPAT, 51% já tinham três ou mais fatores de risco. Se o ponto de corte é diminuído para um, a taxa passa a ser superior a 90%. "A gente não vê ninguém tratando isto. Nem na escola, que seria responsabilidade da Secretaria de Educação, nem nos postos de saúde", critica Kruel. "O que seria ideal? O trabalho conjunto para reverter este quadro. A gente percebe que estas crianças são todas sedentárias. A aula de Educação Física não é adaptada para que têm obesidade", complementa.

Para Kruel, o que é preciso diminuir são os problemas causados pelo sedentarismo. Não há dúvidas de que os fatores de risco podem ser amenizados com atividade física. "A importância do profissional de Educação Física é muito grande, principalmente daquele que atua na escola", explica. "O que a gente vê é a criança obesa que, por causa do bullying e de outras coisas, abandona a atividade física e passa a ser ainda mais sedentária. Nós tivemos conquista muito grande, principalmente em Porto Alegre, quando foi aprovada lei municipal que obriga a presença do profissional de Educação Física nas séries iniciais. Nós temos agora que dar um passo adiante e oferecer formação adequada e especializada para este profissional, para que ele saiba lidar com isto".

Por mais que a criança passe boa parte do dia na escola, a responsabilidade pelo combate à obesidade precisa ser estendida também aos pais, que devem se portar como exemplo. "Os adultos precisam, com urgência, rever suas posturas frente a estas questões básicas que fazem parte da formação inicial das crianças", analisa Silveira. "Prevenir é a palavra-chave. Oferecer estrutura básica, como boa alimentação e acompanhamento médico, além de espaços para brincadeiras, convívio social e exercício físico, é contribuição fundamental que deve vir de casa". "A família é a base para a mudança no estilo de vida. A criança que vive em ambiente onde todos agem de forma desregulada e desregrada tende a se incluir nesta rotina", complementa Gambino.

ALIMENTAÇÃO

Não é só o sedentarismo que preocupa os pesquisadores e profissionais de Educação Física. A alimentação das crianças também tem sido objeto de estudo de nutricionistas. "O que mais assusta é a oferta inadequada e precoce de doces, guloseimas e alimentos com alto teor de sódio e gordura, como salgadinhos, bolachas recheadas e sucos artificiais", analisa Ana Carolina Terrazan (CRN2 8330), nutricionista da Clínica Nutriossoma e especialista em Nutrição Infantil. "Em muitos casos, as famílias demoram a entender que a alimentação correta desde o princípio, ou seja, desde a gestação, é fundamental para a saúde da criança", complementa.

A nutricionista Camila Vargas (CRN2 8264) acredita que o ambiente escolar colabora também de outra maneira no controle da obesidade infantil. "A escola poderia inserir a disciplina de Educação Nutricional desde as séries iniciais. Trabalhos educativos que envolvam o tripé nutrição, saúde e doença pode conscientizar e elucidar a importância de se manter bons hábitos alimentares", defende. "É possível criar formas de incentivar isto, buscando envolver a criança no contexto da alimentação saudável, sempre associando à atividade física".



POSSÍVEIS SAÍDAS

Há diversas alternativas para amenizar – ou até mesmo solucionar – o problema da obesidade infantil no país. "Acredito, que o primeiro passo, antes de tudo, é pensarmos de que forma isto pode ser contido, para não nos depararmos mais com esta realidade que a cada dia é mais frequente", explica Lopes. O estímulo da prática esportiva é consenso entre todos os profissionais de Educação Física. "Não só em casa, mas também nas escolas, como forma de instituir hábitos e costumes mais sudáveis, como forma de prevenção aos inúmeros problemas que são consequência do sedentarismo", complementa.

Além disto, o combate à obesidade não pode começar apenas quando o aparecimento de doenças cardiovasculares, como a hipertensão, se torna quadro inevitável. "A questão que penso ser mais pertinente é: como prevenir?", alerta Silveira. "As nossas crianças necessitam de muito mais atenção em todos os aspectos, afinal, elas não são responsáveis por elas mesmas", complementa. A opinião é compartilhada por Gambino. "A principal prevenção é a manutenção do peso que, no caso das crianças, deve se dar com alimentação adequada associada à prática de atividade física regular. As crianças precisam se movimentar".

Para Ana Carolina, é possível criar formas de incentivar a boa alimentação também entre os pais. "Informação é sempre a melhor estratégia e mostrar os resultados também é importante. Os familiares gostam muito de ver que o esforço e as mudanças realmente fizeram diferença", explica. A conscientização dos pais é importante também na visão de Kruel, já que muitos não conseguem enxergar o problema dos filhos. "Em nossa pesquisa, das 213 mães que tinham filhos obesos, só 50 os viam nesta condição. Muitas classificaram como normal ou abaixo do peso", revela. "Os adultos, geralmente, têm dificuldade de aceitar que a criança precisa emagrecer. Nós temos notado isto. Em alguns casos, só a criança querer não é suficiente. Ela não possui tanta independência para saber o que é certo e o que é errado e decidir o que ela vai ou não fazer".

Outra coisa que deve mudar é a percepção de que atividade física para fazer efeito precisa ser difícil. "A criança obesa não tem que sofrer", considera Kruel. "Se o profissional de Educação Física souber dosar a carga do exercício, é possível ter atividade eficiente sem sofrimento. Desta forma, começa a ter aderência ao programa e os resultados definitivamente aparecem". Para Kruel, o caminho seria procurar atividades de baixo impacto e que sejam prazerosas. "Apesar de muitos já serem adolescentes, eles querem algo lúdico, que não seja aquela coisa monótona de ir para a academia. Ou seja, tem que ser uma atividade que eles se sintam brincando", conclui.

Para Rafael Gambino, é importante também que todas as crianças tenham a oportunidade de experimentar várias modalidades, individuais e coletivas, para decidir com qual se identifica. A atividade física pode ser competitiva, mas precisa ser aquela que a criança quer praticar. "Ela precisa explorar e experimentar todos os jogos e esportes. A criança precisa ser estimulada e participar o máximo possível de vivências motoras até que consiga se identificar e optar pela que mais desperta interesse", avalia. Para a aderência, a criança tem que sentir vontade e não ser obrigada a participar. "Os pais não podem considerar que a sua vontade será a mesma de seu filho. Os profissionais de Educação Física devem oferecer aos alunos a mais diversificada oportunidade de movimentos. Quando a criança optar por uma, de forma espontânea, não tenho dúvidas de que ela dará continuidade por longo período".

O último alerta fica para os pais. "Os adultos estão atrás das demandas do momento. Muitos acreditam que estar numa boa escola, que invista no lado cognitivo e ensine uma língua estrangeira, já é suficiente para a formação básica. Nós, profissionais de Educação Física, sabemos que isto é importante, mas só parte do contexto todo", comenta Silveira. "A prática de atividade física formativa e saudável, o investimento em alimentação correta e o acompanhamento da saúde é o que deve ser feito. As instituições responsáveis pelo trabalho com crianças necessitam desenvolver projetos para que os pais possam perceber que toda esta formação de base será fundamental para o futuro longe da obesidade".

PARA ASSISTIR: MUITO ALÉM DO PESO



O documentário "Muito Além do Peso" foi lançado em novembro de 2012, com objetivo de criar amplo debate sobre a qualidade da alimentação das crianças brasileiras e os efeitos da comunicação dirigida a elas. O filme, dirigido por Estela Renner, é reflexo do trabalho do Instituto Alana, organziação que busca sensibilizar e mobilizar a sociedade sobre os problemas decorrentes do consumismo na infância. "O documentário mostra que as crianças desconhecem o que é alimentação saudável, aprendem a comer de forma equivocada desde muito", conta a nutricionista Camila Vargas.

A obra mergulha no tema da obesidade infantil ao discutir porque 33% das crianças brasileiras pesam mais do que deviam. As respostas envolvem a indústria alimentícia, a publicidade, o governo e a sociedade de modo geral. Com histórias reais e chocantes, de crianças com menos de dez anos que já apresentam quadros graves de diabetes, hipertensão e colesterol, o filme promove interessante discussão sobre o tema, dando voz a especialistas do mundo todo. "Quando se fala de obesidade infantil, vemos que as crianças não brincam mais na rua, las ficam com só seus polegares em iPhones e iPods. Elas não se exercitam mais", comenta William Dietz, um dos entrevistados pelo documentário. Ele é diretor da Divisão de Nutrição, Atividade Física e Obesidade do Centro de Prevenção e Controle de Doenças dos Estados Unidos.

"Muito Além do Peso" pode ser assistido aqui.



Nova edição CREF2/RS em Revista está disponível para leitura online
06/11/2014

Nos próximos dias, os profissionais registrados no Conselho e em dia com suas obrigações estatutárias vão receber a nova edição do CREF2/RS em Revista. A publicação trimestral, referente aos meses de outubro, novembro e dezembro, tem como tema principal a obesidade infantil. A condição, considerada pela Organização Mundial de Saúde um dos maiores problemas da atualidade, é apresentado de maneira ampla pela matéria de capa, que também aponta os caminhos pelos quais a Educação Física pode ajudar a reverter este quadro.

Além disto, a atual edição do CREF2/RS em Revista também conta com perfil do ex-professor e atleta Nelson Ruben Saul, reportagem sobre os vencedores do Troféu Destaque 2014 e ensaio científico sobre Educação Física integral. O CREF2/RS em Revista tem também versão online, que permite donwload em PDF, e pode ser acessado diretamente por aqui.



Câmara de Vereadores homenageia o CREF2/RS pelo Dia do Profissional de Educação Física
02/09/2014
Fonte: CREF2/RS

Em comemoração ao Dia do Profissional de Educação Física, a Câmara Municipal de Porto Alegre realizou ontem (1) cerimônia de homenagem. A solenidade, promovida no Plenário Otávio Rocha e presidida pelo vereador Professor Garcia (CREF 000002-G/RS), contou com a presença da presidente do CREF2/RS Carmen Masson (CREF 001910-G/RS) e da 1ª tesoureira Miryam Brauch (CREF 006834-G/RS).

No seu discurso, Carmen agradeceu o espaço aberto pela Câmara à Educação Física e salientou o crescimento e a valorização que a profissão teve nos últimos anos. "O sedentarismo é uma das piores epidemias do país. Hoje há conscientização de que é melhor investir em atividade física para a promoção da saúde do que no tratamento de doenças", explicou a Presidente, que recebeu de Professor Garcia placa e homenagem pelo Dia do Profissional de Educação Física.

As atividades referentes à Semana da Educação Física seguiram após a solenidade. No Plenário Ana Terra, houve o debate "A Educação Física na Política Atual" e duas palestras. A primeira, "A importância da Educação Física nas Séries Iniciais", foi ministrada por Helena Dazevedo (CREF 001069-G/RS) e relatou parte dos 23 anos de experiência da professora da UFRGS no Ensino Infantil. "O nosso trabalho é garantir o professor de Educação Física nas escolas", explicou Helena. Em segundo momento, Luiz Fernando Kruel (CREF 001069-G/RS), professor da mesma universidade, apresentou trabalho do seu grupo de pesquisa sobre a obesidade infantil e ressaltou a importância da Educação Física escolar para saúde das crianças. "O mais importante não é emagrecer, mas aumentar a atividade física", avaliou.

Entre as palestras, José Anchieta (CREF 000337-G/RS) apresentou o Bataculê e ministrou pequena aula prática da atividade, que mistura danças afro-brasileiras.



Obesidade infantil aumenta 300%
16/04/2014
Fonte: Fonte: Bem Estar/G1

Prestem atenção nestes números: em 1989, no Brasil, 4,1% dos meninos de 5 a 9 anos foram classificados como obesos, segundo a Pesquisa de Orçamentos Familiares, realizada pelo IBGE. Os dados da mesma pesquisa, realizada em 2008 e 2009, apontaram que 16,6% dos meninos desta faixa de idade estavam obesos. Estes números registraram, portanto, um aumento de aproximadamente 300% nos índices de obesidade em meninos de 5 a 9 anos no Brasil. Isso mesmo: um aumento de 300%! O mesmo em relação às meninas: a taxa de obesidade aumentou de 2,4% em 1989 para 11,8%  em 2008: quase 5 vezes mais!

Por isso podemos perguntar: o que está acontecendo? Por que as crianças estão mais obesas?

Neste começo de século XXI, o estilo vida de todos, inclusive e principalmente o das crianças, mudou. E não foi pouco. As mulheres entraram para valer no mercado de trabalho. Até ai, tudo certo. Só que o tempo ficou mais curto e muito mais corrido para todos. Consequência: a alimentação também entrou nesta “correria”. Não é  à toa que surgem os “fast-foods” que vieram para resolver o problema da pressa. As prateleiras dos supermercados oferecem também uma gigantesca variedade de alimentos prontos e processados, produzidos para facilitar a vida corrida de todos. Resultado: a alimentação saudável perdeu espaço nas refeições das famílias.

Paralelamente, nas grandes cidades, a violência urbana “confinou” as crianças dentro de casa. Atividades simples como andar de bicicleta, jogar bola na rua, subir em árvores, correr ou brincar ao ar livre tornaram-se raras no dia a dia das crianças. O espaço físico disponível diminuiu. As brincadeiras de “esconde -esconde”, “pega-pega” ou de  pular muros e obstáculos, passaram a ser realizadas com apenas 2 dedos, uma vez que agora acontecem virtualmente nas telas dos tablets, televisores, computadores ou celulares. Resultado: menos atividade física!

Alimentação rápida com menor qualidade e maior carga calórica e atividade física restrita produzem um resultado conhecido de todos: aumento de peso!

Bem, até aí nenhuma novidade. Isso todos sabemos. E mais ainda: sabemos também como fazer para solucionar esta situação. Fácil, não é? Aumentar a atividade física e melhorar a qualidade da nutrição das crianças em casa e na escola. Mas... Se sabemos as causas e temos a solução, vale perguntar: por que a obesidade infantil esta de fato aumentando neste início de século XXI?

A resposta desta pergunta merece uma reflexão interessante. As famílias não estão conseguindo mudar seu estilo de vida. Uma criança obesa em casa é problema de todos. Pais e filhos devem, juntos, alterar seus hábitos de alimentação, de atividade física e de rotina de vida. A criança deve participar ativamente das decisões e sempre que possível ser instigada a sugerir as mudanças que julgar mais relevantes. As escolas também poderiam, de uma forma geral, contribuir e orientar suas cantinas a venderem produtos com boa qualidade nutricional.

Imagem: Creative Commons



CREF2/RS realiza evento ""Cidades amigas da Educação Física Escolar""
04/11/2013
Fonte: CREF2/RS

O CREF2/RS realizou o evento ""Cidades amigas da Educação Física Escolar"" no dia 30 de outubro, na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul. O Conselho concedeu uma homenagem aos municípios que contam com Profissionais de Educação Física atuando com este componente curricular nos anos iniciais do Ensino Fundamental. Dos 497 municípios do Estado, 127 contam com Profissionais de Educação Física. A presença obrigatória do Profissional de Educação Física nos anos iniciais do Ensino Fundamental é uma das bandeiras defendidas pelo Conselho Regional de Educação Física do RS. A Educação Física enquanto atividade curricular pressupõe não só ""dominar e conhecer o corpo"", mas em ter consciência de que ""somos um corpo"" numa perspectiva cultural, social humana e política, portanto um ser integral. A Educação Física é um caminho privilegiado de educação e por seus valores deve ser entendida como um dos direitos de todas as pessoas.
Atualmente, do 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental, as atividades físicas no Rio Grande do Sul não são ministradas por Profissionais de Educação Física. Por conta disso, cerca de 300 mil crianças estão desatendidas no Estado, contribuindo para o aumento do sedentarismo e da pandemia de obesidade infantil.
A Educação Física tem um papel fundamental no desenvolvimento integral dos alunos, sendo uma atividade que trabalha o lúdico e o esporte, proporciona diversas vivências das manifestações corporais da cultura humana. Dentro dessa visão, é importante ressaltar o papel do Profissional de Educação Física como vetor do desenvolvimento humano. É a intervenção deste Profissional, com seus conhecimentos sobre o corpo e o o desenvolvimento humano que pode dar as diretrizes corretas às crianças em idade de iniciação escolar.



Documentário discute obesidade infantil
26/04/2013
Fonte: CREF2/RS

Muito Além do Peso é um documentário que discute por que 33% das crianças brasileiras pesam mais do que deviam. As respostas envolvem a indústria, o governo, os pais, as escolas e a publicidade. Com histórias reais e alarmantes, o filme promove uma discussão sobre a obesidade infantil no Brasil e no mundo. Ele pode ser assitido no site do filme: www.muitoalemdopeso.com.br



Obesidade pode aumentar risco de esclerose múltipla em crianças e adolescentes
06/02/2013
Fonte: Portal iSaúde.net

Probabilidade de desenvolver a doença neurológica foi quase quatro vezes maior entre as meninas extremamente obesas.Crianças e adolescentes obesas têm mais risco de desenvolver esclerose múltipla (EM) em comparação com aquelas com peso normal, de acordo com pesquisadores do Kaiser Permanente of Southern California, nos EUA.

O estudo sugere que a relação é maior entre as meninas, mas não prova que o excesso de peso na infância causa esclerose, doença neurológica em que a camada protetora ao redor das fibras nervosas quebra, diminuindo os sinais que viajam entre o cérebro e o corpo.

""Ao longo dos últimos 30 anos, a obesidade infantil triplicou. Em nosso estudo, o risco de esclerose pediátrica foi maior entre adolescentes moderadamente e extremamente obesos, sugerindo que a taxa de casos pediátricos da doença é susceptível de aumentar, conforme a epidemia de obesidade infantil continua a crescer"", afirma a autora do estudo, Annette Langer-Gould.

Langer-Gould e seus colegas identificaram 75 crianças e adolescentes diagnosticados com esclerose múltipla pediátrica entre as idades de 2 e 18 anos. Eles documentaram o IMC antes do aparecimento dos sintomas. As crianças com a doença foram comparadas com 913.097 crianças que não têm esclerose.

Todos os participantes foram agrupados em categorias de peso de peso normal, sobrepeso, obesidade moderada e obesidade extrema. Um total de 50,6% das crianças com esclerose estava com sobrepeso ou obeso, comparado a 36,6% das crianças sem a doença.

Os resultados mostraram que o risco de desenvolver esclerose era mais do que uma vez e meia maior para as meninas com excesso de peso do que as meninas que não estavam acima do peso, cerca de 1,8 vezes maior em meninas moderadamente obesas em comparação com meninas de peso normal e quase quatro vezes maior entre as meninas extremamente obesas. A mesma associação não foi encontrada em meninos.

""Mesmo que a esclerose pediátrica continue a ser rara, nosso estudo sugere que os pais ou responsáveis de adolescentes obesos devem prestar atenção a sintomas como formigamento e dormência ou fraqueza nos membros, e levar as crianças a consultas médicas"", conclui Langer-Gould.



""Obesidade infantil é um problema mundial"", diz especialista
17/01/2013
Fonte: Zero Hora

Um dos nomes mais representativos no que diz respeito ao estudo do sobrepeso e da obesidade infantil, o médico Richard White é clínico geral do departamento de Medicina Interna Comunitária da Clínica Mayo de Jacksonville, na Flórida. O especialista, que participou de um programa sobre as disparidades na saúde dos latinos, em San Diego, Califórnia — organizado pela Escola Estadual de Pós-Graduação em Saúde Pública e pelo Instituto Nacional dos Estados Unidos do Coração, Pulmão e Sangue — fala, na entrevista a seguir, sobre o impacto do excesso de peso nas crianças.

Vida — Quais são as principais preocupações com a obesidade infantil? Richard White — Sobrepeso e obesidade infantil se tornaram, rapidamente, um problema mundial. Nos Estados Unidos, praticamente uma em quatro crianças e adolescentes, na faixa etária de dois a 19 anos, tem problema de sobrepeso ou obesidade. Os números são ainda maiores em alguns grupos minoritários, como o latino. Entre as causas desse problema estão os anúncios publicitários eficazes de comidas que não são saudáveis, dirigidos às crianças, o maior volume de alimentos ingeridos e menor atividade física. Há uma quantidade crescente de evidências que vinculam o sobrepeso e a obesidade infantil a maior risco dessas crianças contraírem, no futuro, doenças cardíacas e diabetes. Sobrepeso e obesidade em crianças também podem complicar o controle de outros problemas de saúde, como asma, além de prejudicar a autoestima.

Vida — O peso da mãe na gravidez tem alguma ligação com a obesidade infantil? White — Sim. Existem evidências que estabelecem um relacionamento entre o ganho de peso excessivo da mãe, durante a gravidez, e maior peso da criança no nascimento. Da mesma forma, mães com sobrepeso antes de gravidez terão, mais provavelmente, filhos com sobrepeso.

Vida — O fato de uma criança ser mais pesada ao nascer aumenta a probabilidade de ela ter sobrepeso ou obesidade ao longo da infância? White — Sim. Alguns estudos têm mostrado que um peso alto no nascimento, bem como um rápido ganho de peso durante o primeiro ano de vida, são fatores de risco para o sobrepeso infantil.

Vida — Há alguma condição genética que predispõe a criança à obesidade? White — Sim. Há algumas condições genéticas associadas a um risco maior de obesidade na infância, tais como síndrome de Down e a síndrome de Prader-Willi. No entanto, a maioria dos especialistas concorda que influências genéticas, isoladamente, não explicam o aumento significativo da quantidade de sobrepeso e obesidade infantil que temos observado nas últimas duas décadas.

Vida — As crianças obesas são propensas a desenvolver doenças metabólicas e cardiovasculares? White — Sim. Há muitos estudos que já estabeleceram uma relação entre a obesidade infantil e um maior risco de desenvolver doenças metabólicas e cardiovasculares.

Vida — Quais são as estratégias essenciais para prevenir a obesidade infantil, desde o nascimento? White — A prevenção e o tratamento de sobrepeso e obesidade infantil são tarefas difíceis. Alguns fatores são importantes, como promover a amamentação materna, reduzir o consumo de comidas de alta caloria, que têm baixo valor nutritivo, ensinar os pais e as crianças a comer lanches mais saudáveis, aumentar as atividades físicas, reduzir o tempo de uso de mídias (como televisão, videogames) e tornar alimentos mais saudáveis mas disponíveis a famílias com dificuldades financeiras.

Vida — Como é possível motivar pais e filhos a praticar mais atividades físicas e a fazer escolhas alimentares mais saudáveis? White — É preciso dedicação e esforço, mas é possível. Encorajamos as famílias a dar pequenos passos em direção a mudanças em seus estilos de vida e em seus comportamentos, para premiar os sucessos que alcançam.

Preste atenção O especialista aponta que só em circunstâncias extremas é recomendada a perda de peso para crianças. Os pais devem incentivar atividades físicas por 60 minutos por dia, incluindo brincadeiras, uma medida eficaz para regular o metabolismo infantil.