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Práticas Integrativas e Complementares é um novo campo para profissionais de Educação Física
15/05/2017
Fonte: CREF2/RS

A construção da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS (PNPIC) iniciou-se a partir do atendimento das diretrizes e recomendações de várias conferências nacionais de saúde e das recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS). Em junho de 2003, representantes das associações nacionais de Fitoterapia, Homeopatia, Acupuntura e Medicina Antroposófica reuniram-se com o então ministro da Saúde, ocasião em que, por solicitação dele, foi instituído um grupo de trabalho, coordenado pelo Departamento de Atenção Básica, da Secretaria de Atenção à Saúde (SAS), e pela Secretaria-Executiva, com a participação de representantes das secretarias de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos e de Gestão do Trabalho e Educação na Saúde, do Ministério da Saúde (MS); Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa); e associações brasileiras de Fitoterapia, Homeopatia, Acupuntura e Medicina Antroposófica, para discussão e implementação das ações, no sentido de elaborar-se a política nacional.

Em setembro de 2003, o grupo gestor responsável pela ordenação dos trabalhos e formulação da política nacional definiu, entre outras coisas, a criação de quatro subgrupos de trabalho, respeitando as diversas áreas, em virtude das especificidades de cada uma delas. Como estratégia de elaboração da política, o grupo gestor elaborou um plano de ação a ser adotado pelos subgrupos para, posteriormente, a ser consolidado em documento técnico único relativo à política nacional.

Em 2006 foram criadas no Brasil as Políticas Nacionais de Práticas Integrativas Complementares, partindo da orientação da O.M.S., para fortalecer ações e serviços de PICS (Práticas Integrativas e Complementares) na rede de atenção à saúde e comunidade. A M.T.C. (Medicina Tradicional Chinesa), através de um modelo transdisciplinar foi acrescentado a essas práticas, aqui no Brasil, e abrindo possibilidades aos profissionais de Educação Física para atuação tanto em empresas, comunidades, escolas, academias de rua, NASF (Núcleo de Apoio a Saúde da Família) entre outros.

Marco Aurélio Scharcow (CREF 002463-G/RS) foi um dos profissionais de Educação Física que aderiram às novas modalidades. “Na minha prática e convivência na Educação Física, tive a felicidade de conhecer pessoalmente o criador do método “Lian Gong” em 18 terapias, uma prática corporal elaborada na década de 70 pelo Dr. Zhuang Yuan Ming, médico ortopedista da Medicina Tradicional Chinesa que viveu em Shangai na China”, explica.

Marco afirma que esta prática foi escolhida pelo governo de Shangai para ser amplamente divulgada para a população e o Dr. Zhuang, o seu criador, recebeu o prêmio de “Pesquisa Cientifica de Resultado Relevante”. “O Doutor Zhuang, uniu conhecimento da MTC – Medicina Tradicional Chinesa e a Moderna Medicina Ocidental, com as artes guerreiras e os antigos exercícios terapêuticos”.

Segundo Scharcow, o objetivo principal do Lian Gong em 18 Terapias é a de tratar e prevenir dores no corpo, inúmeros problemas osteosmusculares, articulações, etc. hoje tão freqüente nas condições da vida moderna, além de atuar nas disfunções dos órgãos internos e problemas respiratórios. São exercícios preventivos e curativos, cujas práticas põe em movimento o “Chi” (energia vital) através dos meridianos, em especial ao “Zhen Chi” ou “Chi Verdadeiro” no organismo, termos encontrados nos fundamentos da MTC, Medicina Tradicional Chinesa, que diz “Quando o Zhen Chi esta pleno no interior do corpo humanos fatores negativos não podem invadir”. A prática ajuda na circulação do sangue, dissolve aderências e inflamações dos tendões. Restaura a movimentação natural, melhorando a resistência e a vitalidade do organismo. O sistema completo do Lian Gong em 18 terapias é composto de 3 partes, totalizando 54 exercícios.

Práticas Integrativas e Complementares