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Especialista em maturidade ativa defende novo estilo de vida no I Seminário Multiprofissional
05/10/2015
Fonte: CREF2/RS

O coordenador técnico do Programa Maturidade Ativa do SESC-RS, Eduardo Danilo Schmitz (CREF 006366-G/RS), foi um dos palestrantes do I Seminário Multiprofissional, realizado na sexta-feira (2), na nova sede do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (CRECIRS), em Porto Alegre. A ação, alusiva ao Dia do Idoso (1º de outubro), foi organizada pelo Conselho Regional de Fonoaudiologia (CREFONO7), com apoio do CREF2/RS e dos Conselhos Regionais de Farmácia, Nutrição e Fisioterapia e Terapia Ocupacional. Ao final do encontro, uma mesa-redonda multiprofissional, que contou com a presença do presidente da Câmara Técnica de Ginástica Laboral e Atividade Física na Empresa do CREF2/RS, Lauro Aguiar (CREF 002782-G/RS), debateu temas interdisciplinares propostos na programação.

O profissional de Educação Física, que é mestre em Envelhecimento Humano pela UPF, palestrou sobre a promoção da qualidade de vida, a saúde e o envelhecimento. Ele relembrou que o movimento humano sempre foi necessário, seja para caçar ou para se defender, mas que, com o passar do tempo, foram desenvolvidas incontáveis tecnologias que facilitaram a existência do homem. “O que é muito bom por um lado, mas por outro acentua o sedentarismo e as doenças associadas a este estilo de vida”, constatou. O coordenador do SESC-RS observou que Porto Alegre ostenta o título de capital vice-campeã em índices de obesos no país. "Assistimos ao que se chama de transição epidemiológica, ou seja, se no passado as grandes vilãs eram as doenças infecciosas transmissíveis, hoje a preocupação são as doenças crônicas não transmissíveis, como hipertensão, diabetes e osteoporose”.

Schmitz trouxe dados de uma pesquisa realizada pela Universidade de Navarra, na Espanha, país onde a obesidade é diretamente responsável por cerca de 2% a 4% dos gastos totais em saúde. O estudo demonstra que um euro investido na promoção de esportes cria uma economia estimada de 50 euros em gastos em saúde ao longo de 15 anos. “Se as pessoas têm espaço adequado e um contexto educacional, teremos um caminho para mudar esta realidade”, sintetizou.

O coordenador destacou o fato destas doenças já serem observadas em pessoas na faixa dos 30 anos, e propôs a modificação do estilo de vida da população como um meio de envelhecimento saudável. “Muitas vezes, este modo de vida não é uma escolha. Aposto muito em educação e políticas públicas para solucionar esses problemas”. O profissional de Educação Física criticou o modelo imediatista do corpo perfeito imposto pela sociedade. “Isso só causa frustração. Vejo, porém, algumas alternativas, como o programa de incentivo à atividade física do SUS”, exemplificou.

Dia do Idoso