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Formação em Licenciatura é tema do 7º Fórum de Mobilização Gaúcha pela Educação Física Escolar
09/04/2018
Fonte: CREF2/RS

A Comissão de Educação Física Escolar do CREF2/RS realizou, no último sábado, dia 7 de abril, a sétima edição do Fórum de Mobilização Gaúcha pela Educação Física Escolar. O evento, que contou com o apoio da APEF/RS, do Sesc/RS e da Prefeitura de Torres, integrou a programação do 44º Encontro Nacional dos Profissionais de Educação Física (ENAPEF) e teve como atração uma palestra conduzida pela conselheira federal Iguatemy Martins (CREF 000001-G/PB).

Com entrada gratuita para profissionais de Educação Física e acadêmicos do curso, o 7º Fórum reuniu participantes de todo o Estado e trouxe para debate a formação em Licenciatura e como os professores podem se preparar melhor para atuar nas escolas. A mesa de abertura foi composta pela presidente da Comissão de Educação Física Escolar do CREF2/RS Miryam Brauch (CREF 006834-G/RS), pelo representante da Secretaria de Educação do Rio Grande do Sul Paulo Rezende (CREF 001298-G/RS), pela presidente do CREF2/RS Carmen Masson (CREF 001910-G/RS) e pela presidente da APEF/RS Luciane Citadin (CREF 000100-G/RS). Nas suas falas, todos destacaram os avanços conquistados pelo Fórum e pelo Conselho nos últimos sete anos e como esta oportunidade de aperfeiçoamento profissional é de grande valia para todos os Licenciados em Educação Física, sempre com palestras de alto nível.

Na sequência, Iguatemy iniciou a apresentação intitulada “A formação em Educação Física para atuação na Escola: preparando o professor, vivenciando a Licenciatura”. Na primeira parte da sua fala, a palestrante trouxe números referentes à quantidade de docentes presentes na Educação Básica, estimada em 2,1 milhões de pessoas, e à presença de professores de Educação Física devidamente habilitados para desempenhar esta função. “Como indica o Plano Nacional de Educação (PNE), quase 80% daqueles que atuam nas escolas têm curso superior. No entanto, um dos principais problemas não diz respeito a este dado, mas ao fato de que somente metade deles lecionam dentro da sua área específica. Apenas na Educação Física, por exemplo, há um deficit de cerca de 30% de profissionais habilitados”, pontuou.

A Educação Física Escolar, embora bem representada frente a outras disciplinas em que a ausência de professores capacitados é mais evidente, como Química, Física e Biologia, precisa capacitar melhor os seus profissionais. Os apontamentos feitos por Iguatemy ao longo da palestra, baseados em indicadores divulgados pelo Governo Federal, mostraram que o baixo capital cultural, a frágil preparação para o Magistério, a teoria descolada da formação prática e o estágio não encarado como uma ação estratégica de formação são os principais eixos que precisam ser contemplados pelos cursos de Licenciatura. “As Instituições Públicas e Privadas não estão resolvendo a questão formativa do futuro professor. A maioria das alterações curriculares feitas nas Licenciaturas, nos últimos anos, não teve uma avaliação feita do seu impacto e dos seus resultados”, salientou Iguatemy.

Na segunda parte da apresentação, Iguatemy falou sobre a intervenção profissional nas escolas e como os professores de Educação Física podem se preparar para realizar um trabalho de excelência. A palestrante destacou os seis eixos da atuação – planejar, programar, organizar, desenvolver, coordenador e lecionar conteúdos de Educação Física no Ensino Infantil, Fundamental e Médio – e como eles poderiam ser aplicados da melhor forma. “Os professores precisam colecionar, selecionar e aplicar metodologias e técnicas nas diversas faixas etárias e níveis de ensino. No entanto, a maioria dos profissionais sentem falta de capacitação adequada para fazer esta distinção”, relatou Iguatemy. “A ausência de uma sistematização ainda é algo que prejudica a evolução da Educação Física enquanto disciplina escolar e a valorização dos seus professores. O profissional precisa compreender, dentro dos cursos de Licenciatura, que não pode dar a mesma aula para alunos do 4º, do 5º ou do 6º ano. Resumidamente, não há qualidade no ensino que é engessado e igual para todo mundo”, complementou.

Para Iguatemy, a falta de clareza do que é ensinado e as expectativas de aprendizado que não são atendidos afetam não só os alunos, mas também os docentes, que no fim das contas acabam se afastando do saber pedagógico das Licenciaturas. “Os professores têm que conhecer o conteúdo daquilo que ensinam, precisam dominar todos os assuntos que são levados para as aulas de Edução Física. O principal indicador de qualidade do ensino é o capital humano, ou seja, os docentes bem formados e preparados”.

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